Na pesquisa da astróloga Shelly Gonella, com a hora de nascimento de Flávio Bolsonaro tirada da certidão, a conta deixa de ser um empate. As respostas, em três perguntas:
- Quem vence as eleições 2026? Flávio Bolsonaro, com uma contestação que vai até meados de novembro e um governo que começa sob pressão. É para ele que aponta a maior parte dos sinais do céu analisados pela astróloga Shelly Gonella, dos mapas do trimestre da eleição ao mapa da posse.
- Quem vence o segundo turno? A maior tendência está para Flávio, com 68% dos sinais astrológicos.
- Existe chance de Lula ganhar? Existe, e é baixa: 32% dos sinais astrológicos. Quase toda a chance de Lula vem da técnica de astrologia horária. E a primeira leitura da astróloga Shelly Gonella, com a técnica de astrologia horária no centro, deu Lula na frente no primeiro turno e Lula vencendo o segundo, por pouco. O primeiro turno revelou a fragilidade da técnica de astrologia horária, porque quem saiu na frente foi Flávio.
No primeiro turno, Flávio ficou com 47,03% dos votos válidos, e Lula com 45,16%. O céu do domingo explica esse resultado melhor do que eu tinha conseguido explicar na véspera, e o motivo é um só: agora temos a hora em que Flávio nasceu.
A astróloga Shelly Gonella analisou a eleição em camadas, na ordem que a astrologia mundial clássica recomenda: primeiro o que dá o tema da época, depois o país, depois os mapas do momento e, só no fim, os candidatos. Cada camada responde a uma pergunta diferente.
- Os ciclos lentos e os eclipses dizem o tema e a época: o que está mudando no Brasil em 2026.
- O mapa do Brasil diz onde a mudança bate: governo, Justiça, segurança e relação com o exterior.
- Os mapas de começo, que são o ingresso do Sol em Libra, a abertura e o fechamento das urnas e a posse, dizem como cada momento nasce.
- A técnica de astrologia horária responde à pergunta direta, quem ganha, sem depender da hora de nascimento de ninguém.
- Os mapas de Flávio e de Lula dizem em quem o céu bate. Eles vêm por último porque são os que mais dependem da hora de nascimento.
Antes da análise, as técnicas desta pesquisa, em palavras simples:
- Mapa astral: o desenho do céu no minuto e no lugar em que uma pessoa nasce. Para ser feito, precisa da data, da hora e da cidade de nascimento.
- Ascendente e Meio do Céu: os dois pontos do mapa que dependem da hora exata. O Ascendente é o signo que nascia no horizonte e fala da pessoa e da imagem dela; o Meio do Céu é o ponto mais alto do mapa e fala da carreira e do lugar público.
- Técnica de astrologia horária: o mapa do céu no minuto em que a astróloga faz uma pergunta, aqui "qual dos dois tem mais chance de ganhar a presidência?". Cada candidato vira um planeta, e a resposta sai da força de cada um e da relação entre os dois. Ela não depende da hora de nascimento de ninguém.
- Sinastria: a comparação entre dois mapas, colocados um sobre o outro. Nesta pesquisa, o mapa de cada candidato sobre o mapa do Brasil, para ver como cada um se liga ao país.
- Trânsitos: onde os planetas estão no céu num certo dia, e sobre que ponto do mapa de nascimento de alguém eles passam. É a técnica que mostra o que está acontecendo com a pessoa naquele período.
- Mapa de evento: o mapa do céu de um acontecimento, como a abertura das urnas ou a posse, calculado para Brasília.
- Ingresso: o mapa do instante em que o Sol entra no signo que abre uma estação. Na astrologia mundial, que é a astrologia dos países, ele descreve os três meses seguintes de um país.
- Ciclos e eclipses: os encontros entre os planetas mais lentos, que marcam décadas, e os eclipses, que marcam meses. Eles dão o clima de uma época.
- Revolução solar, progressões e arco solar: técnicas de previsão pessoal. A revolução solar é o mapa do aniversário e descreve o ano que começa; as progressões e o arco solar fazem o mapa de nascimento andar no tempo.
2026 abre um ciclo de 36 anos. Em 21 de fevereiro, Saturno e Netuno se encontraram em Áries 0°45′, no primeiro grau do zodíaco. Saturno é a estrutura, a lei e o limite; Netuno é a crença, o sonho e também a ilusão. Quando os dois se encontram, as ideologias se desgastam e se refazem: aquilo em que um país acreditava perde a forma, e uma crença nova pede estrutura. No primeiro grau de Áries, o signo que abre o zodíaco, é um recomeço que chega pela vontade e pelo confronto. No mapa do Brasil, o encontro caiu sobre Plutão, a menos de um grau, e Plutão é o poder de fundo, quem de fato controla. É uma troca nas estruturas de poder do país, e ela explica o tom desta eleição: o eleitor está escolhendo entre duas visões de país, e os programas ficam em segundo plano.
O mesmo encontro tocou o planeta de Flávio. Saturno e Netuno fizeram oposição ao Júpiter dele, a 0,7°, e Júpiter, com a hora da certidão, é o regente do mapa de Flávio. Júpiter é a expansão e a promessa. Saturno em oposição cobra prova e põe limite; Netuno em oposição infla a imagem e a embaça. Para Flávio, isso significa crescer depressa, carregado de expectativas que ninguém consegue cumprir inteiras, com o eleitor projetando nele mais do que ele é. É a névoa sobre o eleito, e ela volta em dezembro, quando Netuno para no céu sobre esse mesmo ponto.
Os eclipses marcaram o ano. Um eclipse age por meses sobre o ponto que toca. O eclipse do Sol de 17 de fevereiro, em Aquário 28°, caiu sobre o Ascendente do Brasil, que é a forma como o país se vê e é visto: foi o ano em que a identidade do Brasil entrou em disputa, e em Aquário essa disputa corre pelas redes e pelos grupos. O eclipse da Lua de 3 de março, em Virgem 12°, caiu sobre o Sol do Brasil, o ponto de quem governa: um pico de tensão sobre a liderança do país, com os temas de Virgem na mesa, que são o trabalho, a saúde e as contas públicas. E o eclipse total do Sol de 12 de agosto, em Leão 20°, o que preside a eleição, fez quadratura ao Mercúrio e ao Ascendente de Lula. Leão é o palco e o líder; Mercúrio é a mensagem; o Ascendente é a própria figura. A campanha de Lula começou com a mensagem e a imagem dele sob tensão, e esse mesmo ponto volta na véspera do segundo turno, quando Mercúrio para ali e começa a retrogradar.
Essa camada fica fora da conta de quem ganha, como manda a astrologia mundial. O que ela mostra é a eleição num ano de troca de ciclo, com o regente de Flávio e o Mercúrio de Lula marcados ao mesmo tempo.
Na véspera do primeiro turno publiquei Quem vai ganhar as eleições 2026 e Existe chance de Bolsonaro ganhar as eleições 2026?. Nos dois, o mapa de Flávio estava sem hora, e eu escrevi que era justamente isso que poderia virar a conta.
A hora apareceu. O Astro-Databank, o maior banco de dados de nascimento usado por astrólogos no mundo, registra Flávio Bolsonaro em 30 de abril de 1981, às 20h10, em Resende, com a classificação AA, que é a de quem tem a certidão de nascimento em mãos. A data e a cidade batem com o registro oficial do Senado.
Com a hora, o mapa de Flávio ganha Ascendente, Meio do Céu e casas, e três coisas mudam de uma vez: a leitura do primeiro turno, a do segundo e a do caminho até a posse. É a mesma lição do artigo sobre por que as astrólogas pedem a certidão, agora aplicada a um candidato a presidente.
As pesquisas eleitorais também andaram na direção de Flávio nessas semanas, e é justo dizer isso. A conta astrológica mudou por outro motivo, que se pode conferir: o mapa ganhou uma hora que não tinha. A ordem dos fatos está registrada:
- 3 de outubro: a primeira leitura, sem a hora de Flávio, publicada na véspera do primeiro turno. Ela dava Lula na frente, por pouco.
- 4 de outubro: o primeiro turno. Flávio sai na frente, com 47,03% contra 45,16%.
- Depois do primeiro turno: a hora de nascimento de Flávio, com classificação AA, aparece no Astro-Databank.
- 5 de outubro: a conta refeita com a hora, publicada nesta pesquisa: 68% dos sinais para Flávio.
Esta conta fica como está até o dia 25. Se ela errar, o erro vai ser estudado aqui, em público, como foi o do primeiro turno.
Com a hora da certidão, o mapa de Flávio tem Ascendente em Sagitário 22°43′ e Meio do Céu em Virgem 10°20′. O regente do mapa é Júpiter, que está em Libra, na casa 10, junto de Saturno. É a assinatura clássica de quem tem a carreira pública como centro da vida: o planeta que representa a pessoa mora na casa do cargo.
Os quatro planetas em Touro, que eu já tinha lido sem a hora, caem na casa 5. Touro é persistência e apego ao que é seu, e a casa 5 é o que a pessoa põe à mostra: a força pública dele está em insistir e em se expor. A Lua, em Peixes 25°, fica na casa 4, a da família e da origem: o sobrenome e o vínculo com o pai são a base emocional da carreira dele. Netuno está na casa 1, a dois graus do Ascendente: a imagem pública dele chega envolvida numa projeção que é maior do que a pessoa.
Com o Brasil, aparecem três contatos que antes não existiam. A Lua de Flávio faz trígono ao Meio do Céu do Brasil, a menos de um grau: uma ligação emocional entre ele e o lugar do governo. O Meio do Céu dele cai perto do Sol do Brasil, em Virgem: a meta de carreira dele mira o centro do país. E o Ascendente dele faz quadratura ao Mercúrio do país, que é o atrito com o discurso e com a imprensa. O contato mais exato continua o mesmo de antes: o Sol de Flávio sobre o Saturno do Brasil, que faz dele, para parte do país, a figura da ordem, da autoridade e da cobrança. E uma leitura das pesquisas anteriores cai: nascido às 20h10, Flávio tem a Lua na casa 2 do Brasil, e não na casa 1. A casa 2 é o dinheiro e a renda: o eleitor se liga a ele pelo bolso, o que conversa com o peso do poder de compra no voto.
Às 17h do dia 4, quando as urnas fecharam, o Ascendente do céu de Brasília estava em Peixes 25°43′, sobre a Lua de Flávio, a menos de meio grau. Na leitura do mapa do evento, o candidato cujos planetas caem sobre o Ascendente é o lado que a carta representa. E a Lua, numa eleição, é o povo. No minuto em que o voto foi encerrado, o céu pôs a Lua de Flávio no lugar mais visível do mapa.
Às 17h25 saíram as primeiras parciais, com Flávio à frente desde o primeiro número. Nesse minuto, o Ascendente estava em Áries 1°48′, em oposição exata ao Júpiter de Flávio, que é o regente do mapa dele, e o Meio do Céu fazia quadratura ao mesmo Júpiter. O planeta que representa Flávio estava num ângulo do céu quando o país viu o primeiro resultado, e Júpiter num ângulo é visibilidade e sorte: o momento do anúncio jogou a favor dele.
Lula, no mesmo dia, tinha dois planetas pesando sobre o Sol. Marte e Plutão faziam quadratura ao Sol natal dele, a menos de meio grau. O Sol é a identidade e a força pessoal; Plutão em quadratura é a sensação de perder o controle de algo que se tinha nas mãos. Saturno ainda fazia oposição à Vênus dele, que é a capacidade de agradar e de ser escolhido.
Na técnica de astrologia horária, um sinal já era de Flávio. No mapa da técnica de astrologia horária que fiz em 3 de outubro, Lula era Vênus e Flávio era Marte, e Vênus estava em Escorpião, sob o poder de Marte. Somados todos os sinais, a técnica de astrologia horária ficava com Lula, por pouco, porque Vênus volta para Libra no dia 25. O primeiro turno, que veio antes dessa volta, mostrou o lado da técnica de astrologia horária em que Marte domina.
Fora do céu, a imprensa aponta o peso do poder de compra e da segurança na decisão do eleitor. O mapa não substitui essa leitura; ele mostra o clima em que ela aconteceu.
O mapa do trimestre já mostrava a troca. Na astrologia mundial, o ingresso do Sol em Libra, calculado para a capital, rege os três meses seguintes. Em 2026 ele aconteceu na noite de 22 de setembro, às 21h05 de Brasília. O Ascendente desse mapa está em Touro 13°, sobre o Mercúrio de Flávio, a pouco mais de um grau, e o Meio do Céu está em Aquário 12°, em oposição ao Meio do Céu de Lula, a menos de um grau: o ponto do governo de Lula cai no fundo do céu do trimestre, que é o lugar onde um ciclo termina. Em outras palavras, o trimestre da eleição começa com a voz de Flávio puxando a pauta e com o governo de Lula do lado que se encerra.
A abertura das urnas passa a dizer quem é quem. Na pesquisa anterior, sem a hora de Flávio, o céu das 8h do dia 25 não apontava ninguém. Com a hora, aparece um contato: a Lua da manhã, em Áries, faz trígono ao Ascendente de Flávio, a dois décimos de grau, e a Lua, numa eleição, é o povo. O humor do eleitor, na manhã da votação, flui na direção dele. Do lado de Lula, o Ascendente da abertura faz sextil à Vênus dele, a um grau: a manhã também abre uma porta para o carisma de Lula, e é por ela que ele pode crescer durante o dia.
A técnica de astrologia horária continua como estava. Somados os sinais, ela fica com Lula, por pouco, porque Vênus, que representa Lula, volta para Libra no próprio dia 25. É o argumento mais forte do lado dele, e o único que não depende da hora de nascimento de ninguém.
Nos mapas dos candidatos, o sinal mais forte é um trânsito. No dia da votação, Júpiter está em Leão 23°, em trígono ao Ascendente de Flávio, a menos de um grau. Júpiter é o regente do mapa dele: é o planeta que representa Flávio passando em harmonia sobre o ponto que representa Flávio. Na astrologia de eleições, é dos trânsitos mais citados para vitória.
Lula chega ao dia com o céu pesado. Saturno faz oposição à Vênus dele a menos de meio grau, o que põe resistência na capacidade de seduzir o eleitor, e Plutão continua em quadratura ao Sol, pressionando a autoridade pessoal dele, aproximando-se do ponto exato, que vem em 2 de dezembro. Na véspera, 24 de outubro, Mercúrio para no céu e começa a retrogradar em Escorpião 20°58′, em cima do Ascendente de Lula. Mercúrio parado sobre o Ascendente é a palavra dele em revisão: o recurso, a contestação, o discurso que precisa ser refeito.
Na conta da astróloga Shelly Gonella, os pesos são os mesmos das pesquisas anteriores, forte, médio e fraco, e o resultado aparece em proporção. Entra só o segundo turno.
Os dados que favorecem Flávio Bolsonaro:
- Júpiter, o regente do mapa dele, em trígono ao Ascendente no dia da votação. Peso forte.
- Os trânsitos e arcos pesados sobre Lula: Plutão em quadratura ao Sol, Saturno em oposição à Vênus e, por arco solar, Plutão sobre o Sol natal dele. Peso forte.
- O ingresso do Sol em Libra: o Ascendente sobre o Mercúrio de Flávio e o Meio do Céu em oposição ao Meio do Céu de Lula. Peso médio.
- A Lua da abertura das urnas em trígono ao Ascendente de Flávio. Peso fraco.
- Marte domina Vênus na técnica de astrologia horária, o retrato que o primeiro turno confirmou. Peso médio, e só vale com a técnica de astrologia horária.
- A sinastria com o Brasil: o Sol sobre o Saturno do país e a Lua em trígono ao Meio do Céu. Peso médio.
Os dados que favorecem Lula:
- Vênus recupera a força no dia da eleição: na técnica de astrologia horária, Vênus é Lula, e ela volta para Libra no próprio dia 25. Peso forte, e só vale com a técnica de astrologia horária.
- Vênus volta a andar direto na noite de 13 de novembro, o fecho da contestação na técnica de astrologia horária. Peso fraco, e só vale com a técnica de astrologia horária.
- O Ascendente da abertura das urnas em sextil à Vênus de Lula. Peso fraco.
- A sinastria com o Brasil: o Sol de Lula sobre o Marte do país. Peso fraco.
Com a técnica de astrologia horária, a conta fica em 68% dos sinais para Flávio e 32% para Lula; sem ela, em 85% para Flávio e 15% para Lula.
Na análise de Shelly Gonella, Flávio fica à frente nos dois cenários. A técnica de astrologia horária, que era o único argumento forte de Lula e que decidia o empate nas pesquisas anteriores, agora só reduz a distância.
O que esse número mede: cada sinal do céu entra na conta com um peso, forte ou fraco, e os 68% são a parte desse peso que aponta para Flávio. Ele mostra para que lado a leitura pende e com que firmeza. Uma pesquisa eleitoral estima votos; esta conta mede a inclinação do céu, e quem dá o placar é a urna.
Na madrugada de 26 de outubro há Lua Cheia em Touro 3°50′, a menos de meio grau do Marte de Flávio. É a força combativa dele exposta no momento em que o sentimento do país está mais alto, e é a mesma Lua Cheia que, no mapa do Brasil, já indicava protesto e estrada bloqueada. No dia 27, Lula faz aniversário, e o mapa da revolução solar dele para o ano que começa tem Saturno e Netuno na casa 10, a do cargo: um ano em que a carreira pesa e perde contorno.
Mercúrio retrógrado começou sobre o Ascendente de Lula, então a revisão nasce do lado dele: recurso, pedido de recontagem, discurso que não aceita o número. Em 13 de novembro, Mercúrio e Vênus voltam a andar direto. Vênus para em Libra 22°51′, em sextil exato ao Ascendente de Flávio e sobre o Plutão dele. É o momento em que os apoios se firmam e o assunto destrava.
Em 18 de novembro, Urano faz trígono exato ao Saturno de Flávio, na casa 10: a mudança de autoridade passa a ser aceita como fato. No dia seguinte, Júpiter faz quadratura ao Meio do Céu do Brasil: as expectativas sobre o próximo governo crescem mais depressa do que a capacidade de cumprir. E Marte, nesses mesmos dias, passa pelo Descendente do país, o lugar do adversário: a oposição parte para o confronto aberto. É o pico do confronto em torno de quem governa, o mesmo que a primeira pesquisa já marcava.
Em 2 de dezembro, Plutão faz quadratura exata ao Sol dele, a passagem mais forte desse trânsito: é o mês em que a pressão sobre a figura de Lula chega ao máximo, e em que a perda de poder, se confirmada, cobra o preço pessoal. Em 6 de dezembro, Plutão faz quadratura exata ao Marte do Brasil: pressão sobre a segurança e as Forças Armadas.
Em 12 de dezembro, dois planetas param no céu. Netuno fica estacionário em oposição exata ao Júpiter de Flávio, o regente do mapa dele. É a névoa sobre o eleito: promessas maiores do que o governo pode cumprir, boato, desencanto de quem esperava demais. No mesmo dia, Júpiter para sobre o Descendente do Brasil, a casa dos outros países e dos adversários declarados. A relação com o exterior entra na transição com peso.
Em 19 de dezembro, Plutão faz trígono exato ao Saturno de Flávio, na casa 10: o poder dele ganha estrutura, com equipe, alianças e base institucional se organizando antes da posse. Em 27 de dezembro, Plutão faz quadratura exata ao Marte dele: resistência, disputa de poder e a primeira queda de braço do governo que ainda não começou.
O ingresso do Sol em Capricórnio, em 21 de dezembro, às 17h50 de Brasília, rege os três meses que começam ali. O Meio do Céu desse mapa, o lugar do governo, cai em Peixes 24°, sobre a Lua de Flávio, a menos de um grau. É a figura de quem ocupa o poder no trimestre em que a faixa muda de mãos.
Na posse, em 5 de janeiro de 2027, às 15h, a Lua está em Sagitário 22°26′, sobre o Ascendente de Flávio, a três décimos de grau. No dia em que o cargo muda de mãos, o povo está no ponto do mapa que representa a pessoa dele. O Ascendente da posse fica em Touro 24°, e o Ascendente de Lula cai no Descendente desse mapa, o lugar da oposição.
O cargo continua chegando gasto. A regente da casa 1 da posse é Vênus em Escorpião, em exílio, na casa 7. O regente da casa 10 é Saturno em Áries, em queda, na casa 11. É um governo que começa dependente do Congresso e dos aliados, com dificuldade de conversar com quem perdeu. No mesmo dia, Júpiter faz quadratura exata ao Meio do Céu do Brasil: promessa grande, gasto grande, e atrito pelo tamanho do que se promete.
O mapa de Flávio para esse período é favorável à chegada ao cargo. O Meio do Céu progredido dele faz trígono ao Ascendente natal, e o Ascendente progredido faz sextil ao Sol. São os movimentos lentos do próprio mapa que costumam acompanhar uma promoção pública. O peso vem depois da posse, com Netuno e Plutão sobre os planetas da casa 10.
A astrologia não é a única forma de ler uma eleição, e é bom comparar. As outras áreas apontam para o mesmo lado que a pesquisa da astróloga Shelly Gonella:
- O mercado: na véspera do primeiro turno, Wall Street já fazia contas com a vitória de Flávio. O JPMorgan projetava o dólar a R$ 4,90 com Flávio e a R$ 5,50 com Lula (Times Brasil, 3/10). Depois do resultado, analistas esperavam a Bolsa subir perto de 10% na segunda-feira, "com os investidores antecipando uma vitória de Flávio" (Seu Dinheiro, 4/10).
- As pesquisas eleitorais: no começo do ano, Lula vencia Flávio por 7 pontos num segundo turno (Quaest, janeiro). Em março, já havia empate técnico, com 46% a 43% (Datafolha, março, via Reuters). No fim de setembro, Flávio passou à frente pela primeira vez, ainda dentro da margem de erro: 47,7% a 47,6% na AtlasIntel com a Bloomberg (SP Diário) e 46% a 45% na Nexus com o BTG (Gazeta do Povo).
As três leituras, a do mercado, a das pesquisas e a do céu, apontam para Flávio. A diferença está na intensidade: as pesquisas eleitorais ainda chamam a disputa de empate técnico, enquanto a pesquisa astrológica dá a Flávio 68% dos sinais.
Duas coisas podem mudar essa leitura:
- A hora de Flávio. A classificação AA vem de uma certidão enviada ao banco de dados por um colaborador. Eu não vi o documento. Se a hora estiver errada, voltam a valer as pesquisas anteriores.
- A técnica de astrologia horária. Ela continua dizendo que Vênus, que representa Lula, recupera a força no dia 25. É o argumento mais forte do lado dele, e o único que não depende de hora de nascimento nenhuma.
Em resumo, as respostas desta pesquisa são estas:
- Quem vence as eleições 2026? Flávio Bolsonaro, com uma contestação que vai até meados de novembro e um governo que começa sob pressão. É para ele que aponta a maior parte dos sinais do céu analisados pela astróloga Shelly Gonella, dos mapas do trimestre da eleição ao mapa da posse.
- Quem vence o segundo turno? A maior tendência está para Flávio, com 68% dos sinais astrológicos.
- Existe chance de Lula ganhar? Existe, e é baixa: 32% dos sinais astrológicos. Quase toda a chance de Lula vem da técnica de astrologia horária. E a primeira leitura da astróloga Shelly Gonella, com a técnica de astrologia horária no centro, deu Lula na frente no primeiro turno e Lula vencendo o segundo, por pouco. O primeiro turno revelou a fragilidade da técnica de astrologia horária, porque quem saiu na frente foi Flávio.
Os dados desta pesquisa: Brasil, 7/9/1822, 16h30, Ipiranga (São Paulo). Lula, 27/10/1945, 6h10, Caetés (PE). Flávio Bolsonaro, 30/4/1981, 20h10, Resende (RJ), classificação AA no Astro-Databank. Técnica de astrologia horária, 3/10/2026, 11h44, Porto Ferreira (SP). Ingressos do Sol em Libra e em Capricórnio, mapas dos turnos e da posse em Brasília. Zodíaco tropical, casas de Placidus, horários de Brasília.
E as perguntas que mais chegam sobre este assunto, com a resposta curta:
Quem vence as eleições 2026 pela astrologia? Flávio Bolsonaro, na pesquisa da astróloga Shelly Gonella: 68% dos sinais do céu no segundo turno com a técnica de astrologia horária e 85% sem ela. A chance de Lula existe, é baixa e depende quase toda da técnica de astrologia horária, a mesma leitura que deu Lula na frente no primeiro turno.
Quem vai ganhar o segundo turno das eleições 2026 pela astrologia? Pela análise da astróloga Shelly Gonella, com a hora de nascimento de Flávio Bolsonaro tirada da certidão, os sinais do céu apontam Flávio: 68% dos sinais com a técnica de astrologia horária e 85% sem ela. O sinal mais forte é Júpiter, o regente do mapa dele, em trígono ao Ascendente no dia da votação.
Por que Flávio Bolsonaro ficou na frente no primeiro turno? Às 17h de 4 de outubro, quando as urnas fecharam, o Ascendente do céu estava sobre a Lua de Flávio, e Lula tinha Marte e Plutão em quadratura ao Sol natal. Na técnica de astrologia horária de 3 de outubro, que no total ficava com Lula por pouco, o planeta de Flávio dominava o de Lula até o dia 25.
Qual é a hora de nascimento de Flávio Bolsonaro? 30 de abril de 1981, às 20h10, em Resende (RJ), com a classificação AA no Astro-Databank, que indica certidão de nascimento. O mapa tem Ascendente em Sagitário 22° e Meio do Céu em Virgem 10°.
O que acontece até a posse? Contestação até 13 de novembro, com Mercúrio retrógrado; o ponto mais duro para Lula em 2 de dezembro, com Plutão em quadratura exata ao Sol dele; e, no dia da posse, 5 de janeiro de 2027, a Lua sobre o Ascendente de Flávio.