Eu sou de direita, mas enquanto astróloga preciso analisar os dados astrológicos. E os dados dizem isto:
- A reação do povo: ansiedade no primeiro turno e raiva na noite do resultado; comparecimento alto e país partido ao meio no segundo; protesto e estradas bloqueadas na Lua Cheia de 26 de outubro, novos picos em 16–19 e 24 de novembro, e o ânimo assentando em meados de dezembro.
Quem vence o segundo turno é um empate técnico. Com a pergunta horária, Lula fica com 54% dos sinais do céu; sem ela, Flávio fica com 57%. Nos dois casos, o cargo chega gasto. O caminho até essa resposta, com os dados, os mapas e cada método, está logo abaixo.
Amanhã, 4 de outubro, o Brasil vota no primeiro turno. Na véspera, fiz o que uma astróloga faz quando o país inteiro está fazendo a mesma pergunta: fui atrás dos dados de nascimento, calculei os mapas e olhei a eleição por todos os métodos que a tradição oferece para uma disputa.
A análise tem quatro partes. A primeira mostra os dados, com o que é firme, o que é duvidoso e o que simplesmente não existe. A segunda põe cada candidato diante do mapa do Brasil. A terceira olha a eleição: o céu do primeiro turno, a pergunta horária, o caminho entre os turnos, o segundo turno, o que vem depois dele e a reação do povo. A quarta é uma reflexão sobre o que tudo isso diz de nós.
Todos os mapas foram calculados pelo mesmo motor que monta os mapas deste site, com o zodíaco tropical e as casas de Placidus. As posições, em graus e minutos, estão na ficha técnica no fim do texto, para quem quiser refazer as contas.
Um mapa vale o que vale a hora em que ele foi levantado. Para gente pública, essa hora chega por três caminhos: a certidão, o relato da própria pessoa ou de alguém da família, e a retificação, que é a hora que um astrólogo calcula de trás para a frente, testando os acontecimentos da vida contra o céu. Os três aparecem nesta eleição, e nenhum dos três candidatos a um mapa completo tem certidão com hora.
O mapa do Brasil é o da Independência: 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga, em São Paulo. A data e o lugar são firmes. A hora vem do relato histórico, que diz "entre 16h e 17h", e os astrólogos brasileiros discutem há décadas qual minuto vale, porque o Ascendente troca de signo no meio desse intervalo.
Paulo Duboc propõe duas horas: às 16h08, o Ascendente fica em Aquário 22°14′ e o Meio do Céu em Escorpião 20°44′; às 16h58, o Ascendente passa para Peixes 3°26′ e o Meio do Céu para Sagitário 2°53′. A versão mais usada é a das 16h30, com o Ascendente em Aquário 27°09′ e o Meio do Céu em Escorpião 26°08′.
Neste texto uso as 16h30, que é a versão mais citada. Os planetas quase não se mexem entre uma hora e outra; o que muda é o Ascendente e, com ele, a casa de alguns planetas.
É um país de Sol em Virgem na casa 7: ele se reconhece no outro, nos acordos e nas parcerias, e mede a si mesmo pelo trabalho bem feito. A Lua, que na astrologia de países é o povo, está em Gêmeos ao lado de Júpiter, no fundo do céu. Um povo falante, curioso, mutável, que se expande pela conversa. Vênus em Leão e Marte em Escorpião dão a esse país o gosto pela festa e uma intensidade que não perdoa fácil. Urano e Netuno juntos em Capricórnio, na casa 11, falam de um ideal coletivo de reforma das instituições que nunca chega pronto.
Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em Caetés, Pernambuco, que em 1945 era parte de Garanhuns. A primeira dúvida é a data. A certidão diz 6 de outubro de 1945; Lula comemora 27 de outubro. Segundo o Instituto Lula, ele e os irmãos foram registrados anos depois de nascer, como era comum no interior do Nordeste, e o escrivão se confundiu ao anotar as datas.
A segunda dúvida é a hora, e para ela circulam pelo menos seis versões:
A versão mais citada é a que o próprio Lula deu ao astrólogo Ivan Freitas: 27/10/1945, às 6h10, com o Ascendente em Escorpião 21°34′. Getulio Bittencourt dá 5h06, também com o Ascendente em Escorpião. A retificação de Antonio Facciollo e Adonis Saliba chega a 7h04, com o Ascendente em Sagitário. O Astrotheme registra 8h00, "de memória ou autobiografia", com o Ascendente em Sagitário 18°34′, e Maurice Jacoel, 8h27, também em Sagitário. O Constelar usa a data do registro, 06/10/1945, com a hora retificada para 6h29 e o Ascendente em Escorpião 4°38′.
Fico com 27 de outubro, às 6h10. É a única versão que explica o "06/10" da certidão: há o relato de que aquele número era a hora do nascimento, e não o dia. Ela também bate com a data que Lula comemorou a vida inteira. Mesmo assim, é relato, e relato não é certidão.
Algumas listas atribuem Ascendente em Sagitário às 6h10 e às 5h06. Com o fuso de 1945 (três horas a menos que Greenwich, sem horário de verão naquele outubro) e as coordenadas de Caetés, a conta dá Escorpião nas duas, e as 5h06 dão um Escorpião ainda mais cedo no signo.
O que vale em qualquer hora da manhã de 27 de outubro: Sol em Escorpião, Lua em Câncer colada em Marte e Saturno, Vênus e Júpiter em Libra. A Lua só passa para Leão perto do meio-dia, e todas as versões de hora são da manhã, então a Lua em Câncer é firme.
Escorpião é o signo de quem sobrevive e volta, e Lula voltou de mais de um fim decretado. A Lua em Câncer junto de Marte e Saturno é a marca mais forte do mapa: uma emoção ligada à família, à fome e à origem, que virou força de trabalho e também carga. Vênus e Júpiter em Libra, perto do Meio do Céu de quem nasce a essa hora, descrevem o negociador, o homem do acordo.
Flávio Bolsonaro nasceu em 30 de abril de 1981, em Resende, no Rio de Janeiro. A data e o lugar são públicos. A hora, não: não encontrei hora de nascimento documentada em nenhuma fonte. Um astrólogo citado pela imprensa fala em Ascendente em Sagitário, sem dizer de onde tirou a hora.
Sem hora não há Ascendente, Meio do Céu nem casas. Mas os planetas de um dia inteiro dizem bastante.
Quatro planetas pessoais em Touro: Sol, Mercúrio, Vênus e Marte. É um mapa de permanência, de patrimônio e de fidelidade ao que já existe, com a teimosia que vem junto. A Lua em Peixes, o dia inteiro, dá a esse Touro uma vida emocional porosa, que absorve o clima à volta. Júpiter e Saturno juntos em Libra, os dois retrógrados, são a conjunção da geração de 1980–81, aqui virada para dentro: a lei, a regra e a herança sendo revistas na própria vida.
O que não temos fica registrado, porque a força de cada leitura abaixo depende disto:
- A hora de Flávio Bolsonaro. Sem ela, ficam de fora o Ascendente, o Meio do Céu e as casas dele. Se ela aparecer, as sinastrias ganham os ângulos e o mapa do evento passa a ter como identificar onde ele está.
- Uma hora documentada para Lula. Tudo o que depende do Ascendente dele (a identificação com o mapa da eleição, o Ascendente sobre o Meio do Céu do Brasil) muda se a hora certa for 8h, e muda mais ainda se a data certa for 6 de outubro.
- Uma versão de 5 de outubro de 1945, às 22h, com Ascendente em Gêmeos, que aparece atribuída a bancos de dados astrológicos. Não consegui confirmar a fonte.
- O minuto exato do grito do Ipiranga. Entre 16h08 e 16h58 o Ascendente do Brasil sai de Aquário e entra em Peixes.
- A hora oficial do resultado de cada turno. O Ascendente muda de signo a cada duas horas; calculei três horários possíveis.
Sinastria é a comparação entre dois mapas: onde os planetas de um tocam os planetas do outro. Entre uma pessoa e um país, ela mostra o que o país enxerga naquela pessoa, e o que ela desperta nele.
O Sol de Lula está exatamente sobre o Marte do Brasil. É o contato mais forte entre os dois mapas, com uma distância de um décimo de grau. Marte é a força de luta de um país, a sua capacidade de mobilizar e também de brigar. Lula encarna isso para o Brasil: ele acende o ânimo combativo do país, a favor e contra ele. Não há meio-termo nesse contato, e a história dos últimos quarenta anos confirma.
A Lua, o Marte e o Saturno dele, aquele trio de Câncer, fazem trígono ao Meio do Céu do Brasil, que é o lugar do governo. Há uma afinidade natural entre a emoção de Lula e o posto de comando do país. O Netuno dele em trígono à Lua do Brasil é a imagem idealizada: o povo projeta nele um sonho, e Netuno também é o planeta da desilusão quando o sonho não se cumpre.
As tensões estão em Urano e Plutão. O Urano dele em quadratura ao Sol do Brasil é a ruptura com a identidade estabelecida do país; o Plutão em quadratura ao Saturno do Brasil é o choque com as estruturas e as instituições.
O Sol de Flávio está exatamente sobre o Saturno do Brasil. Também com dois décimos de grau, o espelho do contato de Lula. Saturno é a autoridade, a ordem, a lei e o peso de um país. Flávio encarna para o Brasil o desejo de ordem e de hierarquia, e carrega também o peso que Saturno sempre cobra de quem se identifica com ele.
O Marte dele em oposição exata ao Marte do Brasil é confronto direto: a força dele e a do país se encaram. O Mercúrio e a Vênus em trígono ao Sol do Brasil mostram que o discurso dele fala a língua da identidade do país, e o Urano sobre o Meio do Céu do Brasil é a figura que chega ao lugar do governo como ruptura, e não como continuidade.
A outra metade da sinastria é a sobreposição: em que área do mapa do país cai cada planeta do candidato. Ela usa só as casas do Brasil, então funciona também para Flávio. A lista completa, nas três horas possíveis da Independência, está na ficha técnica.
Lula ocupa as casas do trabalho, do mundo e da negociação. O Sol e o Mercúrio dele caem na casa 9 do Brasil, a da política externa e das ideias: é o perfil diplomático que ele construiu. A Lua, o Marte e o Saturno ficam no fim da casa 5, a menos de cinco graus da casa 6, e pela regra tradicional contam na 6. A casa 6 de um país são os trabalhadores. Para quem saiu do sindicato, é o lugar exato. O Ascendente dele toca o Meio do Céu do Brasil, que é a identificação com o comando, mas esse contato só vale se a hora dele e a hora do Brasil estiverem as duas certas.
Flávio ocupa as casas da rua, do povo e do topo. Os quatro planetas pessoais dele caem na casa 3 do Brasil: comunicação, imprensa, redes, a conversa de todo dia. A Lua dele cai na casa 1, a do povo e da identidade nacional, com ligação emocional. E o Urano dele cai sobre o Meio do Céu do país. Esses contatos não dependem da hora dele, porque usam só a posição dos planetas no dia.
Os dois têm planetas na casa 8 do Brasil, a das crises, do dinheiro alheio e do que se herda. Lula leva para lá Vênus, Júpiter e Netuno; Flávio leva Júpiter e Saturno. Na leitura mais direta, a casa 8 de Flávio é também a herança política.
Para uma disputa, a astrologia tradicional tem dois instrumentos principais. O primeiro é o mapa do evento: o céu do momento em que a disputa acontece, lido pela regra que William Lilly deixou no século XVII. A casa 1 é um lado, a casa 7 é o lado adversário, a casa 10 é o prêmio. Vence o lado cujo planeta regente está mais forte. O segundo é a astrologia horária: o mapa do momento em que uma pergunta é feita, que responde à pergunta e não depende da hora de nascimento de ninguém.
Usei os dois, e mais os trânsitos: onde os planetas de hoje passam sobre os mapas de nascimento.
O primeiro turno é em 4 de outubro. Abertura das urnas, 8h em Brasília. Ascendente em Escorpião 17°44′, Meio do Céu em Leão 7°51′.
O Ascendente da eleição quase coincide com o de Lula (Escorpião 21°) e passa sobre o Mercúrio dele, a 1,3°. O Meio do Céu da eleição cai perto do Meio do Céu dele. No mapa do evento, isso coloca Lula na casa 1. Do outro lado, o Ascendente da eleição faz oposição exata à Vênus de Flávio em Touro 16°, e Vênus é justamente a regente da casa 7. Flávio fica com a casa 7.
- Regente da casa 1, Marte em Leão, sem dignidade e sem debilidade.
- Regente da casa 7, Vênus retrógrada em Escorpião, signo onde ela fica debilitada, na casa 12. Pela regra, é o lado mais fraco.
- Regente da casa 10, o Sol em Libra, debilitado, na casa 11. O cargo em si sai fraco: quem vencer, governa contestado.
A Lua fora de curso. Na manhã da votação a Lua está em Câncer 23° e não forma mais nenhum aspecto até entrar em Leão, perto das 20h. Ela passa o dia inteiro da votação sem tocar nenhum planeta. Na tradição, Lua fora de curso é o sinal de que a questão não se conclui, e numa eleição de dois turnos isso tem nome: segundo turno.
Os trânsitos do dia sobre os três mapas:
- Lula: Marte em quadratura exata ao Sol natal (0,1°) e Plutão também em quadratura ao Sol (0,5°), pressão e confronto sobre a identidade. Saturno em oposição à Vênus natal (1,1°), Júpiter em quadratura ao Ascendente (1,4°). A Lua do dia passa sobre a Lua, o Marte e o Saturno natais dele, em Câncer: um dia de emoção muito exposta.
- Flávio: Plutão em quadratura ao Marte natal (0,9°) e Netuno em oposição a Júpiter e Saturno natais (1,2°), que na leitura tradicional é desgaste e confusão na base. Plutão e Urano em trígono ao Saturno natal dão firmeza para resistir. O Meio do Céu da eleição faz quadratura ao Sol dele.
- Brasil: Urano sobre a Lua e o Júpiter natais (1,5° e 0,6°), o povo em agitação. Netuno em quadratura ao Netuno natal (0,3°) e Marte em quadratura exata ao Marte natal.
O mapa do resultado. A apuração não tem hora marcada para terminar, e o Ascendente muda de signo a cada duas horas. Calculei três horários. Às 19h, o Ascendente está em Áries 24°48′ e não cai sobre nenhum dos dois; o trio de Câncer de Lula fica no fundo do céu, em quadratura exata a ele. Às 20h, em Touro 8°57′, o Ascendente cai sobre o Sol de Flávio, a 1,2°, e o põe na casa 1. Às 21h, em Touro 22°47′, é o Descendente que cai sobre o Ascendente de Lula, a 1,2°, e o põe na casa 7.
Às 20h, a regente da casa 1 (o lado de Flávio) é Vênus retrógrada em Escorpião, na casa 6. O regente da casa 7 (o lado de Lula) é Marte em Leão, na casa 3. Os dois estão fracos, e Vênus está pior, porque soma a debilidade e a retrogradação. O regente da casa 10, Saturno retrógrado em Áries, está debilitado na casa 12. É o mesmo desenho da manhã: o lado de Lula um pouco mais inteiro, e o cargo desgastado.
No sábado, 3 de outubro, às 11h44, em Porto Ferreira, no interior de São Paulo, fiz a pergunta: qual dos dois tem mais chance de ganhar a presidência? O mapa desse instante tem Ascendente em Capricórnio 14°15′ e Meio do Céu em Libra 6°21′.
O mapa pode ser julgado. O Ascendente não está nem no começo nem no fim do signo, a Lua ainda tem um aspecto a fazer e Saturno não está nas casas 1 ou 7, que são as três condições que a tradição confere antes de ler uma horária.
Quem é quem. Em eleição com um presidente candidato, a regra é dar a casa 10, a do cargo, a quem já o ocupa, e a casa 4, a oposta, a quem desafia.
- Lula é a casa 10, em Libra. A regente é Vênus, em Escorpião 8°29′, dentro da própria casa 10.
- Flávio é a casa 4, em Áries. O regente é Marte, em Leão 3°12′, na casa 7.
Vênus está fraca e dentro do cargo. Em Escorpião ela está em exílio, o signo onde perde força, e está parada, começando a retrogradar: na horária, é o planeta que dá meia-volta. A favor dela, está dentro da casa 10.
Vênus está na casa de Marte. Escorpião é domicílio de Marte, então o planeta de Lula está sob o poder do planeta de Flávio, e Marte não está em nenhuma dignidade de Vênus. É a relação de força mais clara do mapa, e ela favorece quem desafia.
Marte está mais inteiro. Anda direto, está numa casa angular e não tem debilidade.
Os dois se encontram em sete dias e meio, por volta de 11 de outubro, entre os dois turnos, numa quadratura, que é o aspecto do confronto. Quem vai ao encontro é Vênus, andando para trás em direção a Marte.
A Lua, que é o povo, acabou de se separar de Vênus depois de um trígono. Daqui a cerca de uma hora fica fora de curso até sair de Câncer, perto das 19h40 do domingo, repetindo o sinal de que o primeiro turno não decide. Quando entra em Leão, o primeiro planeta que encontra é Marte.
O cargo está desgastado. O Sol, regente natural de quem governa, está em queda em Libra, dentro da casa 10, e faz oposição exata a Saturno na manhã da votação.
Esse é o sinal a favor de Flávio dentro da horária. Mas ela tem uma reviravolta marcada no calendário, que aparece mais abaixo: no dia do segundo turno, Vênus volta para Libra, e, somados os sinais, a horária fica com Lula, por pouco.
Os trânsitos sobre o mapa do Brasil no intervalo entre as duas votações. Três deles ficam ativos o período inteiro:
- Urano sobre a Lua e o Júpiter do Brasil, na casa 4. O povo agitado, mudanças bruscas de humor e de intenção de voto. Na astrologia de países, a casa 4 é também o território e a oposição ao governo.
- Netuno em quadratura ao Netuno e ao Urano do Brasil, na casa 2. Economia nebulosa, boato, desinformação, expectativa que não se confirma.
- Plutão em quadratura ao Marte do Brasil, na casa 12. Pressão sobre as Forças Armadas e a segurança, conflito que corre por baixo.
Semana a semana. O primeiro turno, em 4 de outubro, cai num dia de confronto: Marte faz quadratura exata ao Marte do Brasil. No dia 8, Mercúrio em oposição ao Saturno do país traz notícia dura e debate travado, e entre os dias 8 e 10 Marte em sextil ao Júpiter e à Lua do Brasil mobiliza o eleitor. A Lua Nova de 10 de outubro, em Libra 17°, na casa 8, abre o ciclo das alianças para o segundo turno.
Entre 11 e 12 de outubro vem uma trégua: o Sol em sextil à Vênus do Brasil traz apoios, e Mercúrio em sextil ao Sol do país favorece o debate e a proposta. Depois vem a semana mais tensa. No dia 14, Netuno faz quadratura exata ao Netuno do Brasil, o pico da desinformação. No dia 15, Marte em quadratura ao Saturno do país é o choque com as instituições. Entre 15 e 16, Plutão para e volta a andar direto, com o aspecto sobre o Marte do Brasil no auge. E no dia 16, Mercúrio em quadratura à Vênus do país traz um discurso que fere a imagem.
A última semana esfria. Vênus passa sobre o Marte do Brasil no dia 19, o Sol faz trígono ao Ascendente do país no dia 20 e melhora o ânimo, e Vênus em sextil ao Netuno do Brasil no dia 21 traz o apelo emocional. Na véspera da votação, em 24 de outubro, Mercúrio para e começa a retrogradar em Escorpião 21°, na casa 9: contestação, revisão e comunicação truncada. No dia 25, Vênus volta para Libra.
O segundo turno é em 25 de outubro. A Lua do dia vai de Áries 22° a Áries 29°. De manhã faz trígono a Júpiter; à noite, faz oposição a Vênus; entra em Touro perto das 20h30.
Abertura das urnas, 8h. Ascendente em Sagitário 9°, que não coincide com nenhum dos dois. O mapa da manhã não diz quem é quem.
O resultado. Em 2022, o segundo turno foi definido às 19h57. Calculei de novo três horários. Às 19h, o Ascendente está em Touro 14°11′, sobre o Mercúrio de Flávio, a 0,6°, e a Vênus dele, a 2°; o Meio do Céu faz oposição exata ao Meio do Céu de Lula e trígono ao Júpiter dele. Às 20h, em Touro 27°54′, o Urano de Flávio cai sobre o Descendente, a 0,9°, e a Lua chega ao último grau de Áries. Às 21h, em Gêmeos 11°25′, não há contato forte com Flávio, e o Ascendente faz trígono à Vênus e ao Júpiter de Lula.
Às 19h, Flávio fica com a casa 1. A regente dela é Vênus, que acabou de entrar em Libra, o próprio domicílio, e isso é força. Mas Vênus está retrógrada e na casa 6, e a Lua do dia faz oposição a ela: frustração para o lado que Vênus representa. Lula, na casa 7, tem Marte em Leão numa casa angular, sem dignidade. Os sinais apontam para lados diferentes.
A véspera pesa. Em 24 de outubro, Mercúrio para no céu e começa a andar para trás, na casa 9 do Brasil, a da Justiça.
E a horária muda. Na pergunta de 3 de outubro, Vênus é Lula, e o argumento central contra ele era Vênus fraca em Escorpião. Às 6h do dia 25, Vênus volta para Libra, onde é dona da casa. Na tradição horária, o significador que recupera a dignidade no dia do desfecho ganha força. A recepção de Marte e a retrogradação continuam lá, e mesmo assim a volta a Libra põe a horária, por pouco, do lado de Lula.
A lei brasileira só prevê dois turnos. "Terceiro turno" é o nome popular do que acontece quando a disputa continua depois da votação: contestação na Justiça, pedido de recontagem, resultado não aceito. E o céu marca exatamente isso.
- De 24 de outubro a 13 de novembro, Mercúrio retrógrado na casa 9 do Brasil, a da Justiça. Durante a volta ele faz oposição duas vezes ao Saturno do Brasil, que são as instituições: em 6 e em 21 de novembro. A Lua Nova de 9 de novembro, em Escorpião 17°, cai na mesma casa 9: um ciclo novo nos tribunais no meio da revisão.
- Em 13 e 14 de novembro, Mercúrio e Vênus voltam a andar direto, em sequência. O assunto destrava. Na horária, Vênus é Lula, e ela volta a andar direto em Libra, onde tem força.
- De 16 a 19 de novembro, o pico do confronto. Marte faz quadratura ao Meio do Céu do Brasil e depois cai sobre o Descendente, a casa dos adversários declarados. No mesmo dia 19, Júpiter faz quadratura exata ao Meio do Céu.
- Em 6 de dezembro, Plutão em quadratura exata ao Marte do Brasil, a terceira passagem desse aspecto: pressão sobre a segurança.
- Em 9 de dezembro, Lua Nova em Sagitário 17°, na casa 10 do Brasil, o ciclo do novo governo começando.
- De 10 a 13 de dezembro, três planetas lentos mudam de direção: Saturno e Netuno voltam a andar direto, e Júpiter para sobre o Descendente do Brasil e começa a retrogradar. A situação se assenta, e a relação com a oposição e com outros países fica em revisão.
- Em 3 de janeiro, Vênus sobre o Meio do Céu do Brasil: boa imagem para quem vai assumir.
- Em 5 de janeiro de 2027, dia da posse, Júpiter retrógrado em quadratura exata ao Meio do Céu do Brasil, a segunda de três passagens. Um governo que começa com promessa grande e atrito, e com o que ficou em aberto em novembro de volta à pauta.
A abertura das urnas e o mapa do resultado do primeiro turno inclinam, de leve, para Lula, e a Lua fora de curso mostra, com força média, que haverá segundo turno. No segundo turno, a pergunta horária fica com Lula, por pouco, porque Vênus recupera a força no dia 25. O mapa do resultado sai dividido, e as sinastrias com o Brasil dão uma pequena vantagem a Flávio, pela Lua dele na casa 1 do país. Os trânsitos depois da votação mostram, com força média, a disputa na Justiça até meados de novembro.
Os métodos concordam em duas coisas: haverá segundo turno, e a disputa não termina na noite da apuração. Para o nome do vencedor, eles se dividem, e o resultado depende do peso que se dá à horária. A conta abaixo mostra os dois cenários.
A astrologia não produz probabilidade estatística, e não vou fingir que produz. O que dá para fazer com honestidade é pesar cada sinal do céu e ver como o total se divide. Dei peso 3 ao sinal forte, 2 ao médio e 1 ao fraco. Os pesos são escolha minha, como astróloga, e por isso estão todos escritos abaixo, para quem quiser refazer a conta com os próprios critérios.
Contei só os sinais do segundo turno, porque é nele que se decide quem governa. No primeiro, todos os métodos concordam: a Lua passa o dia da votação inteiro sem tocar nenhum planeta, e isso indica que a eleição não se resolve em 4 de outubro.
Os dados que favorecem Flávio Bolsonaro:
- Vênus forte no mapa do resultado do segundo turno: às 19h, o Ascendente cai sobre o Mercúrio e a Vênus de Flávio, e a regente desse lado, Vênus, acaba de voltar para Libra. Peso médio (2).
- Marte domina Vênus na pergunta horária: Vênus, que é Lula, está em Escorpião, a casa de Marte, que é Flávio. Peso médio (2), e só vale com a horária.
- A sinastria com o Brasil: o Sol de Flávio cai sobre o Saturno do Brasil, e o Mercúrio e a Vênus dele tocam o Sol do país. Peso fraco (1).
- As casas do Brasil: a Lua de Flávio cai na casa 1 do país, a do povo, e esse dado não depende da hora de nascimento dele. Peso fraco (1).
Os dados que favorecem Lula:
- Vênus recupera a força no dia da eleição: na horária, Vênus é Lula, e ela volta para Libra no próprio dia 25. Peso forte (3).
- Marte numa casa forte no mapa do resultado: é o regente do lado de Lula, na casa 4. Peso fraco (1).
- A Lua faz oposição a Vênus no fim da tarde do dia 25, contra o lado de Flávio. Peso fraco (1).
- Vênus volta a andar direto em Libra em 14 de novembro e encerra a contestação. Peso fraco (1), e só vale com a horária.
- A sinastria com o Brasil: o Sol de Lula cai sobre o Marte do Brasil, e o Netuno dele toca a Lua do país. Peso fraco (1).
Com a horária, a conta dá 7 pontos a Lula, 54%, e 6 pontos a Flávio, 46%; sem a horária, dá 3 pontos a Lula, 43%, e 4 pontos a Flávio, 57%.
Os dois cenários ficam entre 43% e 57%. É um empate técnico: o vencedor troca de lado conforme o peso que se dá a uma única técnica.
A horária tem um argumento a favor: é o único método que não depende da hora de nascimento de ninguém. E tem um contra: a tradição diz que ela perde força quando a pergunta já foi feita por muita gente, e esta é a pergunta do país inteiro. Por isso os dois cenários ficam lado a lado. O segundo, com os dados que dão chance a Flávio e as rodas de cada um, está em Existe chance de Bolsonaro ganhar as eleições 2026?
Três coisas podem virar essa conta:
- A hora de nascimento de Flávio Bolsonaro. Ela não é pública. Se aparecer, ele ganha Ascendente e casas, e os dados dele podem crescer ou encolher.
- A hora de nascimento de Lula. A versão que uso, 6h10, é relato. Se a certa for 8h, ele perde a identificação com o Ascendente do primeiro turno e o contato com o ponto do governo do Brasil.
- A hora oficial do resultado. Às 20h, o Ascendente já está em Touro 27°, e o Urano de Flávio cai sobre o Descendente, o lado do adversário. Isso enfraquece o primeiro dado a favor dele.
Na astrologia de países, o povo é a Lua. Para saber como o país reage, olho três coisas: a Lua de cada dia, com os aspectos que ela faz enquanto o país vota e espera; as lunações, que são os momentos em que o sentimento coletivo chega ao ponto mais alto; e o que passa por cima da Lua do mapa do Brasil. Essa última está em Gêmeos, ao lado de Júpiter, e tem Urano em cima dela durante todo o outono, a menos de dois graus. É o céu de um povo nervoso, que muda de opinião de repente e fala mais alto do que costuma.
No primeiro turno: medo durante o dia, raiva durante a noite.
A Lua passa a votação inteira em Câncer, que é o signo da casa, da família, da comida e da proteção. Ela não forma nenhum aspecto o dia todo. O eleitor deste domingo vota pensando no preço do mercado, no emprego do filho, no medo de perder o pouco que tem, e vota sem a sensação de que alguma coisa se resolve. Um dia de fila calma e estômago apertado.
Perto das 20h, quando a apuração fecha, a Lua entra em Leão e o tom muda de uma vez. Leão é orgulho, palco, a necessidade de ser visto. Quem perdeu terreno se sente humilhado, e quem avançou comemora alto. A madrugada de segunda-feira traz uma sequência de aspectos da Lua, e cada um é uma fase da noite:
- perto da meia-noite, trígono a Netuno: a noite das versões, do boato que corre mais rápido que o número oficial;
- por volta das 2h, oposição a Plutão: a sensação de que o poder está sendo tomado, a desconfiança das urnas, a palavra "fraude" circulando;
- por volta das 3h, conjunção com Marte: raiva aberta, ataque, ofensa;
- de manhã cedo, sextil a Urano: a virada de humor, a notícia que muda o assunto;
- na manhã de segunda, quadratura a Mercúrio e depois a Vênus: a briga sai da rua e entra na conversa de família, no grupo de mensagens, na amizade que se rompe.
A raiva desse primeiro turno é mais de tela do que de rua. O país vai dormir tarde, brigando pelo telefone.
No segundo turno: mobilização de manhã, um país partido à noite.
A Lua passa o dia em Áries, o signo do impulso e da decisão rápida. Pela manhã ela faz trígono a Júpiter, em Leão: gente acordando cedo para votar, filas longas, a sensação de que cada voto decide. É um comparecimento alto, puxado pela vontade de vencer mais do que pela vontade de escolher.
No fim da tarde, na hora em que o resultado sai, a Lua faz oposição a Vênus, que acabou de voltar para Libra. Libra é o signo da balança, e a oposição é o aspecto do espelho: duas metades do mesmo tamanho, uma de frente para a outra, cada uma vendo na outra o que não suporta em si. A Lua chega ao último grau de Áries e fica fora de curso. O número sai e não convence quem perdeu.
Depois do resultado: a rua.
Na madrugada de 26 de outubro, poucas horas depois da apuração, há Lua Cheia em Touro 3°50′. É o momento em que o sentimento de um ciclo inteiro vem à tona, e este vem pesado:
- o Sol está exatamente sobre o Marte do Brasil, e a Lua fica em oposição a ele: a força de luta do país acesa dos dois lados ao mesmo tempo;
- Sol e Lua fazem quadratura a Plutão, no mesmo grau, em três signos fixos. É uma configuração rígida, em que ninguém cede, e Plutão é o planeta da sobrevivência, da sensação de que perder é desaparecer;
- a Lua Cheia cai na casa 3 do Brasil, que é a das estradas, do transporte, da comunicação e das redes.
Juntando as três coisas, o desenho é de protesto, de estrada bloqueada, de caminhão parado, de uma onda de indignação que não aceita o número e se organiza pelo telefone. Touro é o signo do corpo e da terra: é um protesto de ficar, de ocupar, de não sair do lugar. E é também o signo do dinheiro e do abastecimento, por onde a pressão chega ao resto do país.
Nas semanas seguintes, com Mercúrio retrógrado na casa da Justiça, o sentimento sai da rua e vai para o recurso, a denúncia, a contagem refeita. Ele volta a subir duas vezes:
- de 16 a 19 de novembro, quando Marte cai sobre o Descendente do Brasil, a casa dos adversários declarados, e Júpiter faz quadratura ao Meio do Céu. É o confronto direto em torno de quem governa;
- em 24 de novembro, na Lua Cheia em Gêmeos 2°, que se forma junto de Urano e em cima da Lua e do Júpiter do Brasil, na casa 4. É a erupção mais súbita do período: o povo reagindo de surpresa a uma notícia, a uma decisão, a uma virada que ninguém esperava.
O ânimo assenta em meados de dezembro. Entre 10 e 13 de dezembro, Saturno e Netuno voltam a andar direto e Júpiter para no céu. Três planetas lentos mudando de direção na mesma semana é o sinal de que o chão volta a ficar firme. A Lua Nova de 9 de dezembro, em Sagitário, cai na casa 10 do Brasil e marca o começo do ciclo do novo governo. A Lua Cheia de 24 de dezembro, em Câncer, na casa 5, já é de festa de fim de ano. O país chega ao Natal cansado da briga, e com a ferida ainda aberta, mas fora da rua.
Quem vencer, vence apertado e recebe um cargo gasto. O cargo é a casa 10, e em todos os mapas do evento o regente dela está fraco:
- na abertura das urnas do primeiro turno, o regente da casa 10 é o Sol, em queda em Libra, o signo onde a luz do rei perde força. Ele faz oposição exata a Saturno na manhã da votação: a autoridade apertada pelo limite;
- no resultado do primeiro turno, o regente da casa 10 é Saturno, também em queda, em Áries, retrógrado e escondido na casa 12, a dos inimigos ocultos e do que não se vê;
- no resultado do segundo turno, de novo Saturno em queda, retrógrado, agora na casa 11, a dos apoios e do parlamento.
Três mapas, três regentes do governo fracos. Na linguagem da tradição, quem for coroado sai sem a força do trono: governa dependente de acordos, pressionado pelos que perderam e pelos que o apoiaram.
O começo do mandato tem uma assinatura clara. Júpiter, o planeta da expansão e da promessa, faz quadratura ao Meio do Céu do Brasil três vezes: em 19 de novembro, em 5 de janeiro de 2027, o dia da posse, e de novo no começo de julho de 2027. A quadratura é o aspecto do atrito. É um governo que começa prometendo muito, gastando muito e brigando pelo tamanho do que promete, e que só fecha esse capítulo no meio do ano.
Dois sinais aliviam o quadro. Em 3 de janeiro, Vênus passa sobre o Meio do Céu do Brasil e dá ao novo governo uma boa imagem nos primeiros dias, com algum espaço para conciliação. E em 10 de dezembro Saturno volta a andar direto na casa 2 do Brasil, a do dinheiro e da economia: é por ali que vem o primeiro teste do mandato, e é também ali que o chão começa a firmar.
Depois de tantos números, vale olhar para o desenho inteiro, porque ele diz mais sobre o Brasil do que sobre os dois homens.
O líder é um espelho. O Sol de Lula cai sobre o Marte do Brasil; o Sol de Flávio cai sobre o Saturno do Brasil. Os dois contatos mais exatos desta eleição, a um e a dois décimos de grau, mostram cada candidato encarnando uma parte do país que já existia antes deles. Marte é o Brasil que luta, que se mobiliza, que vai para a rua. Saturno é o Brasil que quer ordem, regra, hierarquia, chão firme. Nenhum país é só um dos dois. Quando escolhemos um candidato, escolhemos qual dessas partes vai à frente por quatro anos, e a outra continua aqui, inteira, esperando a vez.
A divisão é sintoma. Urano passa sobre a Lua do Brasil, o povo, e Netuno toca o próprio Netuno do país, os sonhos coletivos. É o retrato de um sentimento nacional em sobressalto e de um imaginário em névoa, onde fica difícil saber o que é fato. A psicologia de Jung chama de sombra aquilo que não reconhecemos em nós e por isso enxergamos, aumentado, no outro. Uma sociedade polarizada é uma sociedade em que cada metade carrega a sombra da outra. O adversário vira depósito de tudo o que se recusa a olhar em casa.
O terceiro turno é a dificuldade de perder. Mercúrio retrógrado na casa da Justiça descreve uma eleição que não aceita fechar. O mito grego dá a Hermes, o Mercúrio deles, o papel de mensageiro entre os mundos e também de patrono das trapaças e das fronteiras. Quando a palavra anda para trás, cada lado revisa a mensagem até ela dizer o que queria ouvir. Uma democracia depende de algo que nenhum mapa calcula: a disposição de quem perde de continuar morando no mesmo país que quem ganhou.
E o cargo chega gasto para qualquer um. Em todos os mapas do evento, o regente da casa 10 sai fraco: o Sol em queda, Saturno em queda. O céu desta eleição não promete um governo forte para ninguém. Talvez seja o recado mais útil de todos: a pergunta "quem vai ganhar" importa menos do que a pergunta "como vamos ser governados, e por nós mesmos, depois".
Há uma ideia antiga da filosofia que cabe aqui: a de que a pólis é feita das pessoas antes de ser feita das leis, e que um povo recebe o governo que o seu caráter comum consegue manter. O mapa do Brasil tem o Sol na casa 7, a casa do outro. É um país que se descobre nas parcerias e se perde quando trata o outro como inimigo. O céu mostra o clima da eleição. O voto, e o dia seguinte a ele, continuam sendo nossos.
Ficha técnica: as posições e os aspectos
Todos os mapas em zodíaco tropical, casas de Placidus e horário de Brasília.
No mapa do Brasil, de 7/9/1822, às 16h30, o Sol está em Virgem 14°34′, na casa 7; a Lua, em Gêmeos 7°00′, na casa 4; Mercúrio, em Virgem 23°47′, na casa 7, ou na 8 com a hora das 16h08; Vênus, em Leão 18°00′, na casa 6; Marte, em Escorpião 3°41′, na casa 9; Júpiter, em Gêmeos 6°03′, na casa 4; Saturno, em Touro 9°57′ retrógrado, na casa 3; Urano, em Capricórnio 3°24′ retrógrado, e Netuno, em Capricórnio 2°30′ retrógrado, na casa 11; e Plutão, em Áries 0°14′ retrógrado, na casa 2.
No mapa de Lula, de 27/10/1945, às 6h10, o Ascendente está em Escorpião 21°34′ e o Meio do Céu em Leão 13°46′. O Sol está em Escorpião 3°35′, na casa 12; a Lua, em Câncer 26°50′, na casa 9; Mercúrio, em Escorpião 19°04′, na casa 12; Vênus, em Libra 10°10′, na casa 11; Marte, em Câncer 24°57′, na casa 9; Júpiter, em Libra 13°25′, na casa 11; Saturno, em Câncer 24°48′, na casa 9; Urano, em Gêmeos 16°58′ retrógrado, na casa 7; Netuno, em Libra 7°11′, na casa 11; e Plutão, em Leão 11°45′, na casa 9.
Sem a hora, os planetas de Flávio Bolsonaro em 30/4/1981 ficam entre a posição da meia-noite e a das 23h59: o Sol, entre Touro 9°41′ e 10°39′; a Lua, entre Peixes 13°17′ e 27°35′; Mercúrio, entre Touro 12°33′ e 14°42′; Vênus, entre Touro 15°35′ e 16°49′; e Marte, entre Touro 3°37′ e 4°21′. Os planetas lentos quase não se movem no dia: Júpiter em Libra 1°35′, Saturno em Libra 4°03′, Urano em Escorpião 28°53′, Netuno em Sagitário 24°33′ e Plutão em Libra 22°30′, todos retrógrados.
Na abertura das urnas do primeiro turno, em 4/10/2026, às 8h, o Sol está em Libra 11°14′, na casa 11; a Lua, em Câncer 23°03′, na casa 9; Mercúrio, em Escorpião 5°08′, e Vênus, em Escorpião 8°28′ retrógrada, na casa 12; Marte, em Leão 3°42′, na casa 9; Júpiter, em Leão 20°12′, na casa 10; Saturno, em Áries 11°18′ retrógrado, na casa 5; Urano, em Gêmeos 5°28′ retrógrado, na casa 7; Netuno, em Áries 2°46′ retrógrado, na casa 5; e Plutão, em Aquário 3°06′ retrógrado, na casa 3.
Entre Lula e o Brasil, os aspectos, do mais exato ao mais largo, são estes: o Sol de Lula em conjunção ao Marte do Brasil, a 0,1°; o Netuno dele em trígono à Lua do país, a 0,2°; o Sol em sextil a Urano, a 0,2°; a Lua em trígono ao Meio do Céu, a 0,7°; Saturno em sextil a Mercúrio, a 1,0°; Urano em sextil a Vênus, a 1,0°; Mercúrio em quadratura a Vênus, a 1,1°; Netuno em trígono a Júpiter, a 1,1°; Marte em trígono ao Meio do Céu, a 1,2°; Saturno em trígono ao Meio do Céu, a 1,3°; Plutão em quadratura a Saturno, a 1,8°; Urano em quadratura ao Sol, a 2,4°; e o Ascendente de Lula em conjunção ao Meio do Céu do Brasil, a 4,6°.
Entre Flávio e o Brasil, os aspectos são estes: o Sol de Flávio em conjunção ao Saturno do Brasil, a 0,2°; o Marte dele em oposição ao Marte do país, a 0,3°; Marte em trígono a Urano, a 0,6°; Saturno em quadratura a Urano, a 0,6°; Netuno em quadratura a Mercúrio, a 0,8°; Mercúrio em trígono ao Sol, a 0,9°; Júpiter em quadratura a Netuno, a 1,0°; Júpiter em oposição a Plutão, a 1,3°; Vênus em trígono ao Sol, a 1,6°; Urano em quadratura ao Ascendente, a 1,7°; Urano em conjunção ao Meio do Céu, a 2,7°; e a Lua em oposição ao Sol, só se ele nasceu de madrugada.
Com as três horas do Brasil, 16h08, 16h30 e 16h58, os pontos de Lula caem quase sempre nas mesmas casas do país. O Sol, em Escorpião 3°35′, e Mercúrio, em Escorpião 19°03′, ficam na casa 9; Vênus, em Libra 10°10′, Júpiter, em Libra 13°24′, e Netuno, em Libra 7°10′, na casa 8; Plutão, em Leão 11°44′, e o Meio do Céu, em Leão 13°46′, na casa 6; e Urano, em Gêmeos 16°58′, na casa 4. Só quatro pontos mudam com a hora: a Lua, em Câncer 26°49′, Marte, em Câncer 24°56′, e Saturno, em Câncer 24°48′, caem na casa 6 com a hora das 16h08 e na casa 5 com as outras duas; e o Ascendente, em Escorpião 21°34′, cai na casa 10 às 16h08 e na 9 nas outras.
O Sol, em Touro 9°40′, Mercúrio, em Touro 12°33′, Vênus, em Touro 15°35′, e Marte, em Touro 3°36′, de Flávio caem na casa 3 do Brasil com as três horas; Júpiter, em Libra 1°34′, e Saturno, em Libra 4°02′, na casa 8. A Lua, entre Peixes 13° e 27°, cai na casa 1, ou na 2 se ele nasceu depois das 19h. Plutão, em Libra 22°29′, fica na casa 9 às 16h08 e na 8 nas outras horas; Urano, em Escorpião 28°52′, na casa 10 às 16h08 e às 16h30, e na 9 às 16h58; e Netuno, em Sagitário 24°33′, na casa 11 às 16h08 e na 10 nas outras.
Os dados deste texto: Brasil, 7/9/1822, 16h30, Ipiranga (São Paulo). Lula, 27/10/1945, 6h10, Caetés (PE). Flávio Bolsonaro, 30/4/1981, sem hora, Resende (RJ). Pergunta horária, 3/10/2026, 11h44, Porto Ferreira (SP). Zodíaco tropical, casas de Placidus, horários de Brasília.
E as perguntas que mais chegam sobre este assunto, com a resposta curta:
Quem vai ganhar as eleições 2026 segundo a astrologia? Pela análise da astróloga Shelly Gonella, o segundo turno é um empate técnico. Com a pergunta horária, Lula fica com 54% dos sinais do céu; sem ela, Flávio Bolsonaro fica com 57%. Nos dois casos, a disputa continua na Justiça até meados de novembro.
Quem ganha o primeiro turno das eleições 2026? Ninguém vence no primeiro turno. A Lua passa o dia inteiro da votação sem formar aspecto, o que na tradição indica uma questão que não se conclui, e Lula chega na frente.
Existe chance de Bolsonaro ganhar as eleições 2026 pela astrologia? Sim. No segundo turno, os sinais do céu ficam entre 43% e 57% para cada lado, conforme o peso que se dá à pergunta horária. Sem a horária, Flávio Bolsonaro fica levemente à frente; com ela, Lula fica levemente à frente. Na prática, é um empate técnico.
Vai ter terceiro turno? A lei só prevê dois turnos, mas o céu mostra a disputa continuando na Justiça: Mercúrio fica retrógrado de 24 de outubro a 13 de novembro na casa 9 do mapa do Brasil, e o assunto destrava entre 13 e 14 de novembro.
Qual é o mapa astral do Brasil? O mapa mais usado é o da Independência: 7 de setembro de 1822, às 16h30, no Ipiranga, em São Paulo. Ele tem Ascendente em Aquário 27°, Sol em Virgem na casa 7 e Lua em Gêmeos ao lado de Júpiter, na casa 4.