Voltar

Quem vai ganhar as eleições 2026 segundo a astróloga Shelly Gonella

Quem vai ganhar as eleições 2026? Analisei os mapas de Lula, de Flávio Bolsonaro e do Brasil para o primeiro turno, o segundo turno e a posse.

Por Shelly Gonella, 3 de outubro de 202643 min de leitura

A bandeira do Brasil em estilo de impressão antiga

Eu sou de direita, mas enquanto astróloga preciso analisar os dados astrológicos. E os dados dizem isto:

Quem vence o segundo turno é um empate técnico. Com a pergunta horária, Lula fica com 54% dos sinais do céu; sem ela, Flávio fica com 57%. Nos dois casos, o cargo chega gasto. O caminho até essa resposta, com os dados, os mapas e cada método, está logo abaixo.

Amanhã, 4 de outubro, o Brasil vota no primeiro turno. Na véspera, fiz o que uma astróloga faz quando o país inteiro está fazendo a mesma pergunta: fui atrás dos dados de nascimento, calculei os mapas e olhei a eleição por todos os métodos que a tradição oferece para uma disputa.

A análise tem quatro partes. A primeira mostra os dados, com o que é firme, o que é duvidoso e o que simplesmente não existe. A segunda põe cada candidato diante do mapa do Brasil. A terceira olha a eleição: o céu do primeiro turno, a pergunta horária, o caminho entre os turnos, o segundo turno, o que vem depois dele e a reação do povo. A quarta é uma reflexão sobre o que tudo isso diz de nós.

Todos os mapas foram calculados pelo mesmo motor que monta os mapas deste site, com o zodíaco tropical e as casas de Placidus. As posições, em graus e minutos, estão na ficha técnica no fim do texto, para quem quiser refazer as contas.

Um mapa vale o que vale a hora em que ele foi levantado. Para gente pública, essa hora chega por três caminhos: a certidão, o relato da própria pessoa ou de alguém da família, e a retificação, que é a hora que um astrólogo calcula de trás para a frente, testando os acontecimentos da vida contra o céu. Os três aparecem nesta eleição, e nenhum dos três candidatos a um mapa completo tem certidão com hora.

O mapa do Brasil é o da Independência: 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga, em São Paulo. A data e o lugar são firmes. A hora vem do relato histórico, que diz "entre 16h e 17h", e os astrólogos brasileiros discutem há décadas qual minuto vale, porque o Ascendente troca de signo no meio desse intervalo.

Paulo Duboc propõe duas horas: às 16h08, o Ascendente fica em Aquário 22°14′ e o Meio do Céu em Escorpião 20°44′; às 16h58, o Ascendente passa para Peixes 3°26′ e o Meio do Céu para Sagitário 2°53′. A versão mais usada é a das 16h30, com o Ascendente em Aquário 27°09′ e o Meio do Céu em Escorpião 26°08′.

Neste texto uso as 16h30, que é a versão mais citada. Os planetas quase não se mexem entre uma hora e outra; o que muda é o Ascendente e, com ele, a casa de alguns planetas.

A roda do mapa do Brasil, 7 de setembro de 1822, 16h30, São Paulo
O mapa do Brasil: 7/9/1822, 16h30, Ipiranga. Ascendente em Aquário 27°, Sol em Virgem na casa 7, Lua e Júpiter em Gêmeos na casa 4.

É um país de Sol em Virgem na casa 7: ele se reconhece no outro, nos acordos e nas parcerias, e mede a si mesmo pelo trabalho bem feito. A Lua, que na astrologia de países é o povo, está em Gêmeos ao lado de Júpiter, no fundo do céu. Um povo falante, curioso, mutável, que se expande pela conversa. Vênus em Leão e Marte em Escorpião dão a esse país o gosto pela festa e uma intensidade que não perdoa fácil. Urano e Netuno juntos em Capricórnio, na casa 11, falam de um ideal coletivo de reforma das instituições que nunca chega pronto.

Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em Caetés, Pernambuco, que em 1945 era parte de Garanhuns. A primeira dúvida é a data. A certidão diz 6 de outubro de 1945; Lula comemora 27 de outubro. Segundo o Instituto Lula, ele e os irmãos foram registrados anos depois de nascer, como era comum no interior do Nordeste, e o escrivão se confundiu ao anotar as datas.

A segunda dúvida é a hora, e para ela circulam pelo menos seis versões:

A versão mais citada é a que o próprio Lula deu ao astrólogo Ivan Freitas: 27/10/1945, às 6h10, com o Ascendente em Escorpião 21°34′. Getulio Bittencourt dá 5h06, também com o Ascendente em Escorpião. A retificação de Antonio Facciollo e Adonis Saliba chega a 7h04, com o Ascendente em Sagitário. O Astrotheme registra 8h00, "de memória ou autobiografia", com o Ascendente em Sagitário 18°34′, e Maurice Jacoel, 8h27, também em Sagitário. O Constelar usa a data do registro, 06/10/1945, com a hora retificada para 6h29 e o Ascendente em Escorpião 4°38′.

Fico com 27 de outubro, às 6h10. É a única versão que explica o "06/10" da certidão: há o relato de que aquele número era a hora do nascimento, e não o dia. Ela também bate com a data que Lula comemorou a vida inteira. Mesmo assim, é relato, e relato não é certidão.

Algumas listas atribuem Ascendente em Sagitário às 6h10 e às 5h06. Com o fuso de 1945 (três horas a menos que Greenwich, sem horário de verão naquele outubro) e as coordenadas de Caetés, a conta dá Escorpião nas duas, e as 5h06 dão um Escorpião ainda mais cedo no signo.

A roda do mapa de Lula, 27 de outubro de 1945, 6h10, Caetés
O mapa de Lula: 27/10/1945, 6h10, Caetés (PE). Ascendente em Escorpião 21°, Lua, Marte e Saturno juntos em Câncer.

O que vale em qualquer hora da manhã de 27 de outubro: Sol em Escorpião, Lua em Câncer colada em Marte e Saturno, Vênus e Júpiter em Libra. A Lua só passa para Leão perto do meio-dia, e todas as versões de hora são da manhã, então a Lua em Câncer é firme.

Escorpião é o signo de quem sobrevive e volta, e Lula voltou de mais de um fim decretado. A Lua em Câncer junto de Marte e Saturno é a marca mais forte do mapa: uma emoção ligada à família, à fome e à origem, que virou força de trabalho e também carga. Vênus e Júpiter em Libra, perto do Meio do Céu de quem nasce a essa hora, descrevem o negociador, o homem do acordo.

Flávio Bolsonaro nasceu em 30 de abril de 1981, em Resende, no Rio de Janeiro. A data e o lugar são públicos. A hora, não: não encontrei hora de nascimento documentada em nenhuma fonte. Um astrólogo citado pela imprensa fala em Ascendente em Sagitário, sem dizer de onde tirou a hora.

Sem hora não há Ascendente, Meio do Céu nem casas. Mas os planetas de um dia inteiro dizem bastante.

A roda do mapa solar de Flávio Bolsonaro, 30 de abril de 1981
O mapa de Flávio Bolsonaro: 30/4/1981, Resende (RJ). Sem a hora, ele está montado como mapa solar, com o Sol no Ascendente e casas iguais; as casas aqui são uma convenção, e a Lua está na posição do meio-dia. Quatro planetas em Touro, Júpiter e Saturno juntos em Libra.

Quatro planetas pessoais em Touro: Sol, Mercúrio, Vênus e Marte. É um mapa de permanência, de patrimônio e de fidelidade ao que já existe, com a teimosia que vem junto. A Lua em Peixes, o dia inteiro, dá a esse Touro uma vida emocional porosa, que absorve o clima à volta. Júpiter e Saturno juntos em Libra, os dois retrógrados, são a conjunção da geração de 1980–81, aqui virada para dentro: a lei, a regra e a herança sendo revistas na própria vida.

O que não temos fica registrado, porque a força de cada leitura abaixo depende disto:

Sinastria é a comparação entre dois mapas: onde os planetas de um tocam os planetas do outro. Entre uma pessoa e um país, ela mostra o que o país enxerga naquela pessoa, e o que ela desperta nele.

A roda dupla da sinastria entre o Brasil e Lula
Sinastria Lula × Brasil. No anel de fora, o Brasil; no anel de dentro, Lula, em dourado. O Sol de Lula cai sobre o Marte do Brasil, no alto à direita.

O Sol de Lula está exatamente sobre o Marte do Brasil. É o contato mais forte entre os dois mapas, com uma distância de um décimo de grau. Marte é a força de luta de um país, a sua capacidade de mobilizar e também de brigar. Lula encarna isso para o Brasil: ele acende o ânimo combativo do país, a favor e contra ele. Não há meio-termo nesse contato, e a história dos últimos quarenta anos confirma.

A Lua, o Marte e o Saturno dele, aquele trio de Câncer, fazem trígono ao Meio do Céu do Brasil, que é o lugar do governo. Há uma afinidade natural entre a emoção de Lula e o posto de comando do país. O Netuno dele em trígono à Lua do Brasil é a imagem idealizada: o povo projeta nele um sonho, e Netuno também é o planeta da desilusão quando o sonho não se cumpre.

As tensões estão em Urano e Plutão. O Urano dele em quadratura ao Sol do Brasil é a ruptura com a identidade estabelecida do país; o Plutão em quadratura ao Saturno do Brasil é o choque com as estruturas e as instituições.

A roda dupla da sinastria entre o Brasil e Flávio Bolsonaro
Sinastria Flávio × Brasil. No anel de fora, o Brasil; no anel de dentro, Flávio, em dourado. O Sol de Flávio cai sobre o Saturno do Brasil, na casa 3.

O Sol de Flávio está exatamente sobre o Saturno do Brasil. Também com dois décimos de grau, o espelho do contato de Lula. Saturno é a autoridade, a ordem, a lei e o peso de um país. Flávio encarna para o Brasil o desejo de ordem e de hierarquia, e carrega também o peso que Saturno sempre cobra de quem se identifica com ele.

O Marte dele em oposição exata ao Marte do Brasil é confronto direto: a força dele e a do país se encaram. O Mercúrio e a Vênus em trígono ao Sol do Brasil mostram que o discurso dele fala a língua da identidade do país, e o Urano sobre o Meio do Céu do Brasil é a figura que chega ao lugar do governo como ruptura, e não como continuidade.

A outra metade da sinastria é a sobreposição: em que área do mapa do país cai cada planeta do candidato. Ela usa só as casas do Brasil, então funciona também para Flávio. A lista completa, nas três horas possíveis da Independência, está na ficha técnica.

Lula ocupa as casas do trabalho, do mundo e da negociação. O Sol e o Mercúrio dele caem na casa 9 do Brasil, a da política externa e das ideias: é o perfil diplomático que ele construiu. A Lua, o Marte e o Saturno ficam no fim da casa 5, a menos de cinco graus da casa 6, e pela regra tradicional contam na 6. A casa 6 de um país são os trabalhadores. Para quem saiu do sindicato, é o lugar exato. O Ascendente dele toca o Meio do Céu do Brasil, que é a identificação com o comando, mas esse contato só vale se a hora dele e a hora do Brasil estiverem as duas certas.

Flávio ocupa as casas da rua, do povo e do topo. Os quatro planetas pessoais dele caem na casa 3 do Brasil: comunicação, imprensa, redes, a conversa de todo dia. A Lua dele cai na casa 1, a do povo e da identidade nacional, com ligação emocional. E o Urano dele cai sobre o Meio do Céu do país. Esses contatos não dependem da hora dele, porque usam só a posição dos planetas no dia.

Os dois têm planetas na casa 8 do Brasil, a das crises, do dinheiro alheio e do que se herda. Lula leva para lá Vênus, Júpiter e Netuno; Flávio leva Júpiter e Saturno. Na leitura mais direta, a casa 8 de Flávio é também a herança política.

Para uma disputa, a astrologia tradicional tem dois instrumentos principais. O primeiro é o mapa do evento: o céu do momento em que a disputa acontece, lido pela regra que William Lilly deixou no século XVII. A casa 1 é um lado, a casa 7 é o lado adversário, a casa 10 é o prêmio. Vence o lado cujo planeta regente está mais forte. O segundo é a astrologia horária: o mapa do momento em que uma pergunta é feita, que responde à pergunta e não depende da hora de nascimento de ninguém.

Usei os dois, e mais os trânsitos: onde os planetas de hoje passam sobre os mapas de nascimento.

O primeiro turno é em 4 de outubro. Abertura das urnas, 8h em Brasília. Ascendente em Escorpião 17°44′, Meio do Céu em Leão 7°51′.

A roda do céu da abertura das urnas do primeiro turno, 4 de outubro de 2026, 8h, Brasília
O céu da abertura das urnas do primeiro turno: 4/10/2026, 8h, Brasília. Ascendente em Escorpião 17°, a Lua em Câncer na casa 9.

O Ascendente da eleição quase coincide com o de Lula (Escorpião 21°) e passa sobre o Mercúrio dele, a 1,3°. O Meio do Céu da eleição cai perto do Meio do Céu dele. No mapa do evento, isso coloca Lula na casa 1. Do outro lado, o Ascendente da eleição faz oposição exata à Vênus de Flávio em Touro 16°, e Vênus é justamente a regente da casa 7. Flávio fica com a casa 7.

A Lua fora de curso. Na manhã da votação a Lua está em Câncer 23° e não forma mais nenhum aspecto até entrar em Leão, perto das 20h. Ela passa o dia inteiro da votação sem tocar nenhum planeta. Na tradição, Lua fora de curso é o sinal de que a questão não se conclui, e numa eleição de dois turnos isso tem nome: segundo turno.

Os trânsitos do dia sobre os três mapas:

O mapa do resultado. A apuração não tem hora marcada para terminar, e o Ascendente muda de signo a cada duas horas. Calculei três horários. Às 19h, o Ascendente está em Áries 24°48′ e não cai sobre nenhum dos dois; o trio de Câncer de Lula fica no fundo do céu, em quadratura exata a ele. Às 20h, em Touro 8°57′, o Ascendente cai sobre o Sol de Flávio, a 1,2°, e o põe na casa 1. Às 21h, em Touro 22°47′, é o Descendente que cai sobre o Ascendente de Lula, a 1,2°, e o põe na casa 7.

A roda do céu do resultado do primeiro turno, 4 de outubro de 2026, 20h, Brasília
O céu do resultado do primeiro turno às 20h: Ascendente em Touro 8°, sobre o Sol de Flávio. A Lua acaba de entrar em Leão.

Às 20h, a regente da casa 1 (o lado de Flávio) é Vênus retrógrada em Escorpião, na casa 6. O regente da casa 7 (o lado de Lula) é Marte em Leão, na casa 3. Os dois estão fracos, e Vênus está pior, porque soma a debilidade e a retrogradação. O regente da casa 10, Saturno retrógrado em Áries, está debilitado na casa 12. É o mesmo desenho da manhã: o lado de Lula um pouco mais inteiro, e o cargo desgastado.

No sábado, 3 de outubro, às 11h44, em Porto Ferreira, no interior de São Paulo, fiz a pergunta: qual dos dois tem mais chance de ganhar a presidência? O mapa desse instante tem Ascendente em Capricórnio 14°15′ e Meio do Céu em Libra 6°21′.

O mapa pode ser julgado. O Ascendente não está nem no começo nem no fim do signo, a Lua ainda tem um aspecto a fazer e Saturno não está nas casas 1 ou 7, que são as três condições que a tradição confere antes de ler uma horária.

A roda da pergunta horária, 3 de outubro de 2026, 11h44, Porto Ferreira
A pergunta horária: 3/10/2026, 11h44, Porto Ferreira (SP). Ascendente em Capricórnio 14°. Vênus, a regente da casa 10, está dentro dela; Marte, o regente da casa 4, está na casa 7.

Quem é quem. Em eleição com um presidente candidato, a regra é dar a casa 10, a do cargo, a quem já o ocupa, e a casa 4, a oposta, a quem desafia.

Vênus está fraca e dentro do cargo. Em Escorpião ela está em exílio, o signo onde perde força, e está parada, começando a retrogradar: na horária, é o planeta que dá meia-volta. A favor dela, está dentro da casa 10.

Vênus está na casa de Marte. Escorpião é domicílio de Marte, então o planeta de Lula está sob o poder do planeta de Flávio, e Marte não está em nenhuma dignidade de Vênus. É a relação de força mais clara do mapa, e ela favorece quem desafia.

Marte está mais inteiro. Anda direto, está numa casa angular e não tem debilidade.

Os dois se encontram em sete dias e meio, por volta de 11 de outubro, entre os dois turnos, numa quadratura, que é o aspecto do confronto. Quem vai ao encontro é Vênus, andando para trás em direção a Marte.

A Lua, que é o povo, acabou de se separar de Vênus depois de um trígono. Daqui a cerca de uma hora fica fora de curso até sair de Câncer, perto das 19h40 do domingo, repetindo o sinal de que o primeiro turno não decide. Quando entra em Leão, o primeiro planeta que encontra é Marte.

O cargo está desgastado. O Sol, regente natural de quem governa, está em queda em Libra, dentro da casa 10, e faz oposição exata a Saturno na manhã da votação.

Esse é o sinal a favor de Flávio dentro da horária. Mas ela tem uma reviravolta marcada no calendário, que aparece mais abaixo: no dia do segundo turno, Vênus volta para Libra, e, somados os sinais, a horária fica com Lula, por pouco.

Os trânsitos sobre o mapa do Brasil no intervalo entre as duas votações. Três deles ficam ativos o período inteiro:

Semana a semana. O primeiro turno, em 4 de outubro, cai num dia de confronto: Marte faz quadratura exata ao Marte do Brasil. No dia 8, Mercúrio em oposição ao Saturno do país traz notícia dura e debate travado, e entre os dias 8 e 10 Marte em sextil ao Júpiter e à Lua do Brasil mobiliza o eleitor. A Lua Nova de 10 de outubro, em Libra 17°, na casa 8, abre o ciclo das alianças para o segundo turno.

Entre 11 e 12 de outubro vem uma trégua: o Sol em sextil à Vênus do Brasil traz apoios, e Mercúrio em sextil ao Sol do país favorece o debate e a proposta. Depois vem a semana mais tensa. No dia 14, Netuno faz quadratura exata ao Netuno do Brasil, o pico da desinformação. No dia 15, Marte em quadratura ao Saturno do país é o choque com as instituições. Entre 15 e 16, Plutão para e volta a andar direto, com o aspecto sobre o Marte do Brasil no auge. E no dia 16, Mercúrio em quadratura à Vênus do país traz um discurso que fere a imagem.

A última semana esfria. Vênus passa sobre o Marte do Brasil no dia 19, o Sol faz trígono ao Ascendente do país no dia 20 e melhora o ânimo, e Vênus em sextil ao Netuno do Brasil no dia 21 traz o apelo emocional. Na véspera da votação, em 24 de outubro, Mercúrio para e começa a retrogradar em Escorpião 21°, na casa 9: contestação, revisão e comunicação truncada. No dia 25, Vênus volta para Libra.

O segundo turno é em 25 de outubro. A Lua do dia vai de Áries 22° a Áries 29°. De manhã faz trígono a Júpiter; à noite, faz oposição a Vênus; entra em Touro perto das 20h30.

Abertura das urnas, 8h. Ascendente em Sagitário 9°, que não coincide com nenhum dos dois. O mapa da manhã não diz quem é quem.

A roda do céu da abertura das urnas do segundo turno, 25 de outubro de 2026, 8h, Brasília
O céu da abertura das urnas do segundo turno: 25/10/2026, 8h, Brasília. Ascendente em Sagitário 9°, a Lua em Áries.

O resultado. Em 2022, o segundo turno foi definido às 19h57. Calculei de novo três horários. Às 19h, o Ascendente está em Touro 14°11′, sobre o Mercúrio de Flávio, a 0,6°, e a Vênus dele, a 2°; o Meio do Céu faz oposição exata ao Meio do Céu de Lula e trígono ao Júpiter dele. Às 20h, em Touro 27°54′, o Urano de Flávio cai sobre o Descendente, a 0,9°, e a Lua chega ao último grau de Áries. Às 21h, em Gêmeos 11°25′, não há contato forte com Flávio, e o Ascendente faz trígono à Vênus e ao Júpiter de Lula.

A roda do céu do resultado do segundo turno, 25 de outubro de 2026, 19h, Brasília
O céu do resultado do segundo turno às 19h: Ascendente em Touro 14°, sobre o Mercúrio e a Vênus de Flávio; Vênus acaba de voltar para Libra.

Às 19h, Flávio fica com a casa 1. A regente dela é Vênus, que acabou de entrar em Libra, o próprio domicílio, e isso é força. Mas Vênus está retrógrada e na casa 6, e a Lua do dia faz oposição a ela: frustração para o lado que Vênus representa. Lula, na casa 7, tem Marte em Leão numa casa angular, sem dignidade. Os sinais apontam para lados diferentes.

A véspera pesa. Em 24 de outubro, Mercúrio para no céu e começa a andar para trás, na casa 9 do Brasil, a da Justiça.

E a horária muda. Na pergunta de 3 de outubro, Vênus é Lula, e o argumento central contra ele era Vênus fraca em Escorpião. Às 6h do dia 25, Vênus volta para Libra, onde é dona da casa. Na tradição horária, o significador que recupera a dignidade no dia do desfecho ganha força. A recepção de Marte e a retrogradação continuam lá, e mesmo assim a volta a Libra põe a horária, por pouco, do lado de Lula.

A lei brasileira só prevê dois turnos. "Terceiro turno" é o nome popular do que acontece quando a disputa continua depois da votação: contestação na Justiça, pedido de recontagem, resultado não aceito. E o céu marca exatamente isso.

A abertura das urnas e o mapa do resultado do primeiro turno inclinam, de leve, para Lula, e a Lua fora de curso mostra, com força média, que haverá segundo turno. No segundo turno, a pergunta horária fica com Lula, por pouco, porque Vênus recupera a força no dia 25. O mapa do resultado sai dividido, e as sinastrias com o Brasil dão uma pequena vantagem a Flávio, pela Lua dele na casa 1 do país. Os trânsitos depois da votação mostram, com força média, a disputa na Justiça até meados de novembro.

Os métodos concordam em duas coisas: haverá segundo turno, e a disputa não termina na noite da apuração. Para o nome do vencedor, eles se dividem, e o resultado depende do peso que se dá à horária. A conta abaixo mostra os dois cenários.

A astrologia não produz probabilidade estatística, e não vou fingir que produz. O que dá para fazer com honestidade é pesar cada sinal do céu e ver como o total se divide. Dei peso 3 ao sinal forte, 2 ao médio e 1 ao fraco. Os pesos são escolha minha, como astróloga, e por isso estão todos escritos abaixo, para quem quiser refazer a conta com os próprios critérios.

Contei só os sinais do segundo turno, porque é nele que se decide quem governa. No primeiro, todos os métodos concordam: a Lua passa o dia da votação inteiro sem tocar nenhum planeta, e isso indica que a eleição não se resolve em 4 de outubro.

Os dados que favorecem Flávio Bolsonaro:

Os dados que favorecem Lula:

Com a horária, a conta dá 7 pontos a Lula, 54%, e 6 pontos a Flávio, 46%; sem a horária, dá 3 pontos a Lula, 43%, e 4 pontos a Flávio, 57%.

Os dois cenários ficam entre 43% e 57%. É um empate técnico: o vencedor troca de lado conforme o peso que se dá a uma única técnica.

A horária tem um argumento a favor: é o único método que não depende da hora de nascimento de ninguém. E tem um contra: a tradição diz que ela perde força quando a pergunta já foi feita por muita gente, e esta é a pergunta do país inteiro. Por isso os dois cenários ficam lado a lado. O segundo, com os dados que dão chance a Flávio e as rodas de cada um, está em Existe chance de Bolsonaro ganhar as eleições 2026?

Três coisas podem virar essa conta:

Na astrologia de países, o povo é a Lua. Para saber como o país reage, olho três coisas: a Lua de cada dia, com os aspectos que ela faz enquanto o país vota e espera; as lunações, que são os momentos em que o sentimento coletivo chega ao ponto mais alto; e o que passa por cima da Lua do mapa do Brasil. Essa última está em Gêmeos, ao lado de Júpiter, e tem Urano em cima dela durante todo o outono, a menos de dois graus. É o céu de um povo nervoso, que muda de opinião de repente e fala mais alto do que costuma.

No primeiro turno: medo durante o dia, raiva durante a noite.

A Lua passa a votação inteira em Câncer, que é o signo da casa, da família, da comida e da proteção. Ela não forma nenhum aspecto o dia todo. O eleitor deste domingo vota pensando no preço do mercado, no emprego do filho, no medo de perder o pouco que tem, e vota sem a sensação de que alguma coisa se resolve. Um dia de fila calma e estômago apertado.

Perto das 20h, quando a apuração fecha, a Lua entra em Leão e o tom muda de uma vez. Leão é orgulho, palco, a necessidade de ser visto. Quem perdeu terreno se sente humilhado, e quem avançou comemora alto. A madrugada de segunda-feira traz uma sequência de aspectos da Lua, e cada um é uma fase da noite:

A raiva desse primeiro turno é mais de tela do que de rua. O país vai dormir tarde, brigando pelo telefone.

No segundo turno: mobilização de manhã, um país partido à noite.

A Lua passa o dia em Áries, o signo do impulso e da decisão rápida. Pela manhã ela faz trígono a Júpiter, em Leão: gente acordando cedo para votar, filas longas, a sensação de que cada voto decide. É um comparecimento alto, puxado pela vontade de vencer mais do que pela vontade de escolher.

No fim da tarde, na hora em que o resultado sai, a Lua faz oposição a Vênus, que acabou de voltar para Libra. Libra é o signo da balança, e a oposição é o aspecto do espelho: duas metades do mesmo tamanho, uma de frente para a outra, cada uma vendo na outra o que não suporta em si. A Lua chega ao último grau de Áries e fica fora de curso. O número sai e não convence quem perdeu.

Depois do resultado: a rua.

Na madrugada de 26 de outubro, poucas horas depois da apuração, há Lua Cheia em Touro 3°50′. É o momento em que o sentimento de um ciclo inteiro vem à tona, e este vem pesado:

A roda do céu da Lua Cheia de 26 de outubro de 2026, 3h, Brasília
A Lua Cheia de 26/10/2026, 3h, Brasília, poucas horas depois do segundo turno. Sol em Escorpião 3°, Lua em Touro 3°, os dois em quadratura a Plutão em Aquário 3°.

Juntando as três coisas, o desenho é de protesto, de estrada bloqueada, de caminhão parado, de uma onda de indignação que não aceita o número e se organiza pelo telefone. Touro é o signo do corpo e da terra: é um protesto de ficar, de ocupar, de não sair do lugar. E é também o signo do dinheiro e do abastecimento, por onde a pressão chega ao resto do país.

Nas semanas seguintes, com Mercúrio retrógrado na casa da Justiça, o sentimento sai da rua e vai para o recurso, a denúncia, a contagem refeita. Ele volta a subir duas vezes:

O ânimo assenta em meados de dezembro. Entre 10 e 13 de dezembro, Saturno e Netuno voltam a andar direto e Júpiter para no céu. Três planetas lentos mudando de direção na mesma semana é o sinal de que o chão volta a ficar firme. A Lua Nova de 9 de dezembro, em Sagitário, cai na casa 10 do Brasil e marca o começo do ciclo do novo governo. A Lua Cheia de 24 de dezembro, em Câncer, na casa 5, já é de festa de fim de ano. O país chega ao Natal cansado da briga, e com a ferida ainda aberta, mas fora da rua.

Quem vencer, vence apertado e recebe um cargo gasto. O cargo é a casa 10, e em todos os mapas do evento o regente dela está fraco:

Três mapas, três regentes do governo fracos. Na linguagem da tradição, quem for coroado sai sem a força do trono: governa dependente de acordos, pressionado pelos que perderam e pelos que o apoiaram.

O começo do mandato tem uma assinatura clara. Júpiter, o planeta da expansão e da promessa, faz quadratura ao Meio do Céu do Brasil três vezes: em 19 de novembro, em 5 de janeiro de 2027, o dia da posse, e de novo no começo de julho de 2027. A quadratura é o aspecto do atrito. É um governo que começa prometendo muito, gastando muito e brigando pelo tamanho do que promete, e que só fecha esse capítulo no meio do ano.

Dois sinais aliviam o quadro. Em 3 de janeiro, Vênus passa sobre o Meio do Céu do Brasil e dá ao novo governo uma boa imagem nos primeiros dias, com algum espaço para conciliação. E em 10 de dezembro Saturno volta a andar direto na casa 2 do Brasil, a do dinheiro e da economia: é por ali que vem o primeiro teste do mandato, e é também ali que o chão começa a firmar.

Depois de tantos números, vale olhar para o desenho inteiro, porque ele diz mais sobre o Brasil do que sobre os dois homens.

O líder é um espelho. O Sol de Lula cai sobre o Marte do Brasil; o Sol de Flávio cai sobre o Saturno do Brasil. Os dois contatos mais exatos desta eleição, a um e a dois décimos de grau, mostram cada candidato encarnando uma parte do país que já existia antes deles. Marte é o Brasil que luta, que se mobiliza, que vai para a rua. Saturno é o Brasil que quer ordem, regra, hierarquia, chão firme. Nenhum país é só um dos dois. Quando escolhemos um candidato, escolhemos qual dessas partes vai à frente por quatro anos, e a outra continua aqui, inteira, esperando a vez.

A divisão é sintoma. Urano passa sobre a Lua do Brasil, o povo, e Netuno toca o próprio Netuno do país, os sonhos coletivos. É o retrato de um sentimento nacional em sobressalto e de um imaginário em névoa, onde fica difícil saber o que é fato. A psicologia de Jung chama de sombra aquilo que não reconhecemos em nós e por isso enxergamos, aumentado, no outro. Uma sociedade polarizada é uma sociedade em que cada metade carrega a sombra da outra. O adversário vira depósito de tudo o que se recusa a olhar em casa.

O terceiro turno é a dificuldade de perder. Mercúrio retrógrado na casa da Justiça descreve uma eleição que não aceita fechar. O mito grego dá a Hermes, o Mercúrio deles, o papel de mensageiro entre os mundos e também de patrono das trapaças e das fronteiras. Quando a palavra anda para trás, cada lado revisa a mensagem até ela dizer o que queria ouvir. Uma democracia depende de algo que nenhum mapa calcula: a disposição de quem perde de continuar morando no mesmo país que quem ganhou.

E o cargo chega gasto para qualquer um. Em todos os mapas do evento, o regente da casa 10 sai fraco: o Sol em queda, Saturno em queda. O céu desta eleição não promete um governo forte para ninguém. Talvez seja o recado mais útil de todos: a pergunta "quem vai ganhar" importa menos do que a pergunta "como vamos ser governados, e por nós mesmos, depois".

Há uma ideia antiga da filosofia que cabe aqui: a de que a pólis é feita das pessoas antes de ser feita das leis, e que um povo recebe o governo que o seu caráter comum consegue manter. O mapa do Brasil tem o Sol na casa 7, a casa do outro. É um país que se descobre nas parcerias e se perde quando trata o outro como inimigo. O céu mostra o clima da eleição. O voto, e o dia seguinte a ele, continuam sendo nossos.

Ficha técnica: as posições e os aspectos

Todos os mapas em zodíaco tropical, casas de Placidus e horário de Brasília.

No mapa do Brasil, de 7/9/1822, às 16h30, o Sol está em Virgem 14°34′, na casa 7; a Lua, em Gêmeos 7°00′, na casa 4; Mercúrio, em Virgem 23°47′, na casa 7, ou na 8 com a hora das 16h08; Vênus, em Leão 18°00′, na casa 6; Marte, em Escorpião 3°41′, na casa 9; Júpiter, em Gêmeos 6°03′, na casa 4; Saturno, em Touro 9°57′ retrógrado, na casa 3; Urano, em Capricórnio 3°24′ retrógrado, e Netuno, em Capricórnio 2°30′ retrógrado, na casa 11; e Plutão, em Áries 0°14′ retrógrado, na casa 2.

No mapa de Lula, de 27/10/1945, às 6h10, o Ascendente está em Escorpião 21°34′ e o Meio do Céu em Leão 13°46′. O Sol está em Escorpião 3°35′, na casa 12; a Lua, em Câncer 26°50′, na casa 9; Mercúrio, em Escorpião 19°04′, na casa 12; Vênus, em Libra 10°10′, na casa 11; Marte, em Câncer 24°57′, na casa 9; Júpiter, em Libra 13°25′, na casa 11; Saturno, em Câncer 24°48′, na casa 9; Urano, em Gêmeos 16°58′ retrógrado, na casa 7; Netuno, em Libra 7°11′, na casa 11; e Plutão, em Leão 11°45′, na casa 9.

Sem a hora, os planetas de Flávio Bolsonaro em 30/4/1981 ficam entre a posição da meia-noite e a das 23h59: o Sol, entre Touro 9°41′ e 10°39′; a Lua, entre Peixes 13°17′ e 27°35′; Mercúrio, entre Touro 12°33′ e 14°42′; Vênus, entre Touro 15°35′ e 16°49′; e Marte, entre Touro 3°37′ e 4°21′. Os planetas lentos quase não se movem no dia: Júpiter em Libra 1°35′, Saturno em Libra 4°03′, Urano em Escorpião 28°53′, Netuno em Sagitário 24°33′ e Plutão em Libra 22°30′, todos retrógrados.

Na abertura das urnas do primeiro turno, em 4/10/2026, às 8h, o Sol está em Libra 11°14′, na casa 11; a Lua, em Câncer 23°03′, na casa 9; Mercúrio, em Escorpião 5°08′, e Vênus, em Escorpião 8°28′ retrógrada, na casa 12; Marte, em Leão 3°42′, na casa 9; Júpiter, em Leão 20°12′, na casa 10; Saturno, em Áries 11°18′ retrógrado, na casa 5; Urano, em Gêmeos 5°28′ retrógrado, na casa 7; Netuno, em Áries 2°46′ retrógrado, na casa 5; e Plutão, em Aquário 3°06′ retrógrado, na casa 3.

Entre Lula e o Brasil, os aspectos, do mais exato ao mais largo, são estes: o Sol de Lula em conjunção ao Marte do Brasil, a 0,1°; o Netuno dele em trígono à Lua do país, a 0,2°; o Sol em sextil a Urano, a 0,2°; a Lua em trígono ao Meio do Céu, a 0,7°; Saturno em sextil a Mercúrio, a 1,0°; Urano em sextil a Vênus, a 1,0°; Mercúrio em quadratura a Vênus, a 1,1°; Netuno em trígono a Júpiter, a 1,1°; Marte em trígono ao Meio do Céu, a 1,2°; Saturno em trígono ao Meio do Céu, a 1,3°; Plutão em quadratura a Saturno, a 1,8°; Urano em quadratura ao Sol, a 2,4°; e o Ascendente de Lula em conjunção ao Meio do Céu do Brasil, a 4,6°.

Entre Flávio e o Brasil, os aspectos são estes: o Sol de Flávio em conjunção ao Saturno do Brasil, a 0,2°; o Marte dele em oposição ao Marte do país, a 0,3°; Marte em trígono a Urano, a 0,6°; Saturno em quadratura a Urano, a 0,6°; Netuno em quadratura a Mercúrio, a 0,8°; Mercúrio em trígono ao Sol, a 0,9°; Júpiter em quadratura a Netuno, a 1,0°; Júpiter em oposição a Plutão, a 1,3°; Vênus em trígono ao Sol, a 1,6°; Urano em quadratura ao Ascendente, a 1,7°; Urano em conjunção ao Meio do Céu, a 2,7°; e a Lua em oposição ao Sol, só se ele nasceu de madrugada.

Com as três horas do Brasil, 16h08, 16h30 e 16h58, os pontos de Lula caem quase sempre nas mesmas casas do país. O Sol, em Escorpião 3°35′, e Mercúrio, em Escorpião 19°03′, ficam na casa 9; Vênus, em Libra 10°10′, Júpiter, em Libra 13°24′, e Netuno, em Libra 7°10′, na casa 8; Plutão, em Leão 11°44′, e o Meio do Céu, em Leão 13°46′, na casa 6; e Urano, em Gêmeos 16°58′, na casa 4. Só quatro pontos mudam com a hora: a Lua, em Câncer 26°49′, Marte, em Câncer 24°56′, e Saturno, em Câncer 24°48′, caem na casa 6 com a hora das 16h08 e na casa 5 com as outras duas; e o Ascendente, em Escorpião 21°34′, cai na casa 10 às 16h08 e na 9 nas outras.

O Sol, em Touro 9°40′, Mercúrio, em Touro 12°33′, Vênus, em Touro 15°35′, e Marte, em Touro 3°36′, de Flávio caem na casa 3 do Brasil com as três horas; Júpiter, em Libra 1°34′, e Saturno, em Libra 4°02′, na casa 8. A Lua, entre Peixes 13° e 27°, cai na casa 1, ou na 2 se ele nasceu depois das 19h. Plutão, em Libra 22°29′, fica na casa 9 às 16h08 e na 8 nas outras horas; Urano, em Escorpião 28°52′, na casa 10 às 16h08 e às 16h30, e na 9 às 16h58; e Netuno, em Sagitário 24°33′, na casa 11 às 16h08 e na 10 nas outras.

Os dados deste texto: Brasil, 7/9/1822, 16h30, Ipiranga (São Paulo). Lula, 27/10/1945, 6h10, Caetés (PE). Flávio Bolsonaro, 30/4/1981, sem hora, Resende (RJ). Pergunta horária, 3/10/2026, 11h44, Porto Ferreira (SP). Zodíaco tropical, casas de Placidus, horários de Brasília.

E as perguntas que mais chegam sobre este assunto, com a resposta curta:

Quem vai ganhar as eleições 2026 segundo a astrologia? Pela análise da astróloga Shelly Gonella, o segundo turno é um empate técnico. Com a pergunta horária, Lula fica com 54% dos sinais do céu; sem ela, Flávio Bolsonaro fica com 57%. Nos dois casos, a disputa continua na Justiça até meados de novembro.

Quem ganha o primeiro turno das eleições 2026? Ninguém vence no primeiro turno. A Lua passa o dia inteiro da votação sem formar aspecto, o que na tradição indica uma questão que não se conclui, e Lula chega na frente.

Existe chance de Bolsonaro ganhar as eleições 2026 pela astrologia? Sim. No segundo turno, os sinais do céu ficam entre 43% e 57% para cada lado, conforme o peso que se dá à pergunta horária. Sem a horária, Flávio Bolsonaro fica levemente à frente; com ela, Lula fica levemente à frente. Na prática, é um empate técnico.

Vai ter terceiro turno? A lei só prevê dois turnos, mas o céu mostra a disputa continuando na Justiça: Mercúrio fica retrógrado de 24 de outubro a 13 de novembro na casa 9 do mapa do Brasil, e o assunto destrava entre 13 e 14 de novembro.

Qual é o mapa astral do Brasil? O mapa mais usado é o da Independência: 7 de setembro de 1822, às 16h30, no Ipiranga, em São Paulo. Ele tem Ascendente em Aquário 27°, Sol em Virgem na casa 7 e Lua em Gêmeos ao lado de Júpiter, na casa 4.

Para continuar

Insira seus dados de nascimento

  • ✓ Gráfico completo do mapa astral
  • ✓ Signos dos planetas
  • ✓ Casas astrológicas
  • ✓ Aspectos planetários
Como interpretamos seu mapa

Metodologia

☉

A interpretação é desenvolvida segundo método Shelly Gonella, Astróloga renomada que não analisa uma posição isoladamente.

01

Cada leitura combina planeta, signo, casa, aspectos, regente da casa e posição do regente, identificando padrões que se repetem no seu mapa.

02

O resultado é uma interpretação integrada, criada para transformar informações astrológicas em clareza, compreensão real e aplicação prática.

Saiba mais →

Já aconteceu de você entrar em um site de astrologia, gerar o seu mapa astral e começar a ler cada posicionamento separadamente?

"Lua em Peixes."

"Vênus em Gêmeos."

"Urano na Casa 7."

Você recebe dezenas de interpretações, mas, no final, continua sem entender como tudo aquilo se aplica à sua vida.

Pior ainda: muitas pessoas acabam concluindo que "a astrologia não funciona", quando, na verdade, o problema está na forma como o mapa foi interpretado. Um mapa astral não é uma coleção de significados soltos.

Na astrologia profissional, existe uma metodologia de leitura. Há uma ordem, critérios e diretrizes específicas que mostram quais elementos têm mais peso, como eles se relacionam entre si e quais padrões realmente se repetem. É isso que transforma informação em compreensão. Foi por esse motivo que desenvolvi o meu método de interpretação.

Em vez de simplesmente explicar o significado de cada planeta, signo ou casa, eu respondo à pergunta que realmente importa:

"O que eu faço com isso?"

Como esse posicionamento influencia meus relacionamentos? Minha carreira? Meus desafios? Meus talentos? Minhas decisões?

Porque a astrologia só faz sentido quando ela deixa de ser uma lista de características e passa a ser uma ferramenta prática para compreender quem você é, por que determinados padrões se repetem e como utilizar esse conhecimento para viver com mais consciência.

A maioria dos mapas explica o que você tem.

O meu método explica como tudo funciona em conjunto, quais são os padrões mais importantes do seu mapa e, principalmente, o que fazer com essa informação na prática.

Essa é a diferença entre ler um mapa astral e realmente compreendê-lo.

Cálculos astronômicos de alta precisão, verificados posição por posição para garantir a exatidão de cada signo, casa e aspecto do seu mapa.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a sua leitura

Como funciona?

Você insere seus dados de nascimento e recebe gratuitamente o gráfico do seu mapa astral, com as posições dos planetas, signos, casas e aspectos. Depois escolhe a área que quer compreender primeiro: a interpretação escrita fica pronta em até 1 dia e abre na sua biblioteca, aqui dentro do site.

A interpretação é criada a partir do meu mapa?

Sim. O conteúdo é organizado a partir das posições reais dos planetas, signos, casas, aspectos e regentes do seu mapa astral — nunca de um texto padrão que serviria para qualquer pessoa com a mesma posição isolada.

Preciso saber a hora exata de nascimento?

Para o mapa gratuito, não: sem a hora ainda é possível calcular as posições dos planetas, mas o Ascendente e as casas ficam indisponíveis ou menos precisos. Para a interpretação comprada, sim — a hora é indispensável, porque é dela que saem o Ascendente, as casas e boa parte do que a leitura analisa. Se você não tem certeza do horário, consulte a sua certidão de nascimento antes de encomendar: sem ele o resultado sairia induzido ao erro.

Em quanto tempo recebo a minha análise?

Em até 1 dia depois de o pagamento ser confirmado — e normalmente bem antes. Ela abre sozinha na sua biblioteca, e você pode fechar a página enquanto espera.

Recebo um PDF? O acesso expira?

Sim, a interpretação fica disponível para baixar em PDF, e o PDF é seu para sempre. Na plataforma, o acesso dura 12 meses a partir da compra.

Posso comprar mais de uma análise?

Sim. Depois do primeiro cadastro, você pode encomendar quantas quiser com o mesmo login — todas ficam guardadas na sua biblioteca.

Os meus dados estão seguros?

Sim. Os seus dados de nascimento são usados apenas para o cálculo do mapa astral e nunca são compartilhados com terceiros. Os dados do pagamento vão direto para quem cobra — esta página não guarda número de cartão.

O relógio astronômico da Torre de São Marcos, em Veneza: os doze signos em ouro sobre azul

O céu no exato momento do seu nascimento revela padrões, talentos e caminhos únicos da sua jornada.

Preencha seus dados de nascimento e receba gratuitamente o gráfico do seu mapa astral, com as posições dos planetas, signos, casas e aspectos.

Gerar o meu mapa astral gratuitamente