Atualizado em 7 de outubro de 2026. A chance de Flávio Bolsonaro cresceu. Depois do primeiro turno, a hora de nascimento dele apareceu no Astro-Databank, com a classificação AA, que é a de quem tem a certidão em mãos, e o mapa ganhou Ascendente e casas. Com a conta refeita, Flávio fica com 68% dos sinais do céu no segundo turno com a técnica de astrologia horária e 85% sem ela. A análise abaixo é a de 4 de outubro, sem a hora dele, e fica publicada como estava, para quem quiser comparar. A conta nova, ponto a ponto, está em Bolsonaro tem chance de ganhar o segundo turno segundo a astrologia?
Na análise de 4 de outubro, a chance de Flávio já era real. Na minha análise principal, Quem vai ganhar as eleições 2026, a conta dá um empate técnico, e Lula só fica à frente, por pouco, quando entra a astrologia horária. Usei a técnica de astrologia horária porque os dados de nascimento dos dois candidatos podem estar errados. Mas, se tirarmos a horária da conta, o cenário vira: Flávio passa a ficar com 57% dos sinais do céu, contra 43% de Lula.
Quando vou atender meus clientes com astrologia, sempre exijo data, hora e local de nascimento exatos, registrados em certidão de nascimento, porque um mapa astral vale o que vale a hora em que ele foi levantado. E, nesta eleição, nenhum dos dois candidatos tem hora de nascimento documentada:
- Lula tem duas datas. A certidão diz 6 de outubro de 1945; ele comemora 27 de outubro. Para a hora, circulam pelo menos seis versões, das 5h06 às 8h27. A que eu uso, 6h10, é relato, e não certidão. Se a certa for 8h, o Ascendente dele muda de Escorpião para Sagitário, e com isso caem os contatos dele com o mapa da eleição e com o ponto do governo do Brasil.
- Flávio Bolsonaro não tem hora pública. Sem ela, o mapa dele não tem Ascendente nem casas. Tudo o que se diz dele depende só da posição dos planetas no dia.
- O próprio Brasil tem a hora em disputa. O grito do Ipiranga aconteceu "entre 16h e 17h", e nesse intervalo o Ascendente do país passa de Aquário para Peixes.
- A hora do resultado não é conhecida antes. O Ascendente muda de signo a cada duas horas, e o mapa do resultado depende do minuto em que a apuração fecha.
Para quem não é da astrologia: o mapa astral é uma fotografia do céu no minuto exato em que a pessoa nasceu. Os planetas andam devagar, e por isso a data já basta para saber em que signo estavam o Sol, Vênus ou Marte. Mas o céu dá uma volta inteira em torno da Terra a cada 24 horas, e é a hora que diz qual signo estava subindo no horizonte naquele instante. Esse é o Ascendente. Ele anda um grau a cada quatro minutos, troca de signo mais ou menos a cada duas horas, e é dele que saem as doze casas do mapa, que mostram em que área da vida cada planeta age: a carreira, a família, o dinheiro, o público.
Sem a hora, sobra metade do mapa: os planetas, sem o Ascendente e sem as casas. Isso já limita a leitura, mas é um limite honesto, porque se sabe o que falta. O problema maior é a hora errada. Ela não deixa buraco nenhum: entrega um mapa completo, com Ascendente e casas, que parece tão preciso quanto um mapa certo. E toda conclusão tirada dele carrega o erro junto.
É como um GPS com o endereço de partida errado. O caminho que ele desenha é limpo, as curvas fazem sentido, e mesmo assim ele leva ao lugar errado.
E há um segundo risco, que é o de quem interpreta. Quando circulam seis horas diferentes para o nascimento de Lula, os astrólogos são induzidos ao erro. Por isso deixei escrito aqui qual hora usei, de onde ela vem e o que muda se ela estiver errada.
A astrologia horária é o mapa do momento em que uma pergunta é feita. Ela não depende da hora de nascimento de ninguém: depende só de quem pergunta, de onde e de quando. Com dados de nascimento tão incertos, ela era a forma mais segura de chegar a uma resposta. Fiz a pergunta em 3 de outubro, às 11h44, em Porto Ferreira, e o mapa daquele instante deu a vitória a Lula por pouco, porque Vênus, que o representa, recupera a força no próprio dia do segundo turno.
Mas a horária também tem um limite. Ela é o método mais pessoal de todos, e a tradição diz que perde força quando o assunto já foi muito perguntado antes, por quem pergunta ou à sua volta, e esta eleição é a pergunta que o país inteiro está fazendo. Por isso refiz a conta sem ela, só com os métodos que não dependem de quem pergunta: os mapas do evento e as sinastrias. É com eles que Flávio fica à frente.
Usei cinco técnicas, e cada uma responde a uma pergunta diferente. Algumas dependem da hora de nascimento dos candidatos e outras não, e é isso que decide quanto se pode confiar em cada uma.
- Mapa do evento. É o mapa do momento em que algo acontece, como se a eleição fosse alguém que nasce na hora do resultado. Levantei o céu de 25 de outubro, às 19h, em Brasília, a hora mais provável em que a apuração define o segundo turno. Pela regra tradicional, o candidato cujos planetas caem sobre o Ascendente desse mapa fica com a casa 1, e o adversário com a casa 7. Depois se compara a força do planeta que rege cada lado. Não depende da hora de nascimento dos candidatos, mas depende da hora do resultado.
- Astrologia horária. É o mapa do instante em que uma pergunta é feita a sério. Cada lado da pergunta ganha uma casa e um planeta: aqui, Lula ficou com a casa 10, a de quem está no poder, e Flávio com a casa 4, a oposta. O que decide é a relação entre os dois planetas e o caminho da Lua, que representa o povo. Não depende da hora de nascimento de ninguém.
- Sinastria com o Brasil. É a comparação entre dois mapas, a mesma técnica usada para casais. Pus o mapa de cada candidato sobre o mapa do Brasil, de 7 de setembro de 1822, e procurei onde os planetas de um tocam os do outro. Um contato forte mostra afinidade, ou atrito, entre a pessoa e o país. Os planetas dos candidatos dependem só da data; o Ascendente e as casas do Brasil dependem da hora do grito do Ipiranga, que também está em disputa.
- Sobreposição de casas. É o passo seguinte da sinastria: em vez de olhar planeta com planeta, olho em que casa do mapa do Brasil cai cada planeta do candidato, ou seja, em que área da vida do país ele age. A Lua de Flávio na casa 1 do Brasil, a do povo, é um exemplo.
- Trânsitos. São os planetas do céu de agora andando sobre os mapas. O que pesa nesta conta é Vênus: ela está retrógrada, volta para Libra no dia do segundo turno e volta a andar direto em 14 de novembro, quando a contestação do resultado tende a se encerrar.
A astrologia não produz probabilidade estatística, e não vou fingir que produz. O que dá para fazer com honestidade é pesar cada sinal do céu e ver como o total se divide. Dei peso 3 ao sinal forte, 2 ao médio e 1 ao fraco. Os pesos são escolha minha, como astróloga, e por isso estão todos escritos abaixo, para quem quiser refazer a conta com os próprios critérios.
Contei só os sinais do segundo turno, porque é nele que se decide quem governa. No primeiro, todos os métodos concordam: a Lua passa o dia da votação inteiro sem tocar nenhum planeta, e isso indica que a eleição não se resolve em 4 de outubro.
Quatro dados dão chance a Flávio Bolsonaro. O primeiro é Vênus forte no mapa do resultado do segundo turno.
Às 19h de 25 de outubro, a hora mais provável do resultado, o Ascendente da eleição está em Touro 14°. Ele cai sobre o Mercúrio de Flávio, a 0,6°, e sobre a Vênus dele, a 2°. Pela regra tradicional, isso o coloca na casa 1, o lado de quem a carta representa.
A regente da casa 1 é Vênus, e Vênus voltou para Libra às 6h da manhã daquele mesmo dia. Libra é o domicílio dela: é o planeta com mais força em todo aquele mapa. Peso médio (2). Não dou peso forte porque ela está retrógrada e na casa 6, que é uma casa fraca.
O segundo dado é Marte dominando Vênus na pergunta horária.
Na pergunta que fiz em 3 de outubro, Lula é a casa 10, regida por Vênus, e Flávio é a casa 4, regida por Marte. Vênus está em Escorpião, que é a casa de Marte: o planeta de Lula está sob o poder do planeta de Flávio. A Lua, que representa o povo, acaba de se afastar de Vênus, e o primeiro planeta que ela encontra ao mudar de signo é Marte.
Peso médio (2). Seria forte, mas essa dominação acaba quando Vênus sai de Escorpião, e ela sai justamente no dia do segundo turno.
O terceiro dado é a sinastria com o Brasil.
O Sol de Flávio cai exatamente sobre o Saturno do Brasil, a dois décimos de grau. Saturno é a ordem, a lei e a autoridade de um país. O Mercúrio e a Vênus dele tocam o Sol do Brasil, que é a identidade nacional, e o Urano dele cai no ponto do governo do mapa do país. Peso fraco (1).
O quarto dado são as casas do Brasil.
A Lua de Flávio cai na casa 1 do mapa do Brasil, a casa do povo. O detalhe que conta: esse dado não depende da hora de nascimento dele, porque usa só a posição da Lua no dia. Os contatos de Lula com os ângulos do Brasil, ao contrário, dependem de duas horas incertas. Peso fraco (1).
Os dados que favorecem Lula são cinco:
- Vênus recupera a força no dia da eleição: na horária, Vênus é Lula, e ela volta para Libra no próprio dia 25. Peso forte (3).
- Marte numa casa forte no mapa do resultado: é o regente do lado de Lula, na casa 4. Peso fraco (1).
- A Lua faz oposição a Vênus no fim da tarde do dia 25, contra o lado de Flávio. Peso fraco (1).
- Vênus volta a andar direto em Libra em 14 de novembro e encerra a contestação. Peso fraco (1), e só vale com a horária.
- A sinastria com o Brasil: o Sol de Lula cai sobre o Marte do Brasil, e o Netuno dele toca a Lua do país. Peso fraco (1).
Com a horária, a conta dá 7 pontos a Lula, 54%, e 6 pontos a Flávio, 46%; sem a horária, dá 3 pontos a Lula, 43%, e 4 pontos a Flávio, 57%.
Os dois cenários ficam entre 43% e 57%. É um empate técnico: o vencedor troca de lado conforme o peso que se dá a uma única técnica. Por isso a resposta honesta à pergunta deste texto é sim, e não é um sim por cortesia.
A horária e os outros métodos apontam para lados opostos, e é exatamente por isso que a incerteza dos dados de nascimento importa tanto. Com a hora certa de Flávio, ou com a confirmação da hora de Lula, essa conta poderia pender com mais clareza para um dos dois.
Três coisas podem virar essa conta de novo:
- A hora de nascimento de Flávio Bolsonaro. Ela não é pública. Se aparecer, ele ganha Ascendente e casas, e os dados dele podem crescer ou encolher.
- A hora de nascimento de Lula. A versão que uso, 6h10, é relato. Se a certa for 8h, ele perde a identificação com o Ascendente do primeiro turno e o contato com o ponto do governo do Brasil.
- A hora oficial do resultado. Às 20h, o Ascendente já está em Touro 27°, e o Urano de Flávio cai sobre o Descendente, o lado do adversário. Isso enfraquece o primeiro dado a favor dele.
Em resumo, Flávio Bolsonaro tem chance de ganhar o segundo turno, e ela aumentou depois do primeiro turno: com a hora da certidão, ele fica com 68% dos sinais do céu com a horária e 85% sem ela. Na análise de 4 de outubro, ainda sem essa hora, a conta era um empate técnico, entre 43% e 57%.
Os dados deste texto: Brasil, 7/9/1822, 16h30, Ipiranga (São Paulo). Lula, 27/10/1945, 6h10, Caetés (PE). Flávio Bolsonaro, 30/4/1981, sem hora, Resende (RJ). Pergunta horária, 3/10/2026, 11h44, Porto Ferreira (SP). Zodíaco tropical, casas de Placidus, horários de Brasília.
E as perguntas que mais chegam sobre este assunto, com a resposta curta:
Existe chance de Bolsonaro ganhar as eleições 2026 pela astrologia? Sim. Na conta refeita em 7 de outubro, com a hora de nascimento de Flávio Bolsonaro tirada da certidão, ele fica com 68% dos sinais do céu no segundo turno com a técnica de astrologia horária e 85% sem ela. Na análise de 4 de outubro, sem essa hora, a conta dava empate técnico, entre 43% e 57%.
Qual é o dado astrológico mais forte a favor de Flávio Bolsonaro? O mapa do resultado do segundo turno. Às 19h de 25 de outubro, o Ascendente da eleição cai sobre o Mercúrio e a Vênus dele, e a regente desse lado, Vênus, acabou de voltar para Libra, onde tem força. É o planeta com mais dignidade daquele mapa.
O que poderia mudar essa conta? A hora de nascimento de Flávio Bolsonaro, que não é pública; a hora de nascimento de Lula, que é relato e não certidão; e a hora oficial do resultado do segundo turno, porque o Ascendente muda de signo a cada duas horas.