Sim, Flávio Bolsonaro tem chance de ganhar o segundo turno, e pela astrologia a chance dele é a maior das duas. Na minha pesquisa, refeita depois do primeiro turno com a hora de nascimento dele tirada da certidão, Flávio fica com 68% dos sinais do céu para 25 de outubro. Se a técnica de astrologia horária sai da conta, ele sobe para 85%. A chance de Lula existe, é de 32%, e vem quase toda dessa mesma técnica.
Nesta eleição, o Bolsonaro do segundo turno é o senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, que disputa a presidência contra Lula. No primeiro turno, em 4 de outubro, ele ficou com 47,03% dos votos válidos, e Lula com 45,16%. A diferença é pequena, e no segundo turno a conta recomeça.
A leitura astrológica mudou em três dias, e a ordem dos fatos importa. Na véspera do primeiro turno publiquei Existe chance de Bolsonaro ganhar as eleições 2026?, com o mapa de Flávio sem hora de nascimento. Ali o resultado era um empate técnico, e escrevi que a hora dele era o dado capaz de virar a conta. Depois do primeiro turno, a hora apareceu no Astro-Databank, o maior banco de dados de nascimento usado por astrólogos: 30 de abril de 1981, às 20h10, em Resende, com a classificação AA, que é a de quem tem a certidão em mãos. Com ela, o mapa ganhou Ascendente, Meio do Céu e casas, e o empate acabou.
Com a hora, o Ascendente de Flávio fica em Sagitário 22°43′, e o regente do mapa é Júpiter, que mora em Libra, na casa 10, junto de Saturno. A casa 10 é a do cargo e da vida pública, e quando o planeta que representa a pessoa está nela, a carreira pública é o centro da vida. A Lua, em Peixes, fica na casa 4, a da família e da origem: o sobrenome e o vínculo com o pai são a base emocional da carreira dele.
O sinal mais forte a favor de Flávio está no próprio dia da votação. Em 25 de outubro, Júpiter passa por Leão 23°, em trígono ao Ascendente dele, a menos de um grau. Como Júpiter é o regente do mapa de Flávio, é o planeta que o representa passando em harmonia sobre o ponto que também o representa. Na astrologia de eleições, é um dos trânsitos mais lembrados quando se fala em vitória. Dei a ele peso forte.
A manhã da votação também pende para ele. Às 8h do dia 25, quando as urnas abrem, a Lua está em Áries e faz trígono ao Ascendente de Flávio, a dois décimos de grau. Numa eleição, a Lua é o povo, e o humor do eleitor naquela manhã corre na direção dele. O peso é fraco, porque a Lua anda depressa e o efeito dura horas. Do lado de Lula, o Ascendente da abertura faz sextil à Vênus dele, a um grau, e é por essa porta que o carisma de Lula pode crescer ao longo do dia.
O trimestre da eleição começou com a voz de Flávio puxando a pauta. O ingresso do Sol em Libra, em 22 de setembro, às 21h05 de Brasília, é o mapa que a astrologia mundial usa para os três meses seguintes de um país. O Ascendente desse mapa caiu sobre o Mercúrio de Flávio, e o Meio do Céu ficou em oposição ao Meio do Céu de Lula, com o ponto do governo dele posto no fundo do céu, que é onde um ciclo termina. Peso médio.
Com o Brasil, a ligação de Flávio é a da ordem. O Sol dele cai sobre o Saturno do mapa do país, de 7 de setembro de 1822, a dois décimos de grau, e Saturno é a lei e a autoridade. A Lua dele faz trígono ao Meio do Céu do Brasil, o lugar do governo, a menos de um grau. Para parte do eleitorado, ele é a figura de quem cobra e põe regra. Peso médio.
Lula chega ao dia 25 com o céu pesado. Plutão faz quadratura ao Sol dele, que é a autoridade pessoal, e Saturno faz oposição à Vênus dele, a capacidade de agradar e de ser escolhido, a menos de meio grau. Pelo arco solar, uma técnica que faz o mapa de nascimento andar no tempo, Plutão também chega ao Sol natal de Lula. Juntos, esses sinais têm peso forte, e todos contam a favor de Flávio. Na véspera da votação, Mercúrio para no céu e começa a retrogradar sobre o Ascendente de Lula, o que costuma trazer recurso, contestação e discurso refeito.
A chance de Lula mora quase inteira numa técnica. A astrologia horária é o mapa do instante em que uma pergunta é feita, e ela não depende da hora de nascimento de ninguém. Na que fiz em 3 de outubro, às 11h44, em Porto Ferreira, Lula é Vênus e Flávio é Marte. Até o dia 25, Vênus está em Escorpião, sob o poder de Marte, e foi esse o retrato que o primeiro turno mostrou. Mas Vênus volta para Libra, o signo dela, no próprio dia do segundo turno, e recupera a força. É o argumento mais forte do lado de Lula, com peso forte, e é por causa dele que a conta com a horária para em 68%, enquanto sem ela chega a 85%.
A conta funciona assim: cada sinal do céu entra com um peso, forte, médio ou fraco, e o resultado é a parte desse peso que aponta para cada candidato. A favor de Flávio estão o trânsito de Júpiter (forte), os trânsitos e arcos pesados sobre Lula (forte), o ingresso do Sol em Libra (médio), a sinastria com o Brasil (médio), Marte dominando Vênus na horária (médio, e só com a horária) e a Lua da abertura das urnas (fraco). A favor de Lula estão Vênus voltando para Libra no dia 25 (forte, e só com a horária), Vênus voltando a andar direto em 13 de novembro (fraco, e só com a horária), o Ascendente da abertura das urnas sobre a Vênus dele (fraco) e o Sol dele sobre o Marte do Brasil (fraco). Com a horária, dá 68% para Flávio e 32% para Lula; sem ela, 85% e 15%.
Esse número mede para que lado o céu pende, e uma pesquisa eleitoral mede intenção de voto. Quem dá o placar é a urna. As pesquisas, aliás, também andaram na direção de Flávio: no fim de setembro ele passou à frente pela primeira vez, ainda dentro da margem de erro, com 47,7% a 47,6% na AtlasIntel com a Bloomberg (SP Diário).
Duas coisas podem virar essa leitura. A primeira é a hora de Flávio: a classificação AA vem de uma certidão enviada ao banco de dados por um colaborador, e eu não vi o documento. Se a hora estiver errada, volta a valer o empate da primeira pesquisa. A segunda é a horária, que segue dando a Lula a Vênus forte no dia 25 e é o único argumento que não depende da hora de nascimento de ninguém. Esta conta fica publicada como está até o dia 25, e, se ela errar, o erro vai ser estudado aqui, em público.
Depois da votação, o céu indica que a disputa não acaba na noite do dia 25. Mercúrio fica retrógrado de 24 de outubro a 13 de novembro, começando sobre o Ascendente de Lula, e a revisão nasce do lado dele: recurso e pedido de recontagem. Em 13 de novembro, Vênus volta a andar direto em Libra 22°, em sextil exato ao Ascendente de Flávio, e o assunto destrava. Na posse, em 5 de janeiro de 2027, a Lua está sobre o Ascendente dele. O caminho inteiro, data a data, está em Quem vence o segundo turno das eleições 2026.
Em resumo, Flávio Bolsonaro tem chance de ganhar o segundo turno, e pela astrologia ela é a maior: 68% dos sinais do céu com a técnica de astrologia horária e 85% sem ela. O sinal mais forte é Júpiter, o regente do mapa dele, em trígono ao Ascendente no dia 25 de outubro. A chance de Lula, de 32%, vem quase toda da horária, com Vênus voltando para Libra no dia da votação.
Os dados deste texto: Brasil, 7/9/1822, 16h30, Ipiranga (São Paulo). Lula, 27/10/1945, 6h10, Caetés (PE). Flávio Bolsonaro, 30/4/1981, 20h10, Resende (RJ), classificação AA no Astro-Databank. Pergunta horária, 3/10/2026, 11h44, Porto Ferreira (SP). Ingresso do Sol em Libra e abertura das urnas do segundo turno em Brasília. Zodíaco tropical, casas de Placidus, horários de Brasília.
E as perguntas que mais chegam sobre este assunto, com a resposta curta:
Bolsonaro tem chance de ganhar o segundo turno pela astrologia? Sim. Na pesquisa da astróloga Shelly Gonella, com a hora de nascimento de Flávio Bolsonaro tirada da certidão, ele fica com 68% dos sinais do céu no segundo turno com a técnica de astrologia horária e 85% sem ela. Lula fica com 32% e 15%.
Qual é o sinal astrológico mais forte a favor de Flávio Bolsonaro no segundo turno? Júpiter, o regente do mapa dele, em trígono ao Ascendente de Flávio, a menos de um grau, no dia da votação, 25 de outubro. Na astrologia de eleições, é um dos trânsitos mais lembrados quando se fala em vitória.
Por que a previsão astrológica mudou depois do primeiro turno? Porque apareceu a hora de nascimento de Flávio Bolsonaro: 30 de abril de 1981, às 20h10, em Resende, com a classificação AA no Astro-Databank. Sem a hora, a conta dava empate técnico; com ela, o mapa ganhou Ascendente e casas, e os sinais passaram a apontar para ele.
O que pode fazer Lula ganhar o segundo turno pela astrologia? A técnica de astrologia horária. Nela, Lula é Vênus, e Vênus volta para Libra, o signo dela, no próprio dia 25 de outubro. Se a hora de nascimento de Flávio estiver errada, também volta a valer o empate da primeira pesquisa.