
Marte está retrógrado agora?
A conta é a mesma efeméride que calcula o mapa astral deste site, e a resposta sai do relógio do seu aparelho.
Marte retrógrado
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R$ 79,90Pronta em até 1 dia Quero encontrar o meu poder pessoalNão. O próximo período começa em {comeca} e vai até {termina}.
Sim, desde {comeca}. Marte volta a andar para a frente em {termina}.
A sombra desse período vai de {abre} a {fecha}, e ela é longa de propósito: em Marte, a ida e a volta pelo mesmo pedaço de céu levam mais de meio ano.
A lista desta página vai até 2044, e a sua data está além disso.
O próximo Marte retrógrado começa a 10 de janeiro de 2027 e termina a 1 de abril de 2027, entre Virgem e Leão. São 81 dias, a duração máxima que uma retrogradação de Marte alcança. Depois dele, o seguinte só chega em fevereiro de 2029. Uma maneira de ler esses meses é pensar no que acontece com a vontade quando precisa de voltar por um caminho que já percorreu.
As horas são de Brasília e saem da mesma efeméride que este site usa para montar mapas. Cada período vem com a sombra, a parte que quase nenhum site publica.
De Virgem para Leão, de 10 de janeiro de 2027, às 10h01, a 1º de abril de 2027, às 11h11, com a sombra de 5 de novembro de 2026 a 7 de junho de 2027; de Balança para Virgem, de 14 de fevereiro de 2029, às 05h14, a 5 de maio de 2029, às 15h57, com a sombra de 9 de dezembro de 2028 a 9 de julho de 2029; em Escorpião, de 28 de março de 2031, às 21h36, a 13 de junho de 2031, às 08h52, com a sombra de 25 de janeiro a 9 de agosto de 2031; de Capricórnio para Sagitário, de 26 de maio de 2033, às 20h48, a 1º de agosto de 2033, às 11h22, com a sombra de 5 de abril a 16 de setembro de 2033; e em Peixes, de 15 de agosto de 2035, às 07h08, a 15 de outubro de 2035, às 05h34, com a sombra de 3 de julho a 28 de novembro de 2035.
Repare no primeiro e no último. O período de 2027 dura 81 dias; o de 2035, sessenta. São vinte e um dias de diferença entre duas retrogradações do mesmo planeta, e essa diferença tem explicação.
A palavra tem história. Os astrónomos da Babilónia já anotavam os dias em que Marte parava no céu e começava a voltar entre as estrelas. Ptolomeu, no Almagesto, explicou esse laço com círculos a girar sobre círculos, os epiciclos, e foi preciso esperar por Copérnico para a explicação que usamos hoje: o planeta segue em frente, e quem cria a impressão do recuo é a Terra, que o ultrapassa pela pista de dentro. Retrógrado quer dizer que anda para trás, e é essa aparência, vista daqui, que dá à fase o seu sentido simbólico.
O símbolo de Marte ajuda a entender o que está a voltar. O glifo ♂ costuma ser lido como o escudo e a lança do deus da guerra, o Ares dos gregos, e a tradição dá-lhe a regência de Carneiro e de Escorpião: o começo que arranca e a força que não larga. Na astrologia helenística era o maléfico menor, o planeta do corte, aquele que separa.
Marte salta anos inteiros porque só retrograda a cada 25 meses, 0,47 vez por ano, e um intervalo maior do que doze meses significa que há anos civis sem nenhum dia retrógrado. Foram 45 períodos entre 1930 e 2025, e 38 daqueles 96 anos não tiveram um só dia de Marte retrógrado: 40% deles.
É o que separa Marte dos outros dois retrógrados de que se fala. Mercúrio volta três vezes por ano e ocupa 19% do calendário; Vénus aparece a cada ano e sete meses. Marte ocupa 9,5% do tempo, e de forma concentrada: dois meses e meio de uma vez, e depois quase dois anos sem nada.
Essa aritmética muda o que a fase pode significar. Um fenómeno que acontece um dia em cada cinco dificilmente explica uma semana má, e é por isso que Mercúrio retrógrado explica menos do que parece; o argumento inteiro está em o que é um planeta retrógrado. Com Marte acontece o inverso: vem de longe em longe, e isso basta para marcar o ano em que veio. Se tem mais de trinta anos, já viveu uns mil dias de Marte retrógrado, mas vieram em blocos, e blocos a memória guarda.
Uns períodos duram 60 dias e outros 81 porque a órbita de Marte é a mais alongada dos planetas de que a astrologia tradicional trata, e a distância entre ele e a Terra na hora do encontro decide o tamanho do laço. Medido sobre os 45 períodos de 1930 a 2025: o mais curto durou 60,0 dias e o mais longo, 81,1. A média é 74. E a variação acompanha o signo, numa curva limpa:
Quando Marte para em Virgem, a duração média é de 81 dias, e isso aconteceu 6 vezes em 96 anos; em Balança, 80 dias, 5 vezes; em Leão, 80 dias, 6 vezes; em Escorpião, 77 dias, 4 vezes; em Caranguejo, 77 dias, 4 vezes; em Gémeos, 73 dias, 4 vezes; em Sagitário, 72 dias, 4 vezes; em Touro, 68 dias, 2 vezes; em Capricórnio, 66 dias, 2 vezes; em Carneiro, 64 dias, 3 vezes; em Aquário, 61 dias, 3 vezes; e em Peixes, 60 dias, 2 vezes.
A razão é astronómica e vale conhecer, porque desfaz a ideia de que todo o retrógrado é igual. Marte chega mais perto do Sol num ponto da órbita que corresponde à região de Aquário e Peixes, e mais longe na região de Virgem e Balança. Quando o encontro com a Terra acontece do lado perto, Marte está veloz e passa depressa, e o laço fecha em dois meses. Do lado longe, está lento, e a Terra leva quase três meses para o ultrapassar.
O mesmo vale para o tamanho do trecho refeito: de 10 graus, nos períodos curtos, a 19,5 graus, nos longos. Um Marte retrógrado em Virgem revê quase o dobro do céu que um Marte retrógrado em Peixes, e leva um terço a mais de tempo a fazê-lo. É por isso que o de janeiro de 2027 merece atenção: para em Virgem e termina em Leão, exatamente a faixa mais lenta e mais longa da lista.
A sombra é o pedaço de céu que Marte percorre a andar para a frente antes de o refazer de costas, e em Marte esse trecho de ida e volta ocupa mais de sete meses. Ela abre no dia em que ele cruza o grau em que vai parar de voltar, e fecha no dia em que ele retoma o grau em que a retrogradação começou.
Em Mercúrio, a sombra abre duas semanas antes e fecha duas depois. Em Marte, a de 2027 abre em 5 de novembro de 2026 e só fecha em 7 de junho de 2027. São 214 dias para um período retrógrado de 81, uma casca quase três vezes maior do que o miolo. Podemos pensar nisso como três tempos de um mesmo assunto: aparece na ida, em novembro, como um plano que se põe em movimento; volta a meio, entre janeiro e abril, para ser conferido; e resolve-se na saída, até junho. Olhando só as duas datas do meio, o período parece vir do nada.
Marte é tradicionalmente associado à função de agir: querer uma coisa, ir atrás dela e lutar por ela se for preciso. Quando anda de costas, uma leitura possível é que essa função se volta para dentro. A vontade continua ali; o que muda é que deixa de encontrar a saída direta do costume. E aqui mora uma pergunta humana antiga: o que acontece com a nossa força quando o caminho reto se fecha? Marco Aurélio, nas Meditações, deixou uma resposta que parece escrita para esta fase: "O que impede a ação faz avançar a ação. O que está no caminho vira o caminho." Pensado a partir de Marte retrógrado, o obstáculo pode ser lido como parte do trabalho.
Na tradição, Marte governa a iniciativa, o corte, a competição e a raiva, e a retrogradação costuma mexer em cada um deles de um modo reconhecível. A raiva pode chegar atrasada: sai da conversa sem ter dito o que queria, e a resposta certa aparece pronta duas horas depois, no carro. O arranque tende a falhar enquanto a retomada funciona; começar algo do zero costuma custar mais caro do que noutro mês, e voltar a um projeto engavetado custa menos. A força às vezes vai para a direção errada, e a irritação com o trabalho vira discussão em casa porque o alvo verdadeiro está fora de alcance. O corpo também pode cobrar, já que Marte é associado à musculatura e ao ímpeto físico: cansaço sem causa aparente e lesão depois de um treino forçado são queixas comuns dessas semanas. E a decisão pode ficar a meio, por falta do empurrão final que normalmente vem sozinho.
Espinosa, na Ética, deixou uma observação que ajuda a pensar a raiva que chega atrasada: "Um afeto não pode ser refreado senão por outro afeto mais forte e contrário." Talvez a fase convide a isso, a dar à irritação engolida um interesse mais forte para onde ir, em vez de tentar apagá-la à força. Nada disto é veredito. São tendências, e com tendência trabalha-se. A astrologia aqui não diagnostica cansaço nem lesão: um sintoma que persiste pede médico.
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Como o próximo Marte retrógrado o vai afetar, e como se preparar para viver esse ciclo.
Não existe proibição, e a conta ajuda a ver porquê: se tem mais de trinta anos, já viveu cerca de mil dias de Marte retrógrado, e alguns dos melhores dias da sua vida podem estar dentro deles. O que muda é o rendimento de cada tipo de esforço; a permissão continua a mesma.
Retomar costuma render: o treino largado, a obra parada, a conversa que ficou a meio. A fase favorece quem volta a uma coisa que já tinha começado. Refazer o plano antes de lutar por ele também rende. Se a discussão é inevitável, vale ganhar tempo a escrever o que vai dizer, porque Marte retrógrado costuma castigar a improvisação e premiar quem chega com o argumento pronto. E há uma pergunta útil para essas semanas: de quem é esta raiva? O aborrecimento que aparece costuma ter endereço, e quase nunca é o que está à frente.
O que não vale adiar: tratamento, prazo, matrícula, mudança já decidida, cirurgia marcada pelo médico. Nenhuma dessas coisas fica melhor a esperar dois meses e meio, e a próxima janela livre pode estar a dois anos de distância, o que, em Marte, é literal. O que pode valer a pena adiar, quando dá, é o começo que depende de força de arranque: abrir a empresa, estrear o projeto, declarar a guerra, comprar o ginásio. Nada indica que vá correr mal; a questão é que a energia que empurra essas coisas está ocupada a olhar para trás.
Nascer num período de Marte retrógrado fica no mapa como um traço fixo, diferente de um trânsito que passa, e acontece com cerca de 9,5% das pessoas. Uma em cada dez, bem menos do que o Mercúrio retrógrado natal, e é por isso que pode descrever alguma coisa mais específica.
Se o seu Marte nasceu retrógrado, uma maneira de investigar isto é olhar para o jeito como usa a força. A vontade pode passar por dentro antes de sair, a raiva pode demorar a chegar e depois chegar inteira, e a competição direta pode desagradar. Podemos ler isto como Marte por outro caminho, sem falta nenhuma de Marte. Muita gente com essa posição descobre que rende mais a trabalhar por algo do que contra alguém.
O texto que descreve a retrogradação natal de todos os planetas, com as proporções de cada um, é o que é um planeta retrógrado. E se quer ler o seu Marte por signo e por casa, a série começa em Marte em Carneiro e em Marte na casa 1.
Se quiser fazer esta investigação com o seu próprio céu, a leitura Marte retrógrado cruza o próximo ciclo com o seu mapa: as datas das sombras e das estações, a casa por onde passa e o que tende a voltar para revisão. O Mapa astral completo lê o seu Marte natal junto com o resto do desenho, e a leitura Mapa vocacional acompanha a força de agir no lugar onde ela costuma aparecer primeiro, o trabalho.
A pergunta que fica é: quando o caminho direto se fecha, para onde a sua vontade escolhe ir?
Algumas perguntas que costumam chegar sobre Marte retrógrado:
Quando é o próximo Marte retrógrado? O bloco no alto desta página responde pelo relógio do seu aparelho. O próximo período começa em 10 de janeiro de 2027 e termina em 1º de abril de 2027, entre Virgem e Leão, e são 81 dias, a duração máxima que uma retrogradação de Marte alcança.
De quanto em quanto tempo fica Marte retrógrado? A cada 25 meses, ou 0,47 vez por ano: foram 45 períodos entre 1930 e 2025. É o menos frequente dos três retrógrados de que se fala, já que Mercúrio volta três vezes por ano e Vénus a cada ano e sete meses. Marte é o único que deixa anos civis inteiros sem nenhum dia retrógrado, e foram 38 anos assim em 96.
Quanto tempo dura Marte retrógrado? De 60 a 81 dias, com média de 74, e a diferença vem da geometria da órbita. A duração depende do signo: em Virgem a média é de 81 dias e em Peixes, de 60. Um terço a mais, pelo mesmo fenómeno.
O que não se deve fazer com Marte retrógrado? Não há proibição, e a matemática ajuda a ver porquê: se tem mais de 30 anos, já viveu cerca de mil dias de Marte retrógrado sem saber. O que a fase pede é cuidado antes de abrir discussão ou guerra nova. Começar o que exige força de arranque tende a render menos, e retomar o que já estava em andamento tende a render mais.
O que é ter Marte retrógrado no mapa natal? É nascer num desses períodos, e acontece com cerca de 9,5% das pessoas. Em vez de passar como um trânsito, a posição fica no mapa como um jeito próprio de usar a força, que costuma aparecer como raiva que chega atrasada e vontade que se dirige para dentro antes de sair. Só o mapa calculado com data, hora e cidade diz se é o seu caso.
Em resumo, Marte retrógrado pode ser lido como a vontade a voltar por um caminho que já percorreu. Acontece a cada 25 meses, dura de 60 a 81 dias, tem uma sombra de mais de sete meses, e o próximo vai de 10 de janeiro a 1º de abril de 2027. O que mexe na sua vida depende da casa por onde passa no seu mapa.
Palavras-chave marte retrógrado, datas, sombra, raiva atrasada
As datas desta página valem para o mundo inteiro, porque a retrogradação é um fenómeno do céu e não do lugar. O que não vale para todo mundo é o efeito. Marte passa por uma casa diferente em cada mapa, e a casa depende da hora e da cidade de nascimento: a mesma retrogradação de 2027 cai na área do trabalho de uma pessoa e na do relacionamento de outra. Sem data, hora e cidade, esta página descreve o céu, e não a sua vida.
