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Júpiter retrógrado: as datas, e o ano que ele pula

Júpiter passa 29,9% do tempo retrógrado — quatro meses por ano. Veja as datas até 2045, o ano civil que ele salta de doze em doze e o que a fase pede.

Por Shelly Gonella em Perguntas de quem está a começar11 min de leitura

Júpiter está retrógrado agora?

A conta é a mesma efeméride que calcula o mapa astral deste site, e a resposta sai do relógio do seu aparelho.

Quando é o próximo Júpiter retrógrado?

Júpiter retrograda uma vez a cada treze meses, e por isso a data anda no calendário. Ele é o único dos planetas lentos que muda de signo todos os anos, então cada período acontece num signo diferente do anterior — a coluna da esquerda é a que mais diz aqui. As horas são de Brasília e saem da mesma efeméride que este site usa para montar mapa.

Onde aconteceComeçaTerminaSombra
Leão12 de dezembro de 202612 de abril de 202717 de setembro de 2026 a 11 de julho de 2027
Virgem12 de janeiro de 202813 de maio de 202817 de outubro de 2027 a 11 de agosto de 2028
Balança10 de fevereiro de 202913 de junho de 202915 de novembro de 2028 a 11 de setembro de 2029
Escorpião13 de março de 203014 de julho de 203016 de dezembro de 2029 a 11 de outubro de 2030
Sagitário15 de abril de 203116 de agosto de 203119 de janeiro de 2031 a 10 de novembro de 2031
Aquário19 de maio de 203217 de setembro de 203223 de fevereiro de 2032 a 10 de dezembro de 2032
Peixes25 de junho de 203323 de outubro de 20331º de abril de 2033 a 13 de janeiro de 2034
Carneiro3 de agosto de 203428 de novembro de 203410 de maio de 2034 a 19 de fevereiro de 2035
Touro9 de setembro de 20355 de janeiro de 203616 de junho de 2035 a 28 de março de 2036

Repare na coluna do meio, e no signo que falta. Dezembro, janeiro, fevereiro, março: a data de início anda cerca de um mês por ano. E entre Sagitário e Aquário não há Capricórnio nenhum — a próxima seção conta por que um signo e um ano civil inteiro somem da lista de tempos em tempos.

Por que Júpiter pula um ano civil de doze em doze

Retrogradação não é o planeta andando para trás: é a Terra ultrapassando ele por dentro, e o movimento aparente invertendo enquanto isso dura. Quem decide a frequência é o tempo que a Terra leva para dar uma volta a mais que o outro planeta.

Com Júpiter esse reencontro leva 399 dias, 34 a mais que o ano civil. O período começa um mês mais tarde a cada ano, e depois de doze voltas esse atraso soma um ano inteiro: o começo escorrega de dezembro para janeiro do ano seguinte, e um ano civil fica sem nenhum início de retrogradação. Entre 1930 e 2025 aconteceu nove vezes — 1932, 1944, 1956, 1968 e mais cinco, de doze em doze.

Isso não quer dizer que houve um ano sem Júpiter retrógrado. Em todos esses anos ele passou meses de costas; o que faltou foi a data de INÍCIO, que caiu em dezembro do ano anterior. É a diferença entre o céu e o calendário, e é por isso que a tabela acima tem dezoito linhas para vinte anos.

O contraste com Marte retrógrado é o oposto exato: Marte é rápido, a Terra leva 25 meses a ultrapassá-lo e 38 dos 96 anos entre 1930 e 2025 não tiveram um só dia de Marte retrógrado. Com Júpiter não houve nenhum ano assim — foram 87 períodos em 96 anos, cobrindo todos eles.

Quanto tempo dura Júpiter retrógrado

Cerca de 120 dias, quatro meses. Nos mesmos 87 períodos o mais curto durou 117,5 dias e o mais longo 123,6.

São seis dias de diferença em cento e vinte, e essa regularidade é o que separa Júpiter dos planetas de dentro. Marte varia de 60 a 81 dias, que é um terço a mais de variação sobre uma duração bem menor. A causa é de distância: o tamanho do laço depende de quão perto os dois corpos passam um do outro, e quanto mais longe está o planeta, menos essa distância muda de um encontro para o outro.

O trecho refeito de costas também é estável: entre 9,8 e 10,1 graus em todos os 87 períodos. É um terço de signo, sempre — e isso tem consequência prática, porque dez graus é mais do que a largura de muitos aspetos. Júpiter retrógrado costuma desfazer e refazer um aspeto ao seu mapa três vezes: na ida, na volta e na ida de novo.

Júpiter é a fronteira entre os rápidos e os lentos

Ele retrograda como os planetas de fora e troca de signo como os de dentro, e é o único dos oito que faz as duas coisas. Saturno, Urano, Neptuno e Plutão também retrogradam todo ano, mas ficam anos no mesmo signo: a retrogradação deles cai sempre no mesmo pedaço de céu. Júpiter muda de signo a cada treze meses, então o período de 2027 acontece em Leão e o de 2028 em Virgem.

Na prática isso decide quanto a fase consegue descrever. Uma retrogradação que acontece sempre no mesmo signo descreve uma geração inteira e não separa um ano do outro — é o caso de Plutão retrógrado e de Neptuno retrógrado. A de Júpiter muda de assunto todo ano, porque muda de signo e de casa do seu mapa.

É também o que faz dele o mais fácil de reconhecer entre os lentos: quatro meses num signo novo, uma vez por ano, é um ritmo que cabe na memória de quem está a viver.

A sombra de Júpiter ocupa dois terços do ano

A sombra é o pedaço de céu que o planeta percorre andando para a frente antes de refazê-lo de costas. Ela abre no dia em que ele cruza o grau onde vai parar de voltar, e fecha no dia em que retoma o grau onde a retrogradação começou.

Em Júpiter ela dura de 285 a 299 dias em volta de 120 de miolo. Entre o fim de uma sombra e o começo da seguinte sobram de três a quatro meses — e esse intervalo é o que torna a sombra dele uma informação útil, em vez de um estado permanente. Em Urano ela dura o ano inteiro, e sobram nove dias.

O que isso significa para quem vive: o assunto não chega no dia da data publicada. Aparece uns três meses antes, como uma aposta que se faz; volta no meio, para ser conferida; e resolve-se na saída, meses depois. Quem olha só as duas datas do meio pensa que o período veio do nada.

O que muda de verdade em Júpiter retrógrado

Na tradição, Júpiter governa a expansão, o sentido, a crença e o que se aumenta — em latim ele era o benefício maior, o planeta do que cresce. O que a retrogradação faz com cada uma dessas coisas é a mesma coisa, e é reconhecível:

E vale o limite dito em voz alta: astrologia não prevê ganho nem perda de dinheiro, não diagnostica ninguém e não decide por ninguém. São tendências, e tendência é coisa com que se trabalha.

O que a fase pede, e o que não vale adiar

Não há proibição, e a aritmética mostra porquê: se tem 40 anos, já viveu cerca de doze anos de Júpiter retrógrado. Muita coisa boa da sua vida começou dentro de um deles.

O que rende: retomar o que ficou a meio, estudar de novo o que aprendeu a meio, revisar contrato de sociedade, reabrir conversa que parou por orgulho. A fase favorece quem volta, e não quem começa do zero.

O que rende menos: apostar grande no que chegou pronto de fora. Não porque vai dar errado — porque o entusiasmo dessa fase é menos confiável que o de costume, e a conta de um "sim" grande aparece depois.

O que não vale adiar: matrícula, prazo legal, tratamento, assinatura com data. Nenhuma dessas coisas fica melhor esperando quatro meses — e em Júpiter a janela livre é curta: sobram oito meses de movimento direto, e a sombra come três deles.

Júpiter retrógrado no seu mapa é outra conversa

Nascer num desses períodos não é viver um trânsito: é um traço fixo. E acontece com 29,9% das pessoas — quase uma em cada três.

Quem tem Júpiter retrógrado no mapa costuma ter uma relação própria com a confiança. O reconhecimento que vem de fora convence pouco e demora a entrar; a fé em si mesma constrói-se devagar, por conta própria, e quando entra não sai mais. Não é falta de Júpiter — é Júpiter virado para dentro, o que às vezes se parece com modéstia e quase nunca é.

A casa em que ele caiu diz em que área da vida isso acontece, e ela depende da hora e da cidade de nascimento. O texto que descreve a retrogradação natal de todos os planetas, com as proporções de cada um, é o que é um planeta retrógrado. E se quer ler o seu Júpiter por signo e por casa, a série começa em Júpiter em Carneiro.

Veja onde Júpiter fica no seu mapa — o mapa é gratuito e sai na hora, com data, hora e cidade. Mostra o signo de Júpiter, a casa em que ele está e se nasceu retrógrado. Gerar o meu mapa de graça.

Perguntas frequentes sobre Júpiter retrógrado

Júpiter está retrógrado agora?

O bloco no alto desta página responde pelo relógio do seu aparelho. A chance de a resposta ser sim é de quase um terço: Júpiter passa 29,9% do tempo retrógrado, o que dá cerca de quatro meses em cada ano.

De quanto em quanto tempo Júpiter fica retrógrado?

A cada 399 dias, que é o tempo entre dois encontros da Terra com Júpiter. Como o ano civil tem 365, a data escorrega cerca de um mês para a frente a cada ano — e de doze em doze anos ela dá a volta no calendário e salta um ano inteiro. Entre 1930 e 2025 isso aconteceu nove vezes, começando por 1932, 1944, 1956 e 1968.

Quanto tempo dura Júpiter retrógrado?

Cerca de 120 dias, quatro meses. Nos 87 períodos entre 1930 e 2025 o mais curto durou 117,5 dias e o mais longo 123,6 — seis dias de diferença, uma regularidade que os planetas de dentro não têm.

Júpiter retrógrado tira a sorte?

Não, e a conta mostra por quê: se a fase tirasse alguma coisa, estaria a tirar em quase um terço de todos os dias da sua vida. O que muda é a direção do crescimento — deixa de ser para fora, em oportunidade nova, e passa a ser para dentro, no sentido do que já construiu.

O que é ter Júpiter retrógrado no mapa natal?

É nascer num desses períodos, e acontece com 29,9% das pessoas — quase uma em cada três. Costuma descrever alguém cuja confiança não vem de fora: o reconhecimento alheio convence pouco, e a fé em si mesma constrói-se por conta própria, no tempo dela. O signo e a casa de Júpiter dizem em que área.

Perguntas de quem está a começar

Júpiter retrógrado em resumo

Júpiter retrógrado não tira nada: ele vira o crescimento para dentro. É a fase de conferir para que serve o que está a crescer, e ela muda de signo todos os anos. Veja o seu de graça aqui.

Introduza os seus dados de nascimento

  • Gráfico completo do mapa astral
  • Signos dos planetas
  • Casas astrológicas
Como interpretamos o seu mapa

Metodologia

A interpretação é desenvolvida segundo o método Shelly Gonella, astróloga reconhecida que não analisa uma posição isoladamente.

01

Cada leitura combina planeta, signo, casa, aspetos, regente da casa e posição do regente, identificando padrões que se repetem no seu mapa.

02

O resultado é uma interpretação integrada, criada para transformar informações astrológicas em clareza, compreensão real e aplicação prática.

Saber mais

Já lhe aconteceu entrar num site de astrologia, gerar o seu mapa astral e começar a ler cada posição separadamente?

"Lua em Peixes."

"Vénus em Gémeos."

"Úrano na Casa 7."

Recebe dezenas de interpretações, mas, no fim, continua sem perceber como tudo aquilo se aplica à sua vida.

Pior ainda: muita gente acaba por concluir que "a astrologia não funciona", quando, na verdade, o problema está na forma como o mapa foi interpretado. Um mapa astral não é uma coleção de significados soltos.

Na astrologia profissional existe uma metodologia de leitura. Há uma ordem, critérios e diretrizes específicas que mostram que elementos têm mais peso, como se relacionam entre si e que padrões se repetem de facto. É isso que transforma informação em compreensão. Foi por esse motivo que desenvolvi o meu método de interpretação.

Em vez de simplesmente explicar o significado de cada planeta, signo ou casa, respondo à pergunta que realmente importa:

"O que é que eu faço com isto?"

Como é que esta posição influencia as minhas relações? A minha carreira? Os meus desafios? Os meus talentos? As minhas decisões?

Porque a astrologia só faz sentido quando deixa de ser uma lista de características e passa a ser uma ferramenta prática para compreender quem se é, por que certos padrões se repetem e como usar esse conhecimento para viver com mais consciência.

A maioria dos mapas explica o que tem.

O meu método explica como tudo funciona em conjunto, quais são os padrões mais importantes do seu mapa e, sobretudo, o que fazer com essa informação na prática.

É essa a diferença entre ler um mapa astral e compreendê-lo de verdade.

Cálculos astronómicos de alta precisão, verificados posição por posição para garantir a exatidão de cada signo, casa e aspeto do seu mapa.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a sua leitura

Como funciona?

Insere os seus dados de nascimento e recebe gratuitamente o gráfico do seu mapa astral, com as posições dos planetas, signos, casas e aspetos. Depois escolhe a área que quer compreender primeiro: a interpretação escrita fica pronta em até 1 dia e abre na sua biblioteca, aqui dentro do site.

A interpretação é criada a partir do meu mapa?

Sim. O conteúdo é organizado a partir das posições reais dos planetas, signos, casas, aspetos e regentes do seu mapa astral — nunca de um texto padrão que serviria para qualquer pessoa com a mesma posição isolada.

Preciso de saber a hora exata de nascimento?

Para o mapa gratuito, não: sem a hora ainda é possível calcular as posições dos planetas, mas o Ascendente e as casas ficam indisponíveis ou menos precisos. Para a interpretação comprada, sim — a hora é indispensável, porque é dela que saem o Ascendente, as casas e boa parte do que a leitura analisa. Se não tem a certeza do horário, consulte a sua certidão de nascimento antes de encomendar: sem ele o resultado sairia induzido ao erro.

Em quanto tempo recebo a minha análise?

Em até 1 dia depois de o pagamento ser confirmado — e normalmente bem antes. Abre sozinha na sua biblioteca, e pode fechar a página enquanto espera.

Recebo um PDF? O acesso expira?

Sim, a interpretação fica disponível para descarregar em PDF. E o acesso não expira: depois da compra permanece na sua conta.

Posso comprar mais do que uma análise?

Sim. Depois do primeiro registo, pode encomendar quantas quiser com o mesmo início de sessão — ficam todas guardadas na sua biblioteca.

Os meus dados estão seguros?

Sim. Os seus dados de nascimento são usados apenas para o cálculo do mapa astral e nunca são partilhados com terceiros. Os dados do pagamento vão direitos para quem cobra — esta página não guarda números de cartão.

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