
O Vertex em Escorpião pode ser lido como o encontro que revira alguma coisa: a chegada que mexe no que estava guardado e pede que olhemos para o que evitávamos. O que entra por aqui costuma entrar fundo. E a posição tem um limite geográfico. No hemisfério sul, o Vertex em Escorpião só existe a partir de 11,47° de latitude; no hemisfério norte, ele só existe a partir de 11,47° de latitude.
O Vertex não vem da astrologia antiga. Foi Edward Johndro quem o propôs, no século XX, e Charles Jayne quem o desenvolveu e o fez circular entre astrólogos. O ponto é puramente geométrico: o cruzamento do vertical primário, o círculo que liga o leste ao oeste passando pelo alto da sua cabeça, com a eclíptica, do lado do poente. Por estar na metade do Descendente, ele foi lido como um segundo Descendente, a porta dos encontros que chegam pela mão de outra pessoa.
A latitude molda essa porta de um jeito preciso. Dentro dos trópicos o Vertex só pode cair em dois arcos curtos e opostos, um em cima da fronteira Peixes/Áries e o outro em cima da fronteira Virgem/Libra; em Belém, cada arco tem por volta de sete graus. Os arcos se abrem conforme nos afastamos do equador e incorporam signos em dois degraus: 11,47 graus para Touro, Leão, Escorpião e Aquário, 20,15 para Gêmeos, Câncer, Sagitário e Capricórnio. A partir de 23,4381 graus, a inclinação da Terra, os dois arcos viram um círculo inteiro.
Em números de cidade: em Belém, a 1,46° S, são possíveis 4 dos doze signos para o Vertex, Virgem, Libra, Peixes e Áries; Manaus, a 3,10° S, 4; Recife, a 8,05° S, 4; Salvador, a 12,97° S, 8, pois ali entram Touro, Leão, Escorpião e Aquário; Brasília, a 15,79° S, 8; Belo Horizonte, a 19,92° S, 8; Rio de Janeiro, a 22,91° S, 12; São Paulo, a 23,55° S, 12; Porto Alegre, a 30,03° S, 12. No norte, os degraus caem nas mesmas latitudes, porque cada um junta signos opostos: Escorpião entra ao lado de Touro.
Escorpião é de água e fixo. A tradição lhe dá Marte como regente, e a astrologia moderna acrescentou Plutão. A água é o elemento associado ao sentimento e ao que corre por baixo; o fixo, a qualidade dos signos do meio das estações, quando o que começou se aprofunda. O glifo ♏ costuma ser lido como uma letra M que termina num ferrão. Juntos, esses sinais falam de intensidade, de segredo e de transformação. Na porta do poente, o feitio da chegada pesa: quem entra por aqui costuma ir além da superfície da sua vida.
Podemos pensar em alguém que teve a vida reorganizada depois de um amigo dizer em voz alta uma verdade difícil, ou que viveu um encontro amoroso que desmontou um arranjo antigo e, com o tempo, mostrou ter valido a dor. Nessas histórias, encontros mornos não engrenam, e cresce a confiança em quem aguenta assunto difícil. O ganho é a densidade. O custo é o desgaste, e a tentação de confundir intensidade com importância: nem tudo que revira merece ficar.
Viktor Frankl, em Em Busca de Sentido, escreveu: "Quando não somos mais capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos." A frase ajuda a pensar os encontros que chegam sem convite e mudam tudo: nem sempre escolhemos o que acontece, e podemos escolher o que fazemos com isso. Nietzsche, em Além do Bem e do Mal, deixou um aviso que cabe aqui: quem enfrenta monstros precisa cuidar para não virar um deles. Pensado em Escorpião, o encontro intenso pode transformar, e também pode nos ensinar a reconhecer quando a intensidade começa a nos consumir.
A tensão fica nas perguntas. Se o que nos muda costuma chegar revirando, conseguimos receber o que chega leve? Se nos acostumamos à profundidade, sabemos sair de uma relação que só dói? E quando alguém mexe no que guardávamos, olhamos para o que foi revelado, ou só para quem revelou?
Sinastria amorosa: compatibilidade do casal · R$ 197,00
Compare o seu mapa com o da pessoa amada: onde vocês combinam, onde se desentendem e o que faz a relação dar certo.
No seu mapa, comece pela cidade de nascimento, porque a latitude pesa no Vertex mais do que no Ascendente e decide quais signos são possíveis. No hemisfério sul, Escorpião aparece a partir de 11,47 graus de latitude: Salvador alcança, Aracaju não. Perto do equador o Vertex quase não se move ao longo do dia e funciona como uma marca da cidade; mais ao sul, dá a volta no zodíaco em um dia e pede a hora exata. A casa em que ele está, os aspectos que recebe e o Antivertex, em Touro, do lado nascente, completam a leitura.
Essas imagens não significam que todo Vertex em Escorpião viva encontros dolorosos. O Vertex descreve o feitio do que aparece, e só isso. Dizer que alguém atrai o que viveu é colocar nas costas de quem sofreu a responsabilidade pelo que aconteceu, e nenhuma posição do mapa permite essa conclusão; por isso esta leitura não afirma nada desse tipo.
Se essa investigação tocou no que os encontros intensos revelaram em você, a leitura Mapa das sombras olha para o que costuma ficar guardado, e o Mapa kármico investiga os padrões que voltam até ganharem sentido.
A pergunta que fica é: qual encontro revirou a sua vida e, olhando hoje, mostrou o que você ainda não tinha coragem de ver?
Algumas perguntas que costumam chegar sobre o Vertex em Escorpião:
Vertex em Escorpião quer dizer que eu atraio problema? Não. Nada no mapa faz alguém atrair o que aconteceu com ele ou com ela. A posição descreve o feitio do que chega sem convite, e nada mais.
Nasci no Nordeste. Posso ter este Vertex? Depende de quão ao sul. A partir de 11,47 graus de latitude sul, sim, o que exclui Aracaju, Recife, Fortaleza e Natal, e inclui Salvador e tudo o que fica abaixo dela.
Por que outro site mostra o meu Vertex em outro signo? Se você nasceu dentro dos trópicos, provavelmente porque o outro site trata a latitude de outra maneira, ou porque escolheu o ponto oposto. Abaixo de 23,44 graus de latitude o Vertex fica preso em dois arcos curtos: em Belém, por exemplo, ele só pode cair em Virgem, Libra, Peixes ou Áries. Um resultado fora desses arcos veio de outra fórmula.
O Vertex mostra quando vou encontrar alguém? Não. Ele é um cruzamento geométrico entre o vertical primário e o zodíaco, e a tradição o associa a encontros que chegam de fora. A metáfora ajuda a reler o passado; data de encontro não se lê num ângulo.
Preciso saber a cidade exata de nascimento? Precisa, e mais do que para qualquer outra peça. Perto dos trópicos a latitude muda o grau do Vertex e também quais signos são possíveis. Alguns graus de diferença tiram dois signos inteiros da mesa, porque eles entram aos pares.
Existe Antivertex? Existe: é o ponto oposto, a 180 graus, do lado nascente. Essa convenção decide o resultado: o Vertex é o que cai na metade poente do mapa, nas casas 5 a 8, e o Antivertex é o outro. Como os dois vivem em arcos opostos, um site que escolha o oposto devolve um signo oposto ao seu. Este site calcula os dois, e diz qual é qual.
Em resumo, o Vertex em Escorpião pode ser lido como o encontro que chega fundo e mexe no que estava guardado, e no Brasil ele só é possível a partir de 11,47 graus de latitude: Salvador alcança, Aracaju não.
Palavras-chave vertex, antivertex, vertex no mapa astral, latitude e vertex
Dentro dos trópicos o Vertex só cai em dois arcos curtos e opostos, e em Belém cada um tem sete graus. Quatro signos são possíveis em qualquer latitude; os outros oito entram em dois degraus, aos 11,47 e aos 20,15 graus. Veja o seu de graça aqui.
O Vertex nos 12 signos
O Sol nas 12 casas
O signo diz como; a casa diz onde. É a peça que mais depende da hora exata de nascimento.
Mercúrio nos 12 signos
O seu Mercúrio está no signo do seu Sol, no anterior ou no seguinte, e é ele que explica por que duas pessoas do mesmo signo pensam tão diferente.
Vênus nos 12 signos
O seu Vênus está no signo do seu Sol, nos dois anteriores ou nos dois seguintes, e é ele que explica por que duas pessoas do mesmo signo amam tão diferente.
