A astróloga Shelly Gonella cruzou o mapa de Donald Trump com os de Flávio Bolsonaro, de Lula e do Brasil, comparou o mapa dos Estados Unidos com o do Brasil e acompanhou o céu do segundo turno até a metade de 2027. As respostas, em três perguntas:
- Trump vai intervir no Brasil? O céu mostra pressão e influência de Washington sobre o Brasil, mais fortes em dezembro e em março de 2027. Ele não mostra a assinatura clássica de um confronto armado entre os dois países: a pressão tende a ser econômica, diplomática e de palavras.
- Como fica a economia? Saturno e Netuno passam pela casa do dinheiro do mapa do Brasil: um ano de ajuste nas contas e de incerteza sobre o valor das coisas, com qualquer vencedor.
- E a Bolsa? Otimismo até o segundo turno, porque o mercado aposta em Flávio, e risco de correção em dezembro, quando as promessas encontram os números.
O mercado já fez a sua aposta. Na sexta-feira antes da votação, a Bolsa brasileira fechou em alta de 2,63%, aos 192.115 pontos. Depois do resultado do primeiro turno, o principal fundo de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos subiu cerca de 10% ainda de madrugada. Os bancos americanos fazem as contas abertamente: o JPMorgan projeta o dólar a R$ 4,90 com uma vitória de Flávio e a R$ 5,50 com a reeleição de Lula.
Trump está olhando. No começo de outubro, perguntado se apoiaria Flávio, ele respondeu que está "observando tudo" e acompanhando a eleição "muito de perto". Em maio, recebeu Flávio no Salão Oval. O Departamento de Estado nega qualquer interferência no processo eleitoral.
E o tarifaço continua sem acordo. Os Estados Unidos mantêm tarifas sobre produtos brasileiros, o governo Lula recusou as exigências feitas para aliviá-las e fala em usar a Lei de Reciprocidade. Ao mesmo tempo, em 2025, Trump disse ter tido uma "excelente química" com Lula.
O Marte de Trump cai sobre o Descendente do Brasil, a dois décimos de grau. O Descendente é a casa dos outros países e dos adversários declarados, e Marte é a força, a pressão e o confronto. No mapa do Brasil, Trump ocupa exatamente o lugar do estrangeiro que pressiona. Foi o que aconteceu em 2025, com o tarifaço, e é o que o céu continua mostrando.
O Plutão de Trump faz quadratura ao Saturno do Brasil, a um décimo de grau. Saturno é a lei, as instituições e o governo; Plutão é o poder que quer transformar à força. É a pressão de Washington sobre as instituições brasileiras: sobre a Justiça, sobre as regras do comércio, sobre quem manda.
Os dois países também se cruzam. O Meio do Céu dos Estados Unidos, o ponto do governo americano, faz oposição exata ao Plutão do Brasil, que é o poder de fundo do país. São duas estruturas de poder que se encaram, e com interesses que se chocam com frequência.
O Sol de Trump cai sobre o Descendente de Flávio, a dois décimos de grau. Na leitura entre dois mapas, quem cai no Descendente do outro ocupa o lugar do parceiro, do aliado. A Vênus de Trump faz trígono à Lua de Flávio: há afinidade pessoal. Mas o Plutão de Trump faz quadratura ao Sol de Flávio, e Plutão sobre o Sol é o poder de um que pode encobrir a identidade do outro. É o risco de Flávio aparecer como subordinado, e é por isso que cada gesto dele na direção de Washington pode custar votos aqui dentro.
A Vênus de Trump cai sobre a Lua, o Marte e o Saturno de Lula, todos em Câncer. Vênus é a simpatia e o encontro. O céu explica a "excelente química" que Trump disse sentir em 2025: os dois se entendem pessoalmente, mesmo com os governos em choque. Com Lula, a pressão de Washington tende a ser comercial e negociada; com Flávio, tende a ser de aliança, e com o preço que toda aliança desigual cobra.
Em 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos fizeram uma operação militar na Venezuela e capturaram Nicolás Maduro, e Trump disse que a ação deveria servir de aviso a quem ameaçasse a soberania americana. Em setembro, na ONU, ele voltou a citar a operação como prova de que Washington está disposto a agir em todo o continente. Desde então, muita gente pergunta se o Brasil pode ser o próximo.
Na astrologia mundial, um confronto armado entre dois países costuma aparecer quando o Marte ou o Plutão de um cai sobre os ângulos ou sobre o Marte do outro, ou quando um eclipse atinge esses pontos. São os sinais clássicos de guerra.
O mapa dos Estados Unidos e o do Brasil não têm esse encontro: o Marte e o Plutão americanos não tocam os ângulos nem o Marte do Brasil. O contato mais tenso entre os dois é o do Marte americano com o Mercúrio brasileiro, que é atrito de palavras, de comércio e de negociação. E nenhum eclipse de 2026 ou de 2027 cai sobre o Marte ou sobre os ângulos do Brasil; o de fevereiro de 2027 faz oposição à Vênus do país, que fala de acordos e de comércio.
Três pontos pedem atenção. O Marte de Trump, o dele pessoalmente, cai sobre o Descendente do Brasil: a ameaça e a pressão vêm da figura dele, mais do que do país que ele governa. Plutão faz quadratura exata ao Marte do Brasil em 7 de dezembro, o que é pressão sobre as Forças Armadas brasileiras. E Marte passa três vezes sobre o Descendente do Brasil, a casa dos adversários declarados: em 18 de novembro de 2026, em 3 de março de 2027 e em 5 de maio de 2027. São os momentos de tom mais alto, de ameaças e de demonstrações de força.
O céu descreve pressão, ameaça e confronto de palavras, com picos em novembro, dezembro, março e maio. A assinatura de uma guerra ou de uma invasão não aparece. E Júpiter, que para sobre o Descendente do Brasil em dezembro, é o planeta da diplomacia e dos acordos: o caminho que o céu aponta para essa pressão é a negociação. Analistas de política externa chegam ao mesmo lugar por outro caminho: pelo tamanho e pelas instituições do Brasil, a pressão americana tende a ser econômica, diplomática e institucional.
A astrologia lê tendências e não apaga o imprevisto. O que ela pode dizer é que o desenho do céu, hoje, é de pressão e de negociação.
Dezembro é o mês da pressão de fora. Em 12 de dezembro, Júpiter para no céu sobre o Descendente do Brasil, a casa dos outros países. Na transição de governo, a relação com os Estados Unidos entra no centro da pauta: acordos, tarifas, declarações.
Na posse, Júpiter passa sobre o Marte de Trump. Em 5 de janeiro de 2027, Trump está num momento de expansão e de ação. É quando ele tende a se mover: anunciar, cobrar, negociar em voz alta.
Em meados de 2027, o céu pesa sobre o próprio Trump. Saturno faz quadratura ao Saturno dele, e Netuno faz oposição ao Netuno dele. São trânsitos de limite e de desgaste, que pedem que ele divida a atenção com os próprios problemas. A pressão sobre o Brasil tende a perder força a partir daí.
Saturno e Netuno, que se encontraram em fevereiro no começo de Áries, passam pela casa 2 do mapa do Brasil, que é a casa do dinheiro, da renda e do valor da moeda. Saturno é o ajuste, o corte e a conta que chega; Netuno é a incerteza, a inflação das expectativas e aquilo que não se vê com clareza.
Juntos, eles descrevem um ano em que o país precisa arrumar as contas sem saber direito quanto as coisas valem. Os economistas dizem o mesmo com outras palavras: o economista-chefe do Citi para o Brasil calcula que é preciso um ajuste de 3% a 3,5% do PIB para estabilizar a dívida pública. O céu acrescenta um dado que importa: esse ajuste vem com qualquer vencedor, porque Saturno passa pela casa 2 do próprio país.
Até o segundo turno, o clima é de otimismo. No dia da votação, Júpiter, o planeta da expansão e da confiança, faz trígono ao Ascendente de Flávio. O mercado, que já aposta nele, vive esse trânsito antes do resultado.
Em dezembro, aparece o risco de correção. Em 12 de dezembro, Netuno para em oposição exata ao Júpiter de Flávio, o regente do mapa dele. Júpiter é a promessa; Netuno é a ilusão. É o momento em que a euforia encontra os números, e em que as expectativas grandes demais tendem a ser revistas para baixo.
Se Lula vencer, o mercado, pelas projeções dos próprios bancos, reage com dólar mais alto. O céu da casa 2 do Brasil continua o mesmo: o ajuste nas contas espera qualquer governo.
O dinheiro é, no fundo, uma crença: uma nota vale o que todos acreditam que ela vale. É por isso que Netuno, o planeta da crença, mexe tanto com as moedas e com as bolsas. O mercado sobe e desce com aquilo que as pessoas esperam, muito antes de qualquer fato. Ler o céu de uma economia é ler o humor de uma crença coletiva. Neste fim de 2026, ele oscila entre a esperança de um governo novo e o ajuste que espera qualquer vencedor.
Em resumo, as respostas desta pesquisa são estas:
- Trump vai intervir no Brasil? O céu mostra pressão e influência de Washington sobre o Brasil, mais fortes em dezembro e em março de 2027. Ele não mostra a assinatura clássica de um confronto armado entre os dois países: a pressão tende a ser econômica, diplomática e de palavras.
- Como fica a economia? Saturno e Netuno passam pela casa do dinheiro do mapa do Brasil: um ano de ajuste nas contas e de incerteza sobre o valor das coisas, com qualquer vencedor.
- E a Bolsa? Otimismo até o segundo turno, porque o mercado aposta em Flávio, e risco de correção em dezembro, quando as promessas encontram os números.
Os dados desta pesquisa: Donald Trump, 14/6/1946, 10h54, Jamaica (Nova York), classificação AA no Astro-Databank. Estados Unidos, 4/7/1776, 17h10, Filadélfia. Brasil, 7/9/1822, 16h30, Ipiranga (São Paulo). Lula, 27/10/1945, 6h10, Caetés (PE). Flávio Bolsonaro, 30/4/1981, 20h10, Resende (RJ), classificação AA no Astro-Databank. Zodíaco tropical, casas de Placidus.
E as perguntas que mais chegam sobre este assunto, com a resposta curta:
Os Estados Unidos podem fazer uma intervenção militar no Brasil? Na pesquisa da astróloga Shelly Gonella, o céu mostra pressão e ameaça, com picos em novembro de 2026 e em março e maio de 2027, mas não a assinatura clássica de um confronto armado entre os dois países: o Marte e o Plutão dos Estados Unidos não tocam os ângulos nem o Marte do Brasil, e nenhum eclipse atinge esses pontos.
Trump vai intervir no Brasil? Na pesquisa da astróloga Shelly Gonella, o céu mostra pressão e influência de Washington sobre o Brasil, que já aparecem nas tarifas e nas declarações, e que ficam mais fortes em dezembro, quando Júpiter para sobre o Descendente do mapa do Brasil, a casa dos outros países.
Como fica a economia do Brasil em 2027 pela astrologia? Saturno e Netuno passam pela casa 2 do mapa do Brasil, a do dinheiro: é um ano que pede ajuste nas contas e que traz incerteza sobre o valor das coisas. O ajuste vem com qualquer vencedor.
O que o céu mostra para a Bolsa? Otimismo até o segundo turno, com Júpiter em trígono ao Ascendente de Flávio, e risco de correção em dezembro, quando Netuno para em oposição ao Júpiter dele e as promessas encontram os números.