A desconfiança sobre a urna eletrônica é um dos assuntos mais falados desta eleição. A astróloga Shelly Gonella levantou o céu do segundo turno sobre o mapa do Brasil para responder a uma pergunta direta: o céu indica fraude?
- O céu indica fraude nas urnas? Não. O céu do segundo turno mostra um clima forte de desconfiança e boato sobre a tecnologia da votação. Fraude se prova com evidência, e em 30 anos de urna eletrônica nenhuma foi comprovada.
- Por que tanta gente desconfia? No dia da votação, Netuno, o planeta da névoa e do boato, toca o próprio Netuno do Brasil e o Urano do país, que rege a tecnologia.
- Como termina? A contestação vai para a Justiça e dura até meados de novembro, quando Mercúrio volta a andar direto sobre o Marte do Brasil: a discussão se encerra com firmeza das instituições.
A pergunta sobre fraude voltou a circular em 2026, como em 2018 e em 2022. Ela aparece em mensagens encaminhadas, em vídeos sem origem, em pedidos de voto impresso e em perguntas sinceras de quem simplesmente não entende como a máquina funciona. Depois de um primeiro turno decidido por menos de dois pontos, a dúvida ganhou força dos dois lados: quem perde suspeita, e quem ganha teme que a vitória seja contestada.
Esta pesquisa não afirma que houve fraude, e não afirma que haverá. Ela trata do assunto porque ele está no ar, e porque o céu explica muito bem por que ele está no ar.
A astrologia lê o clima de um momento: o que as pessoas sentem, temem e discutem, e para onde um conflito tende a ir. Ela é muito boa nisso. Fraude é outra coisa: é um fato que se prova com documentos, perícia e testemunho. Nenhum mapa substitui uma prova, e nenhuma astróloga séria acusa alguém de crime pelo céu.
Por isso a pergunta certa para o céu é outra: por que tanta gente desconfia, e onde essa desconfiança vai parar? Para essa pergunta, o céu do segundo turno tem respostas muito claras.
No dia 25 de outubro, Netuno passa em quadratura exata ao Netuno do mapa do Brasil, a três décimos de grau. Netuno é a crença, o sonho e também a névoa: tudo aquilo que não se vê com nitidez e que, por isso, se imagina. Quando o Netuno do céu bate no Netuno de um país, a crença coletiva entra em crise. O que era confiança vira suspeita, e o boato corre mais depressa que o fato.
É o clima das mensagens encaminhadas, dos vídeos sem origem e das certezas sem prova. Esse céu mostra a suspeita em toda parte, sem dizer se ela é verdadeira.
No mesmo dia, Netuno faz quadratura ao Urano do Brasil, a pouco mais de um grau. Urano é o planeta da tecnologia, da eletricidade e das máquinas. Netuno sobre Urano é a névoa sobre a tecnologia: a dificuldade de confiar naquilo que funciona sem que se veja por dentro.
A urna eletrônica é exatamente isso para a maior parte dos eleitores. O céu explica com precisão por que a máquina vira o centro da dúvida nesta eleição.
Na véspera da votação, Mercúrio para no céu e começa a retrogradar em Escorpião 20°, dentro da casa 9 do Brasil, que é a casa da Justiça e das leis. Mercúrio é a contagem, a palavra e o documento. Retrógrado, ele revê: recursos, pedidos de recontagem, discursos que não aceitam o número. Na casa 9, tudo isso vai parar nos tribunais.
Mercúrio volta a andar direto em 13 de novembro, e nesse dia passa sobre o Marte do mapa do Brasil. Marte é a força e a firmeza. É o desenho de uma discussão que se encerra por decisão firme das instituições.
Há ainda Plutão em quadratura ao Marte do Brasil durante todo o período: pressão sobre as forças de segurança, chamadas a garantir a ordem enquanto a disputa corre.
A urna eletrônica é usada no Brasil desde 1996. Em 30 anos, nenhuma fraude foi comprovada. Ela passa por testes públicos de segurança, em que especialistas de fora tentam invadi-la, e cada urna imprime, ao fim da votação, um boletim com os votos daquela seção, que fica afixado no local e é publicado na internet. Em 2022, o relatório das Forças Armadas sobre o sistema eletrônico não apontou fraude.
Mesmo assim, a dúvida existe, e o céu desta eleição indica que ela vai ser grande.
Toda democracia depende de acreditar em algo que não se vê funcionar. Ninguém confere pessoalmente os votos do país inteiro, assim como ninguém confere o motor do avião antes de embarcar. A confiança é o que liga milhões de pessoas a um resultado que elas não testemunharam. Quando ela se rompe, nenhuma prova parece suficiente.
Os gregos antigos separavam a opinião, que é o que se acha, do conhecimento, que é o que se pode demonstrar. A dúvida é saudável quando pede demonstração, e corrosiva quando recusa qualquer demonstração. É a diferença entre investigar e desconfiar de tudo.
Um ditado antigo diz que a mentira dá a volta ao mundo enquanto a verdade ainda calça os sapatos, e o trânsito de Netuno sobre o Netuno do Brasil descreve um período assim. A astrologia pode ajudar a reconhecer o clima e a não se deixar levar por ele: quando o céu está cheio de névoa, a pergunta mais sábia é sempre "onde está a prova?".
Em resumo, as respostas desta pesquisa são estas:
- O céu indica fraude nas urnas? Não. O céu do segundo turno mostra um clima forte de desconfiança e boato sobre a tecnologia da votação. Fraude se prova com evidência, e em 30 anos de urna eletrônica nenhuma foi comprovada.
- Por que tanta gente desconfia? No dia da votação, Netuno, o planeta da névoa e do boato, toca o próprio Netuno do Brasil e o Urano do país, que rege a tecnologia.
- Como termina? A contestação vai para a Justiça e dura até meados de novembro, quando Mercúrio volta a andar direto sobre o Marte do Brasil: a discussão se encerra com firmeza das instituições.
Os dados desta pesquisa: Brasil, 7/9/1822, 16h30, Ipiranga (São Paulo). Trânsitos de 24 e 25 de outubro e de 13 de novembro de 2026, calculados para Brasília. Zodíaco tropical, casas de Placidus, horários de Brasília.
E as perguntas que mais chegam sobre este assunto, com a resposta curta:
O céu indica fraude nas urnas em 2026? Não. Na pesquisa da astróloga Shelly Gonella, o céu do segundo turno mostra um clima forte de desconfiança e boato sobre a tecnologia da votação, e uma contestação levada à Justiça. Fraude se prova com evidência, e em 30 anos de urna eletrônica nenhuma foi comprovada.
Por que tanta gente desconfia da urna eletrônica? No dia da votação, Netuno, o planeta da névoa e do boato, faz quadratura exata ao Netuno do mapa do Brasil e também toca o Urano do país, que rege a tecnologia. É o desenho de um país em dúvida sobre aquilo em que acredita, e sobre a máquina.
Até quando dura a contestação do segundo turno? Até meados de novembro. Mercúrio, o planeta da contagem e da palavra, para e começa a retrogradar na casa da Justiça do Brasil na véspera da votação, e só volta a andar direto em 13 de novembro.