
Descubra o seu signo pela data de nascimento
A conta é a mesma efeméride que calcula o mapa astral deste site, e vale para quem nasceu entre 1900 e 2100.
Personalidade e essência
Quem é de verdade segundo o seu mapa: o seu jeito, os seus pontos fortes e o que o move.
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A sua data cai na virada de signo. O Sol entrou em {para} em {quando}, quem nasceu antes desse instante é de {de}, e quem nasceu depois é de {para}.
Esta página responde de 1900 a 2100, e a data que digitou está fora desse intervalo.
Se nasceu noutro país, troque o fuso abaixo antes de comparar com a sua hora de nascimento.
Descobrir o seu signo pela data pode ser lido como o primeiro passo de uma investigação: a data responde em que signo estava o Sol quando nasceu, e só isso. É uma informação verdadeira e é pouca: um doze avos da humanidade nasceu na mesma faixa que a sua, e ninguém imagina conhecer meio bilião de pessoas por saber isso. Mesmo assim vale a pena saber, e saber com precisão, porque a resposta que circula por aí erra num caso em cada dez, e erra sempre nas mesmas datas.
O que a data não responde é o resto do mapa. A Lua fica cerca de dois dias e meio em cada signo e muda umas doze vezes por mês, por isso em cerca de doze dias em cada trinta é a hora que decide o signo dela; o Ascendente muda a cada duas horas e depende também da cidade; as doze casas saem do Ascendente e por isso não existem sem hora nem lugar. Só com a data, tem o Sol, e o Sol é uma peça de dez.
A história do «meu signo» é a história de uma simplificação. Na tradição que chega até nós por Ptolomeu, o zodíaco é dividido em doze fatias iguais de 30 graus a partir do equinócio de março, e cada signo tem elemento, modalidade e regente. O Sol foi sempre uma peça entre outras; foi a coluna de jornal do século XX que fez dele o signo de toda a gente, porque era a única peça que a data bastava para conhecer. Essa história está contada em a história do horóscopo.
A tabela de signos que já viu erra porque supõe que a mudança acontece no mesmo dia todos os anos. O Sol entra em Carneiro no instante do equinócio, e esse instante anda: em cada ano chega cerca de seis horas mais tarde do que no anterior, até que o ano bissexto o empurra um dia para trás. As doze fronteiras fazem a mesma dança, e o resultado é que nenhuma delas cai num dia fixo. Um exemplo que dá para confirmar: todas as tabelas impressas dizem que Sagitário começa a 22 de novembro. Para quem nasceu em São Paulo a 22 de novembro de 1995, às três da tarde, a tabela disse a vida inteira Sagitário, e o Sol estava em Escorpião. Nesse ano o Sol só entrou em Sagitário às 17h01, e o país estava em hora de verão, o que muda a conta em mais uma hora. O nascimento ficou deste lado da linha por duas horas.
É isto que a máquina no alto desta página faz de diferente: não tem tabela de datas. Tem os 2.436 instantes em que o Sol muda de signo entre 1900 e 2100, calculados um a um com a mesma efeméride que o site usa para montar o mapa, e confirmados contra os equinócios e os solstícios, que são exatamente quatro dessas mudanças.
As faixas de verdade, medidas para quem nasceu entre 1930 e 2025, são estas: Carneiro, de 20 ou 21 de março a 18, 19 ou 20 de abril; Touro, de 19, 20 ou 21 de abril a 19, 20 ou 21 de maio; Gémeos, de 20, 21 ou 22 de maio a 19, 20 ou 21 de junho; Caranguejo, de 20, 21 ou 22 de junho a 21 ou 22 de julho; Leão, de 22 ou 23 de julho a 21, 22 ou 23 de agosto; Virgem, de 22, 23 ou 24 de agosto a 21, 22 ou 23 de setembro; Balança, de 22, 23 ou 24 de setembro a 21, 22 ou 23 de outubro; Escorpião, de 22, 23 ou 24 de outubro a 20, 21 ou 22 de novembro; Sagitário, de 21, 22 ou 23 de novembro a 20 ou 21 de dezembro; Capricórnio, de 21 ou 22 de dezembro a 18, 19 ou 20 de janeiro; Aquário, de 19, 20 ou 21 de janeiro a 17 ou 18 de fevereiro; e Peixes, de 18 ou 19 de fevereiro a 19 ou 20 de março. Repare que nenhum signo tem data fixa. É por isso que um dia de fronteira se resolve com a hora, e com tabela nenhuma.
O Sol pode ser lido como o projeto da vida: para onde cresce quando ninguém está a mandar. O humor, o modo de conversar e a primeira impressão têm outros donos no mapa; o Sol fala da direção. Por isso o signo solar costuma descrever melhor uma vida adulta do que uma infância: é a peça que se conquista. Aos vinte anos, muitos de nós ainda estamos a viver a Lua, o que veio de casa, e o Sol chega depois, por escolha. E ele descreve o como, mais do que o onde. Dois Sóis em Leão podem levar vidas que não se parecem: um na casa 6, a gastar o brilho num ofício diário; outro na casa 10, a gastar o mesmo brilho num cargo público. O signo é igual e a vida não é.
Que pergunta humana mora em «qual é o meu signo»? Talvez a vontade de ter reconhecimento por uma palavra, de caber num nome que os outros entendam. Schopenhauer escreveu, nos Parerga e Paralipomena: "Todo o homem toma os limites do seu próprio campo de visão pelos limites do mundo." O signo solar pode funcionar assim: uma janela verdadeira, que às vezes tomamos pela casa inteira. E Lao Tsé, no Tao Te Ching, lembrava: "Quem conhece os outros é sábio; quem conhece a si mesmo é iluminado." O signo é um começo de conversa consigo, e o resto do mapa é onde essa conversa continua.
Ler só o signo solar é ler uma letra de um nome. O mapa tem dez corpos, doze casas, um Ascendente e os aspetos entre tudo isto, e é a combinação que descreve alguém. Dois mapas com o mesmo Sol podem comportar-se de modo oposto à mesa de jantar. Um Sol em Balança com Marte em Carneiro pode ser o mais diplomata da sala e o que pior briga quando finalmente briga; o mesmo Sol em Balança com Marte em Peixes pode sair do conflito antes de ele começar. O signo do Sol não separa os dois; o mapa separa. É por isso que o horóscopo de revista soa vago: é escrito para um doze avos da população, e uma peça sozinha diz pouco.
Existe aqui uma tensão que vale a pena investigar. Se nos reconhecemos no nosso signo, conseguimos ainda notar o que em nós escapa a ele? E se não nos reconhecemos, conseguimos perguntar o que diz o resto do mapa, em vez de concluir que nada daquilo serve?
O texto do seu signo solar está no nome dele, na lista de faixas acima, e é o passo seguinte natural: descreve a direção da sua vida com o pormenor que uma frase de resposta não alcança. Depois dele, dois caminhos valem a pena. O primeiro é a Lua nos 12 signos, a peça que descreve o que sente antes de pensar, e que muita gente reconhece mais depressa do que o próprio Sol. Para saber em que signo ela estava quando nasceu, use a calculadora da Lua. O segundo é o Ascendente nos 12 signos, o modo como chega antes de abrir a boca; a calculadora de ascendente diz qual é o seu. Os dois pedem a hora de nascimento, e é aí que a data sozinha chega ao fim do que pode dizer.
Se quiser ir além do signo, o Mapa astral básico lê o Sol, a Lua e o Ascendente juntos, a leitura Personalidade e essência se dedica à construção de si a partir desses três pontos, e o Mapa astral completo lê o mapa inteiro, peça por peça.
A pergunta que fica é: o que em si o seu signo explica bem, e o que deixa de fora?
Algumas perguntas que costumam surgir sobre o signo pela data:
Nasci no dia da virada. Como descubro o meu signo? Com a hora. A máquina no alto desta página diz o instante exato em que o Sol mudou de signo nesse dia, no fuso que escolher: se nasceu antes dessa hora, o Sol estava no signo anterior. Num dia de fronteira, a resposta depende da hora, e uma resposta sem ela seria um palpite.
O meu signo muda de um ano para o outro? O seu não muda nunca: foi fixado no instante em que nasceu. O que muda de ano para ano é a data em que cada signo começa. Nascer a 20 de abril pode dar Carneiro num ano e Touro noutro, e as duas respostas estão certas para os dois nascimentos.
Preciso da hora de nascimento para saber o signo do Sol? Em 93 de cada 100 datas, não: o Sol passa cerca de trinta dias em cada signo, e a resposta é a mesma em qualquer fuso do planeta. Nas outras 7, sim: são os dias em que a mudança acontece, e nesses a hora decide. A máquina desta página só pede a hora quando ela realmente faz diferença.
Existem treze signos? E Ofiúco? Não, e a confusão tem uma explicação simples. O zodíaco que a astrologia ocidental usa divide o círculo em doze fatias iguais de 30 graus a partir do equinócio, sem seguir as constelações. Ofiúco é uma constelação, e as constelações têm tamanhos irregulares: são outra coisa, com outro propósito. Os doze signos funcionam como medida de tempo, e as constelações como desenho no céu.
Qual é a diferença entre o meu signo, o meu ascendente e o meu signo lunar? São três peças diferentes do mesmo mapa. O signo do Sol é a direção da sua vida e sai da data. O signo da Lua é o que sente antes de pensar, muda a cada dois dias e meio e precisa da hora. O Ascendente é o modo como chega, muda a cada duas horas e precisa da hora e da cidade. Quando os três se confundem, a astrologia parece contradizer-se, e está apenas a falar de coisas distintas.
Em resumo, a data de nascimento responde ao signo do Sol, e só a ele: a hora entra nos dias de mudança, que nenhuma tabela fixa resolve, e a máquina desta página responde de 1900 a 2100 com os instantes calculados. O Sol pode ser lido como a direção da vida, uma peça de dez, e a Lua, o Ascendente e as casas pedem a hora e a cidade.
Palavras-chave signo solar, data de nascimento, virada de signo, zodíaco
O signo do Sol é uma peça de dez. A Lua muda de signo a cada dois dias e meio, o Ascendente a cada duas horas, e as doze casas saem do Ascendente, nenhum dos três sai da data sozinha. Dá para calcular o mapa inteiro de graça aqui.
