
As respostas desta pesquisa, em três perguntas:
Quem venceu a segunda volta? Lula, com 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% de Flávio Bolsonaro.
O que a pesquisa astrológica dizia? Que a maior tendência era de Flávio, com 68% dos sinais astrológicos, e que a chance de Lula existia, com 32%.
O que a astrologia revelou? Os sinais de Lula estavam no céu e foram publicados antes da votação. A chance menor, escrita na conta desde o primeiro dia, foi a que aconteceu, e o que ela ensina está neste artigo.
Em 5 de outubro publiquei Segunda volta 2026: a previsão astrológica e Existe chance de Lula ganhar a segunda volta?. Os dois davam a maior tendência a Flávio, com 68% dos sinais, e diziam que a chance de Lula existia: perto de uma em três. Escrevi também que a conta ficaria como estava até ao dia 25 e que, se ela errasse, o erro seria estudado aqui, em público. É o que este artigo faz.
Os 68% mediam o peso dos sinais do céu que apontavam para cada lado, e o marcador sempre foi da urna. Um em três é pouco e está longe de ser nada: quando a previsão do tempo dá 30% de chuva, chove num de cada três dias assim.
Vénus voltou para Balança, o próprio domicílio, às 6h da manhã da votação. Na técnica de astrologia horária feita em 3 de outubro, Vénus era Lula, e o planeta que recupera a força no dia do desfecho é o que vence. Às 8h, o Ascendente da abertura das urnas fazia sextil à Vénus natal dele: a manhã da votação abriu uma porta para o carisma de Lula.
Marte passava a menos de dois graus do Meio do Céu de Lula, o ponto do cargo e da carreira: a força de quem disputa até ao último dia. O Sol do céu estava a pouco mais de um grau do Sol natal dele, dois dias antes do aniversário de 27 de outubro, o período do ano em que a vitalidade pessoal se renova. E Saturno fazia trígono ao Plutão de Lula, o desenho da resistência que marca a carreira dele inteira.
Por baixo de tudo havia o vínculo com o país. O Sol de Lula cai sobre o Marte do Brasil, a um décimo de grau, e o Neptuno dele faz trígono à Lua do Brasil, que num mapa de país é o povo. Esses contactos explicam por que ele chega forte a todas as eleições que disputa, e desta vez eles pesaram mais do que a conta lhes deu.
Na madrugada de 26 de outubro há Lua Cheia em Touro 3°50′, em quadratura a Plutão, e a menos de meio grau do Marte de Flávio. É a força combativa do lado derrotado exposta no momento em que o sentimento do país está mais alto: protesto, estrada bloqueada, discurso inflamado. No dia 27, Lula faz anos, e o mapa da revolução solar dele para o ano que começa tem Saturno e Neptuno na casa 10, a do cargo. É um quarto mandato que começa pesado: responsabilidade grande e contorno pouco nítido, com promessas que vão pedir mais do que o orçamento permite.
Mercúrio ficou retrógrado na véspera da votação, sobre o Ascendente de Lula, e só volta a andar direto em 13 de novembro. Ele passa pela casa 9 do Brasil, a da Justiça. São três semanas de recontagem pedida, recurso e discurso que não aceita o número, como está em Fraude nas urnas em 2026? O que o céu mostra. Neptuno em quadratura ao Neptuno e ao Urano do país descreve o clima de desconfiança sobre a urna, e a astrologia, ali como aqui, não afirma fraude: a fraude prova-se com documento. Em 13 de novembro, Mercúrio e Vénus voltam a andar direto ao mesmo tempo. Vénus é o planeta de Lula na técnica de astrologia horária, e o dia em que ela retoma o movimento é o dia em que o resultado se firma.
Em 18 de novembro, Marte passa pelo Descendente do Brasil, a casa dos adversários declarados e dos outros países. É a primeira de três passagens, e a pressão vem de fora também: o Marte de Trump cai exatamente nesse ponto do mapa do Brasil, como está em Trump vai intervir no Brasil?. Com Lula no governo, o céu e os analistas apontam para o mesmo lugar: pressão comercial e diplomática, com negociação.
Em 2 de dezembro, Plutão faz quadratura exata ao Sol de Lula, a passagem mais forte desse trânsito. É o mês em que a pressão sobre a figura dele chega ao máximo, mesmo vitorioso: cobrança, oposição dura, o peso de governar um país dividido ao meio. Em 6 de dezembro, Plutão faz quadratura exata ao Marte do Brasil, pressão sobre a segurança e as Forças Armadas. Em 12 de dezembro, Júpiter para sobre o Descendente do Brasil: a relação com os Estados Unidos entra no centro da agenda, e Júpiter é o planeta dos acordos.
O ingresso do Sol em Capricórnio, em 21 de dezembro, rege os três meses seguintes. O Meio do Céu desse mapa cai sobre a Lua de Flávio, a menos de um grau. Com Lula eleito, é a figura de Flávio que continua visível no trimestre da posse: ele sai da eleição como o rosto da oposição.
A tomada de posse é a 5 de janeiro de 2027, às 15h, em Brasília.
Às 15h, o Ascendente da posse está em Touro 24°, em sextil ao Marte e ao Saturno de Lula, a menos de um grau. Marte e Saturno juntos são a disciplina de quem já governou três vezes: o momento em que ele recebe a faixa conversa com a experiência dele. Vénus, a regente desse Ascendente, faz trígono à Lua de Lula, a um grau e meio, e a Lua é o povo: há afeto entre ele e quem o elegeu no dia da cerimónia.
O cargo, porém, chega gasto. Vénus está em Escorpião, em exílio, e o regente da casa 10, Saturno, está em Carneiro, em queda. É um governo que começa dependente do Congresso e dos aliados. Plutão continua em quadratura ao Sol de Lula, e Saturno faz oposição ao Neptuno dele: o ano pede que as promessas caibam na realidade.
O resultado deixa três lições para a pesquisa.
A técnica de astrologia horária de 3 de outubro deu Lula na primeira volta e Lula na segunda. A primeira parte não se confirmou, e a segunda sim. Na tradição dessa técnica, o mapa responde à pergunta que foi feita, e a pergunta de fundo era quem governaria o país. A primeira volta foi uma etapa do caminho, e a resposta final veio no dia 25.
Na conta, a sinastria de Lula com o Brasil entrou com peso fraco, porque é permanente e não muda de uma volta para a outra. O resultado mostra que, para quem já governou o país três vezes, esse vínculo pesa mais. Na próxima pesquisa, a sinastria de quem já ocupou o cargo entra com peso maior.
A viragem da conta para Flávio, depois da primeira volta, veio da hora de nascimento dele, com classificação AA no Astro-Databank, numa certidão que eu não vi. Se a hora estiver errada, vários sinais que contaram a favor dele caem. Conferir a hora na fonte passa a ser o primeiro passo de qualquer pesquisa eleitoral.
Para nós, enquanto sociedade: metade do país acordou feliz no dia 26, e a outra metade acordou com medo. As duas metades vão dividir a mesma rua, o mesmo hospital e a mesma conta da luz pelos próximos quatro anos. Uma democracia depende de quem perde aceitar o resultado e continuar a participar, a cobrar e a fiscalizar, e de quem ganha governar também para quem não votou nele.
Os gregos antigos diziam que a cidade é feita de pessoas diferentes, e que é a diferença que a obriga a conversar. O céu de novembro e dezembro mostra pressão, contestação e confronto. Mostra também Júpiter, o planeta dos acordos, parado no ponto do mapa do Brasil que fala do outro. O clima de uma época lê-se no céu, e o que se faz com ele é escolha nossa.
Para nós, astrólogas e astrólogos: publicar uma previsão com data, número e método é expor-se, e é isso que dá valor ao trabalho. Esta eleição deixa três lições de ofício. A primeira: perguntar à técnica de astrologia horária uma coisa de cada vez, e dar-lhe a palavra final sobre a pergunta que ela respondeu. A segunda: dar ao vínculo entre um candidato e o país o peso que a história dele mostra. A terceira: conferir a hora de nascimento na fonte antes de deixar que ela se torne uma conta inteira.
E uma lembrança: uma conta de 68% erra uma vez em cada três, e só se julga com várias eleições lidas pelo mesmo método. O céu não falhou em 25 de outubro. Os sinais de Lula estavam lá, foram publicados e aconteceram. O trabalho agora é pesá-los melhor na próxima vez.
Em resumo, as respostas desta pesquisa são estas:
Quem venceu a segunda volta? Lula, com 51,76% dos votos válidos.
O que a pesquisa astrológica dizia? Flávio com 68% dos sinais e Lula com 32%: a chance de Lula estava na conta e aconteceu.
O que vem até à posse? Contestação até 13 de novembro, pressão de fora em novembro e dezembro, o ponto mais duro para Lula a 2 de dezembro e uma posse em que a experiência dele conversa com o céu.
Os dados desta pesquisa: Brasil, 7/9/1822, 16h30, Ipiranga (São Paulo). Lula, 27/10/1945, 6h10, Caetés (PE). Flávio Bolsonaro, 30/4/1981, 20h10, Resende (RJ), classificação AA no Astro-Databank. Técnica de astrologia horária, 3/10/2026, 11h44, Porto Ferreira (SP). Abertura das urnas da segunda volta, 25/10/2026, 8h, Brasília. Posse, 5/1/2027, 15h, Brasília. Zodíaco tropical, casas de Placidus, horários de Brasília.
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