Na pesquisa da astróloga Shelly Gonella, com a hora de nascimento de Flávio Bolsonaro tirada da certidão, a conta deixa de ser um empate. As respostas, em três perguntas:
- Quem vence as eleições 2026? Flávio Bolsonaro, com uma contestação que vai até meados de novembro e um governo que começa sob pressão. É para ele que aponta a maior parte dos sinais do céu analisados pela astróloga Shelly Gonella, dos mapas do trimestre da eleição ao mapa da posse.
- Quem vence a segunda volta? A maior tendência está do lado de Flávio, com 68% dos sinais astrológicos.
- Existe chance de Lula ganhar? Existe, e é baixa: 32% dos sinais astrológicos. Quase toda a chance de Lula vem da técnica de astrologia horária. E a primeira leitura da astróloga Shelly Gonella, com a técnica de astrologia horária no centro, deu Lula à frente na primeira volta e Lula a vencer a segunda, por pouco. A primeira volta revelou a fragilidade da técnica de astrologia horária, porque quem saiu à frente foi Flávio.
As contas completas estão em Eleições 2026: o que o céu mostrou na primeira volta e o que vem até à posse. Este artigo olha de perto o lado de Lula: onde está a chance dele, o que pesa contra e o que faria a conta mudar de lado.
Antes da análise, as técnicas desta pesquisa, em palavras simples:
- Mapa astral: o desenho do céu no minuto e no lugar em que uma pessoa nasce. Para ser feito, precisa da data, da hora e da cidade de nascimento.
- Ascendente e Meio do Céu: os dois pontos do mapa que dependem da hora exata. O Ascendente é o signo que nascia no horizonte e fala da pessoa e da imagem dela; o Meio do Céu é o ponto mais alto do mapa e fala da carreira e do lugar público.
- Técnica de astrologia horária: o mapa do céu no minuto em que a astróloga faz uma pergunta, aqui "qual dos dois tem mais chance de ganhar a presidência?". Cada candidato passa a ser um planeta, e a resposta sai da força de cada um e da relação entre os dois. Ela não depende da hora de nascimento de ninguém.
- Sinastria: a comparação entre dois mapas, colocados um sobre o outro. Nesta pesquisa, o mapa de cada candidato sobre o mapa do Brasil, para ver como cada um se liga ao país.
- Trânsitos: onde os planetas estão no céu num certo dia, e sobre que ponto do mapa de nascimento de alguém eles passam. É a técnica que mostra o que está a acontecer à pessoa naquele período.
- Mapa de evento: o mapa do céu de um acontecimento, como a abertura das urnas ou a posse, calculado para Brasília.
- Ingresso: o mapa do instante em que o Sol entra no signo que abre uma estação. Na astrologia mundial, que é a astrologia dos países, ele descreve os três meses seguintes de um país.
- Ciclos e eclipses: os encontros entre os planetas mais lentos, que marcam décadas, e os eclipses, que marcam meses. Eles dão o clima de uma época.
- Revolução solar, progressões e arco solar: técnicas de previsão pessoal. A revolução solar é o mapa do aniversário e descreve o ano que começa; as progressões e o arco solar fazem o mapa de nascimento andar no tempo.
A chance de Lula está em dois lugares: na técnica de astrologia horária, que é o único método desta eleição que não depende da hora de nascimento de ninguém, e na hora de Flávio, que vem de uma certidão que ninguém de fora viu.
É o argumento mais forte do lado dele. No mapa da técnica de astrologia horária que Shelly Gonella levantou em 3 de outubro, às 11h44, em Porto Ferreira, Lula é Vénus e Flávio é Marte. Vénus estava em Escorpião, signo onde perde força, sob o poder de Marte, e foi esse lado da técnica de astrologia horária que a primeira volta mostrou. Mesmo assim, a primeira leitura, feita na véspera, deu Lula à frente na primeira volta, e a primeira volta revelou a fragilidade da técnica de astrologia horária, porque quem saiu à frente foi Flávio.
No dia 25, Vénus muda de situação. Às 6h da manhã da votação, antes de as urnas abrirem, Vénus volta para Balança, o próprio domicílio. Na tradição da técnica de astrologia horária, o planeta que recupera a dignidade no dia do desfecho ganha força. Somados os sinais, a técnica de astrologia horária fica com Lula, por pouco.
O fecho da contestação também passa por Vénus. Em 13 de novembro, ela volta a andar direto. Na técnica de astrologia horária, é o planeta de Lula a retomar o movimento no dia em que a disputa destrava.
A abertura das urnas toca a Vénus dele. Às 8h do dia 25, o Ascendente de Brasília, em Sagitário 9°, faz sextil à Vénus natal de Lula, a um grau. No mapa dele, Vénus é a capacidade de agradar e de ser escolhido, e a manhã da votação começa a olhar para ela.
Marte passa pelo Meio do Céu de Lula. No dia da votação, Marte está em Leão 15°, a menos de dois graus do Meio do Céu dele. É a força de quem briga pelo cargo até ao fim. Marte também faz sextil ao Júpiter e ao Urano natais de Lula, que dão fôlego à campanha na reta final.
O Sol aproxima-se do Sol dele. Lula faz aniversário em 27 de outubro, dois dias depois da votação. No dia 25, o Sol do céu já está a pouco mais de um grau do Sol natal, que é o período do ano em que a vitalidade pessoal se renova, e faz trígono ao Nodo Norte dele.
Saturno faz trígono ao Plutão de Lula. É resistência, a capacidade de aguentar pressão por muito tempo, que é a marca da carreira dele.
A sinastria de Lula com o mapa do Brasil tem contactos muito exatos, e eles explicam porque ele chega competitivo a todas as eleições que disputa:
- O Sol de Lula cai sobre o Marte do Brasil, a 0,1°: a identidade dele colada à força de ação do país.
- O Neptuno de Lula faz trígono à Lua do Brasil, a 0,2°. A Lua, num mapa de país, é o povo; Neptuno é a imagem e a devoção. É o desenho de um vínculo afetivo com o eleitor.
- O Marte e o Saturno de Lula fazem trígono ao Meio do Céu do Brasil, a menos de um grau: a ligação dele com o lugar do governo, que já ocupou em três mandatos.
Esses contactos são permanentes, e por isso pesam pouco na conta de uma volta específica. Explicam porque Lula chega sempre forte à disputa; quem decide o dia são os mapas do momento.
O céu também cobra caro a Lula neste fim de outubro. Plutão está em quadratura ao Sol natal dele, rumo ao ponto exato de 2 de dezembro, e Saturno faz oposição à Vénus dele, a menos de meio grau. Na véspera, 24 de outubro, Mercúrio para no céu sobre o Ascendente de Lula e começa a retrogradar. E o ingresso do Sol em Balança, o mapa do trimestre da eleição, põe o Meio do Céu de Lula no fundo do céu, o lugar onde um ciclo termina.
Três coisas fariam Lula ganhar:
- Uma hora de Flávio diferente. A classificação AA vem de uma certidão enviada ao Astro-Databank por um colaborador, e a astróloga Shelly Gonella não viu o documento. Sem essa hora, valem as contas das pesquisas anteriores, e nelas Lula fica à frente, por pouco, com a técnica de astrologia horária: 54% contra 46%.
- A técnica de astrologia horária com a palavra final. Na técnica de astrologia horária tradicional, o mapa responde à pergunta feita, e os outros mapas descrevem o clima em que ela acontece. Quem dá a palavra final à técnica de astrologia horária chega a Lula.
- Uma hora de Lula diferente. A hora de nascimento dele, 6h10, vem de relato, e não de certidão. O Ascendente e o Meio do Céu de Lula, que entram em vários sinais contra ele nesta conta, mudam com ela.
Na conta da astróloga Shelly Gonella, com os mesmos pesos das outras pesquisas e só a segunda volta:
Com a técnica de astrologia horária, a conta fica em 68% dos sinais para Flávio e 32% para Lula; sem ela, em 85% para Flávio e 15% para Lula.
Lula tem uma possibilidade real quando a técnica de astrologia horária entra na conta: perto de uma em três. Sem a técnica de astrologia horária, a possibilidade dele cai para perto de uma em sete.
O que esse número mede: cada sinal do céu entra na conta com um peso, forte ou fraco, e os 68% são a parte desse peso que aponta para Flávio, e os 32% a que aponta para Lula. Ele mostra para que lado a leitura pende e com que firmeza. Uma sondagem estima votos; esta conta mede a inclinação do céu, e quem dá o resultado é a urna.
Em resumo, as respostas desta pesquisa são estas:
- Quem vence as eleições 2026? Flávio Bolsonaro, com uma contestação que vai até meados de novembro e um governo que começa sob pressão. É para ele que aponta a maior parte dos sinais do céu analisados pela astróloga Shelly Gonella, dos mapas do trimestre da eleição ao mapa da posse.
- Quem vence a segunda volta? A maior tendência está do lado de Flávio, com 68% dos sinais astrológicos.
- Existe chance de Lula ganhar? Existe, e é baixa: 32% dos sinais astrológicos. Quase toda a chance de Lula vem da técnica de astrologia horária. E a primeira leitura da astróloga Shelly Gonella, com a técnica de astrologia horária no centro, deu Lula à frente na primeira volta e Lula a vencer a segunda, por pouco. A primeira volta revelou a fragilidade da técnica de astrologia horária, porque quem saiu à frente foi Flávio.
Os dados desta pesquisa: Brasil, 7/9/1822, 16h30, Ipiranga (São Paulo). Lula, 27/10/1945, 6h10, Caetés (PE). Flávio Bolsonaro, 30/4/1981, 20h10, Resende (RJ), classificação AA no Astro-Databank. Técnica de astrologia horária, 3/10/2026, 11h44, Porto Ferreira (SP). Ingressos do Sol em Balança e em Capricórnio, mapas das voltas e da posse em Brasília. Zodíaco tropical, casas de Placidus, horários de Brasília.
E as perguntas que mais chegam sobre este assunto, com a resposta curta:
Existe chance de Lula ganhar a segunda volta pela astrologia? Sim, mas é baixa. Na análise da astróloga Shelly Gonella, Lula fica com 32% dos sinais do céu com a técnica de astrologia horária e 15% sem ela. A tendência maior é de Flávio Bolsonaro, e a chance de Lula está na técnica de astrologia horária, em que Vénus, o planeta dele, volta para Balança no dia da votação.
Qual é o dado astrológico mais forte a favor de Lula? O mapa da técnica de astrologia horária de 3 de outubro. Nele, Lula é Vénus, e Vénus volta para Balança, o próprio domicílio, às 6h do dia 25, antes de as urnas abrirem. Somados os sinais, a técnica de astrologia horária fica com Lula, por pouco.
O que poderia fazer Lula ganhar? Uma hora de nascimento de Flávio Bolsonaro diferente da que está no Astro-Databank, ou dar à técnica de astrologia horária a palavra final. Sem a hora de Flávio, as contas anteriores dão a Lula 54% dos sinais.