A conclusão desta pesquisa vem primeiro. O céu do Brasil, de dezembro de 2026 a junho de 2027, mostra um semestre em duas metades. A primeira, de dezembro a março, é de ajuste: Saturno e Neptuno estão na casa do dinheiro do mapa do país, as promessas da campanha são revistas e o valor das coisas fica difícil de medir, com o dólar e a Bolsa a oscilar mais. A segunda, de abril a junho, é de alívio: Saturno e Júpiter fazem bons aspetos à Vénus do Brasil, o planeta do consumo e dos salários, e Plutão favorece a base da economia, que é o campo, a casa e o orçamento das famílias. No início de junho, Saturno sai da casa do dinheiro, e o peso mais duro sobre as contas do país começa a diminuir.
Esse ajuste vale para qualquer vencedor. Ele está no mapa do próprio Brasil, e não no de um candidato, então chega com quem for eleito na segunda volta, a 25 de outubro. Os mapas de Lula e de Flávio Bolsonaro estão nos outros textos da série Eleições 2026.
Um país também tem mapa astral, feito para o momento em que ele nasce como nação. O do Brasil é o da Independência, a 7 de setembro de 1822, às 16h30, no Ipiranga. Cada uma das doze casas desse mapa fala de uma área da vida do país. A casa 2 é a do dinheiro, da renda e do valor da moeda; a casa 6 é a do trabalho e do serviço público; a casa 4 é a da terra, da moradia e das famílias; a casa 7 é a dos outros países e dos parceiros de comércio; a casa 12 é a do que acontece longe dos olhos.
Para prever, a astrologia mundial acompanha os planetas lentos do céu de agora a passar sobre os pontos desse mapa. Cada passagem tem uma data exata, calculada aqui no horário de Brasília, e um sentido que vem do planeta e da casa. Ela lê tendências e climas. Estimar quanto a inflação ou o dólar vão marcar é trabalho de economista, e por isso os números deste texto são sempre os do mercado, com a fonte e a data.
Os números de hoje mostram um país que corta juros devagar e um mercado eufórico. A 16 de setembro, o Banco Central baixou a Selic para 13,75% ao ano, no quinto corte seguido desde março, quando ela estava em 15%. O Boletim Focus do início de outubro espera inflação de 5,01% em 2026 e de 4,30% em 2027, a Selic em 13,50% no fim deste ano e em 12% no fim do próximo, e o dólar perto de R$ 5,20 e de R$ 5,28. No dia seguinte à primeira volta, 5 de outubro, a Bolsa subiu 7,70% e fechou pela primeira vez acima dos 200 mil pontos, aos 206.911, e o dólar caiu 4,12%, para R$ 5,00.
O pano de fundo deste semestre foi desenhado a 20 de fevereiro de 2026. Naquele dia, Saturno e Neptuno encontraram-se no céu a Carneiro 0°45′, a meio grau do Plutão do Brasil, que fica na casa 2 do mapa do país. Saturno é a conta que chega, o limite e o ajuste. Neptuno é a crença, a expectativa e aquilo que não se vê com clareza, e o dinheiro, no fundo, é uma crença: uma nota vale o que todos acreditam que ela vale. Plutão, na casa do dinheiro, é a riqueza de fundo do país, a que vem do subsolo, e o poder que o dinheiro tem sobre a vida de todo mundo.
Saturno e Neptuno encontram-se a cada 36 anos. O encontro anterior foi em 1989, e o Brasil viveu naquele ano a inflação de quase 2.000% e, em março de 1990, o plano que bloqueou a poupança. A comparação assusta, e não precisa de assustar. Em 1989 o encontro caiu em outra casa do mapa do Brasil, e o país de hoje tem Banco Central autónomo, câmbio flutuante e meta de inflação. O que se repete é a pergunta sobre quanto vale o dinheiro; a dose depende de como ela é respondida. Saturno fica na casa 2 do Brasil até 2 de junho de 2027, e Neptuno, por vários anos ainda.
Até ao fim de novembro, o clima é de euforia com revisão por baixo. Vénus e Mercúrio andam para trás em Escorpião até 13 de novembro, na casa 9 do mapa do Brasil, a do comércio com o exterior e dos contratos de longe; é um tempo em que acordos e números já anunciados voltam para a mesa, como contam os textos da Vénus retrógrada e do Mercúrio retrógrado. A 30 de outubro, Marte passa sobre a Vénus do Brasil, na casa do trabalho: o consumo aquece e o preço dos serviços pede atenção. A 19 de novembro, dois toques no mesmo dia: Júpiter faz quadratura ao Meio do Céu do país, o ponto do governo, e Marte cruza o Descendente, a casa dos outros países. O governo eleito promete muito, e a pressão de fora cresce, como mostra o texto sobre Trump e o Brasil.
Dezembro é o mês da viragem, e o céu marca a semana com precisão. O Copom reúne-se a 8 e 9 de dezembro. A 10 de dezembro, Saturno para no céu e volta a andar para a frente, a Carneiro 7°55′, dentro da casa do dinheiro. A 12 de dezembro, Neptuno faz o mesmo, a Carneiro 1°36′, e no mesmo dia Júpiter para e começa a andar para trás a Leão 27°01′, exatamente sobre o Descendente do Brasil. Três planetas lentos parados em três dias é um ponto de viragem. Júpiter é a confiança e a promessa; quando ele recua sobre a casa dos parceiros de fora, as expectativas grandes demais são revistas, e os acordos com outros países voltam para a negociação até abril. É o mês com mais risco de correção na Bolsa depois da alta de outubro. A 6 de dezembro, Plutão ainda faz quadratura ao Marte do Brasil, que está na casa do comércio exterior: é pressão de fora sobre a economia, de tarifas e de exigências.
Janeiro começa com expectativa alta. No dia da posse, 5 de janeiro de 2027, Júpiter faz de novo a quadratura exata ao Meio do Céu do Brasil: o governo novo assume com ambição grande e com uma plateia que espera resultado rápido. Cinco dias depois, a 10 de janeiro, Marte começa a andar para trás em Virgem, na casa 7 do Brasil, e fica assim até 1 de abril. Negociações comerciais andam e voltam, disputas com parceiros de fora arrastam-se, e o que se decide com pressa nesse período tende a ser refeito. O Copom reúne-se a 26 e 27 de janeiro.
Fevereiro é o mês mais sensível do semestre. A 6 de fevereiro há um eclipse solar a Aquário 17°37′, na casa 12 do Brasil, em oposição exata à Vénus do país. No mesmo dia, Neptuno faz quadratura exata ao Neptuno do Brasil. A casa 12 é a do que não se vê, e Vénus é o consumo, o salário e o dinheiro que circula: é o desenho de um número que surpreende, uma conta escondida que aparece, uma inflação que não cede como se esperava, um gasto que estava fora do orçamento. De 9 de fevereiro a 3 de março, Mercúrio anda para trás, e dados e anúncios desse período pedem uma segunda leitura. O dólar tende a oscilar mais nessas semanas. No fim do mês aparece a primeira boa notícia: a 25 de fevereiro, Plutão faz trígono ao Júpiter do Brasil, que fica na casa 4, a da terra e da moradia. Começa ali uma renovação de fundo no campo, nos imóveis e no crédito para a casa.
Março ainda mistura as duas coisas. A 6 de março, Neptuno faz quadratura ao Urano do Brasil, que fica na casa 11, a das leis e dos planos do país: reformas e regras novas chegam confusas, mudam no caminho e pedem paciência para serem entendidas. A 18 de março, Júpiter passa sobre a Vénus do Brasil, na casa do trabalho, e o consumo, o comércio e o emprego respiram. O Copom reúne-se a 16 e 17 de março.
Abril é o mês mais construtivo do semestre. Marte volta a andar para a frente a 1 de abril, e as negociações com o exterior destravam. A 10 de abril, Saturno faz trígono à Vénus do Brasil: a disciplina da casa do dinheiro passa a ajudar o consumo e os salários, em vez de pesar sobre eles. A 11 de abril, Plutão faz trígono à Lua do Brasil, que fala do povo e das famílias, na casa 4. A 12 de abril, Júpiter volta a andar para a frente. Quatro movimentos favoráveis em doze dias: é o céu mais aberto do período para uma decisão que alivie o crédito, e o Copom reúne-se a 27 e 28 de abril.
Maio e junho completam a melhora, com dois sustos breves. A 6 de maio, Marte cruza pela última vez o Descendente do Brasil, e a tensão com algum parceiro de fora volta por alguns dias. A 8 de maio, Júpiter passa de novo sobre a Vénus do país, e o consumo e o comércio ganham força. A 1 de junho, Urano passa sobre o Júpiter do Brasil e, a 17 de junho, sobre a Lua, os dois na casa 4: são mudanças bruscas no campo, no preço dos alimentos e no dos imóveis, com novidade e tecnologia, e com o sobe e desce que Urano sempre traz. A 2 de junho, Saturno deixa a casa do dinheiro do Brasil. O Copom reúne-se a 15 e 16 de junho.
Para quem investe, o desenho é este. A Bolsa vive a euforia até à segunda volta e corre o maior risco de correção em dezembro, quando Júpiter recua; a recuperação mais firme aparece a partir de abril. O dólar oscila mais em dezembro e em fevereiro, os dois meses em que Neptuno, o planeta da incerteza, está mais forte sobre a casa do dinheiro. A inflação e os juros seguem o tom de Saturno na casa 2: cortes devagar, com o céu mais favorável a um alívio em abril. A astrologia não diz quanto. Ela diz quando o clima muda.
Em resumo, o próximo semestre da economia brasileira começa com ajuste e incerteza e termina com alívio. De dezembro a março, Saturno e Neptuno na casa do dinheiro, Júpiter a recuar sobre a casa dos parceiros de fora e o eclipse de fevereiro em oposição à Vénus do país pedem cautela: promessas revistas, números que surpreendem, dólar e Bolsa mais instáveis. De abril a junho, Saturno e Júpiter favorecem o consumo, os salários e o emprego, Plutão renova a base do campo e da moradia, e Saturno deixa a casa do dinheiro a 2 de junho. Isso vale para qualquer vencedor da segunda volta. Esta previsão foi publicada a 6 de outubro de 2026, e será refeita aqui, em público, se os factos mudarem o quadro.
Os dados desta pesquisa: Brasil, 7/9/1822, 16h30, Ipiranga (São Paulo), hora local média. Zodíaco tropical, casas de Placidus, posições aparentes na eclíptica verdadeira da data. As datas dos trânsitos estão no horário de Brasília. Os números da economia são do Banco Central (decisão do Copom de 16/9/2026 e Boletim Focus do início de outubro de 2026) e do fechamento do mercado de 5/10/2026.