Quando é o próximo eclipse?
A conta é a mesma efeméride que calcula o mapa astral deste site, e a resposta sai do relógio do seu aparelho.
O próximo é em {quando}: um {tipo} em {signo}.
O anterior foi em {quando}, um {tipo} em {signo} — as temporadas repetem-se a cada 173 dias.
A tabela desta página vai até 2035, e a sua data está além disso.
eclipse solar total eclipse solar anular eclipse solar parcial eclipse lunar total eclipse lunar parcial eclipse lunar penumbral Carneiro Touro Gémeos Caranguejo Leão Virgem Balança Escorpião Sagitário Capricórnio Aquário PeixesAs datas dos próximos eclipses
Eclipse acontece em temporada, e são duas por ano. Cada temporada traz dois ou três eclipses em cerca de um mês, e depois o céu passa cinco meses sem nenhum. As horas abaixo são de Brasília e saem da mesma efeméride que este site usa para montar mapa.
| Data | Que eclipse é | Em que signo cai |
|---|---|---|
| 17 de fevereiro de 2026 | eclipse solar anular | Aquário |
| 3 de março de 2026 | eclipse lunar total | Virgem |
| 12 de agosto de 2026 | eclipse solar total | Leão |
| 28 de agosto de 2026 | eclipse lunar parcial | Peixes |
| 6 de fevereiro de 2027 | eclipse solar anular | Aquário |
| 20 de fevereiro de 2027 | eclipse lunar penumbral | Virgem |
| 18 de julho de 2027 | eclipse lunar penumbral | Capricórnio |
| 2 de agosto de 2027 | eclipse solar total | Leão |
| 17 de agosto de 2027 | eclipse lunar penumbral | Aquário |
| 12 de janeiro de 2028 | eclipse lunar parcial | Caranguejo |
| 26 de janeiro de 2028 | eclipse solar anular | Aquário |
| 6 de julho de 2028 | eclipse lunar parcial | Capricórnio |
| 21 de julho de 2028 | eclipse solar total | Caranguejo |
Repare na terceira coluna. Em 2026 e 2027 os eclipses caem em Aquário e Leão, em Virgem e Peixes; em 2028 já é Caranguejo e Capricórnio. Não é acaso, e a próxima seção conta o que decide isso — é a mesma coisa que decide POR QUE eles vêm de seis em seis meses.
Por que só há eclipse duas vezes por ano
Lua Nova acontece todo mês, e Lua Cheia também. Se bastasse isso, haveria eclipse doze vezes por ano de cada tipo. O que falta é altura.
A órbita da Lua é inclinada cerca de cinco graus em relação ao caminho do Sol. Na maioria das Luas Novas, a Lua passa por cima ou por baixo do Sol visto da Terra, e a sombra dela não encosta em nada. Só há eclipse quando a lunação acontece perto de um dos dois pontos em que as duas órbitas se cruzam — os nodos lunares, os mesmos do Nodo Sul no mapa.
Medido nos 433 eclipses entre 1930 e 2025: a Lua nunca estava a mais de 1,55 grau de altura no eclipse solar, nem a mais de 1,57 no lunar. O limite dela é cinco graus e pouco — ou seja, todos os eclipses acontecem dentro de uma faixa estreita em volta dos nodos, e é por isso que eles se agrupam em temporada.
A Terra passa por essa região duas vezes por ano, e o intervalo entre uma temporada e a seguinte é de 173,4 dias — medido nas 202 temporadas daqueles 96 anos, com o mais curto em 162,5 e o mais longo em 184,3. Duas temporadas somam 347 dias, e o ano tem 365: é por isso que as datas andam cerca de dezenove dias para trás a cada ano, e por isso os eclipses ficam anos seguidos no mesmo par de signos antes de mudar.
Eclipse não é acontecimento de década
Foram 433 eclipses entre 1930 e 2025 — média de 4,51 por ano. Sessenta e dois daqueles 96 anos tiveram exatamente quatro; vinte e dois tiveram cinco; nove tiveram seis; e só três anos chegaram a sete.
Isso muda o que a palavra consegue explicar. Um fenómeno que acontece quatro ou cinco vezes por ano não é a explicação de um ano difícil, e quem diz que "o eclipse mexeu com tudo" está a falar de algo que acontece a cada onze semanas, em média.
O que quase não acontece é outra coisa: um eclipse solar TOTAL passando exatamente por cima da sua cidade. A faixa em que a totalidade é visível tem poucas centenas de quilómetros de largura, e ela cai quase sempre no mar ou em região sem gente. Foram 69 eclipses solares totais em 96 anos no planeta inteiro — a conta de quantos deles passaram no seu quintal é outra, e bem menor.
Os seis tipos, e o que muda entre eles
São três de cada lado, e a diferença é de geometria — não de intensidade simbólica. A contagem abaixo é dos mesmos 433:
- Solar total (69 em 96 anos). A Lua cobre o disco do Sol inteiro. É o único em que o céu escurece de dia, e só dentro da faixa estreita da sombra.
- Solar anular (67). A Lua está mais longe da Terra e não cobre tudo: sobra um anel de Sol em volta dela. Mesma geometria, distância diferente.
- Solar parcial (78). A sombra passa de raspão e a Lua morde um pedaço do Sol. É o mais comum dos três.
- Lunar total (82). A Lua entra inteira na sombra da Terra e fica avermelhada. A totalidade durou de 13 a 107 minutos nas 90 vezes em que aconteceu entre 1930 e 2035, com média de 71 minutos.
- Lunar parcial (59). Só parte da Lua entra na sombra — dá para ver a curva escura a morder o disco.
- Lunar penumbral (78). A Lua passa pela borda da sombra e só escurece um tom. Muita gente olha e não vê diferença nenhuma, e ele conta assim mesmo.
Na astrologia, o que costuma pesar não é o tipo: é onde ele cai. Um penumbral no grau do seu Sol diz mais sobre o seu ano que um total do outro lado do mapa.
A tradição: o Saros dos caldeus
A previsão de eclipses é uma das coisas mais antigas que a astronomia sabe fazer, e ela começou como astrologia. Os astrónomos da Babilónia descobriram, antes do século VI a.C., que os eclipses se repetem a cada 6.585 dias e um terço — 18 anos, 11 dias e 8 horas. É o ciclo que hoje se chama Saros, e Ptolomeu já o registra no Almagesto.
O terço de dia é a parte interessante: como ele não fecha um número redondo de dias, o eclipse seguinte da mesma família acontece com a Terra virada um terço de volta — ou seja, noutra parte do planeta. São precisos três Saros, 54 anos, para um eclipse voltar mais ou menos à mesma região.
Na tradição, o eclipse sempre foi lido como marca de tempo: não a causa do que acontece, e sim o carimbo de um período. É uma leitura mais sóbria que a da internet, e é a que este site usa.
Onde o eclipse cai no SEU mapa
O céu é o mesmo para oito bilhões de pessoas, e o mapa não. O eclipse acontece num grau — 28 graus de Aquário, por exemplo. O que ele significa para si é o que tem naquele grau: uma casa, um planeta, um ponto do seu mapa, ou nada.
Isso é o contrário do que o horóscopo de eclipse costuma fazer, que é dizer a mesma coisa para todo mundo do mesmo signo solar. Duas pessoas de Aquário com Ascendentes diferentes têm aquele grau em casas diferentes — numa é a casa do dinheiro, na outra é a do trabalho —, e a mesma Lua Nova eclipsada marca assuntos que não se parecem.
As três perguntas que fazem a diferença, e as três dependem de cálculo:
- Em que casa do seu mapa cai aquele grau. Depende da hora e da cidade de nascimento — o assunto tem página em o que é uma casa astrológica.
- Se ele toca algum planeta seu. Um eclipse a poucos graus do seu Sol, da sua Lua ou do seu Ascendente é outra conversa — e "poucos graus" é uma conta, não uma impressão.
- Em que par de signos a temporada está. É o mesmo par dos nodos daquele período, e ele fica ali por um ano e meio: o assunto volta, e não passa.
E a fase da Lua de cada dia, com a conta feita, está na aba lunar deste site — inclusive quando a Lua está eclipsada.
Veja em que casa o eclipse cai no seu mapa — o mapa é gratuito e sai na hora, com data, hora e cidade. Ele mostra as doze casas e o grau em que cada uma começa. Gerar o meu mapa de graça.
O que o cálculo mostra e a tabela de revista não
Três coisas, e as três saem da mesma varredura de 96 anos:
- A temporada tem dois ou três eclipses, e quase sempre dois. Foram 173 temporadas com dois e 29 com três, nas 202 medidas. Quando são três, o do meio costuma ser o penumbral que ninguém vê.
- A data anda para trás, e não para a frente. Dezenove dias por ano — o contrário do que acontece com a retrogradação de Saturno, que escorrega para a frente. Quem guarda "o eclipse é sempre em agosto" erra em cinco anos.
- Eclipse lunar acontece sempre na Lua Cheia e solar sempre na Lua Nova, sem exceção nos 433. Não é coincidência: é a definição. As fases estão em as fases da Lua.
As datas desta página são de pico do eclipse, em horário de Brasília. O que vê do céu depende de onde está: um eclipse total do outro lado do planeta acontece de qualquer jeito, e simplesmente não aparece na sua janela. O grau em que ele cai, porém, é o mesmo para todo mundo — e é ele que o seu mapa lê.
Perguntas frequentes sobre eclipses
Quando é o próximo eclipse?
O bloco no alto desta página responde pelo relógio do seu aparelho, e a tabela abaixo dele traz as datas até 2035. Eles vêm em temporada: duas por ano, separadas por cerca de 173 dias, com dois ou três eclipses em cada uma.
Quantos eclipses acontecem por ano?
De quatro a sete. Foram 433 entre 1930 e 2025 — média de 4,51 por ano. Sessenta e dois daqueles 96 anos tiveram exatamente quatro, e só três anos chegaram a sete. Eclipse não é acontecimento de década: é rotina do céu.
Quanto tempo dura um eclipse?
No eclipse lunar total, a totalidade durou de 13 a 107 minutos nas 90 vezes que aconteceu entre 1930 e 2035, com média de 71 minutos — e a fase parcial em volta chega a quase quatro horas. No eclipse solar, a duração depende de onde está: a faixa em que ele é total tem poucas centenas de quilómetros de largura.
Por que os eclipses acontecem de seis em seis meses?
Porque só há eclipse quando a Lua Nova ou a Lua Cheia acontece perto de um dos dois nodos lunares, e a Terra passa por eles duas vezes ao ano. O intervalo médio entre uma temporada e a seguinte é de 173,4 dias, medido nas 202 temporadas entre 1930 e 2025 — quase seis meses, e por isso as datas andam cerca de dezenove dias para trás a cada ano.
O que um eclipse significa no meu mapa?
Ele marca um grau, e o que importa é o que tem naquele grau. O céu é o mesmo para oito bilhões de pessoas; o que muda é a casa do seu mapa em que o eclipse cai e o planeta que ele toca — e isso depende da data, da hora e da cidade em que nasceu.
Perguntas de quem está a começar
Os eclipses em resumo
- Quantos por ano de quatro a sete, média de 4,51
- De quanto em quanto tempo duas temporadas por ano, a 173,4 dias uma da outra
- Quantos por temporada dois, e às vezes três
- Quanto dura a totalidade lunar, de 13 a 107 minutos
- O que decide a Lua perto de um nodo — nunca a mais de 1,6 grau de altura
Eclipse é rotina do céu, e o que não é rotina é onde ele cai. O grau é o mesmo para o planeta inteiro; a casa em que ele bate é sua. Veja o seu de graça aqui.